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O associativismo e o progresso

Há 27 anos, surgia a Anamaco, associação que trabalha para o desenvolvimento do comércio da construção


Cláudio Conz

19/05/2011 | 00:00


Parece que aconteceu ontem, mas a verdade é que já faz 27 anos que surgiu a Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção), entidade que trabalha incessantemente para o desenvolvimento do comércio, dos comerciantes e do Brasil como um todo. Devo muito à Anamaco. Pude vê-la crescer de perto, como uma sementinha, que se tornou uma árvore frondosa e gigantesca.

Na década de 1980, considerada pelos economistas um tempo de estagnação econômica para a economia brasileira, nascia a Anamaco. A entidade de classe, nasceu precisamente em dezembro de 1984, sem fins lucrativos, para funcionar como interface entre os órgãos governamentais e as Acomacs (Associações dos Comerciantes de Material de Construção) e Fecomacs (Federações dos Comerciantes de Material de Construção), demais entidades, fabricantes e comerciantes de material de construção.

Mas história da Anamaco começa muito antes de sua fundação. Bem antes disso, um grupo de pioneiros, em 1964, formou a primeira Associação de Comerciantes de Material de Construção de Campinas - a ACMCC. Este embrião do que seria uma das associações de classe mais organizadas do Brasil, foi plantado por um senhor chamado José Olavo Nogueira, que ainda hoje atua e trabalha pelo setor como presidente de honra da Anamaco.

Com a fundação da ACMCC, os comerciantes perceberam que tinham necessidade de discutir os seus problemas, mas não possuíam um órgão aglutinador para trocarem experiências e colocar em discussão questões inerentes à sua condição e conseguirem resolvê-las. A ACMCC foi a primeira entidade do gênero no Brasil. Havia outras entidades muito segmentadas, porém, a associação de Campinas foi pioneira em nível nacional.

Em 1971, já havia esboço da ideia de uma entidade nacional, com o surgimento de outras associações regionais. O intuito de José Olavo era proporcionar encontros para a troca de opiniões entre as entidades existentes. A partir disso, surgiu calendário para estes encontros, a fim de que os empresários pudessem discutir seus problemas comuns.

Com o apoio de um bom número de associações regionais, com destaque para Minas Gerais e Rio Grande do Sul, realizou-se em Porto Alegre, em 2 de dezembro de 1984, a II Convenção Anual dos Comerciantes de Material de Construção, e, desse evento nasceu a Anamaco.

Na primeira gestão, José Olavo foi eleito presidente. Ele então, entre os anos de 1984 e 1986, passou a visitar as entidades regionais e a manter contato próximo, estreitando os laços de confiança e fazendo a Anamaco presente. Isso tornou as associações regionais conscientes de que havia um patamar superior preocupado e interessado nas questões do dia-a-dia.

O fato mais importante da época, que marcou a gestão de José Olavo à frente da Anamaco, foi a mobilização diante de medidas adotadas por um órgão fiscalizador da economia que interferia diretamente no comércio varejista de material de construção. Este órgão, a Sunab, fazia pressão sobre os lojistas na fiscalização até excessiva dos preços praticados, inviabilizando, muitas vezes, os pequenos e médios comerciantes.

Diante disso, a Anamaco reuniu-se novamente e formalizou pedido ao então superintendente do órgão, com várias reivindicações dos lojistas. Eram 26 empresários do setor que assinaram a Carta da Anamaco, entregue a estes representantes do governo federal. O documento alertava sobre as conseqüências imediatas que tamanha fiscalização acarretava. Nossas reivindicações foram atendidas e a Anamaco saiu-se vitoriosa nesta questão.

Hoje, quase 30 anos após sua fundação, a Anamaco desenvolve ações junto ao poder público apresentando sugestões e projetos que têm por objetivo aumentar as vendas de material de construção, promovendo o desenvolvimento do setor e do País como um todo. A Anamaco também promove discussões em torno de assuntos que podem interferir diretamente na cadeia produtiva da Construção, como questões ligadas à tributação, projetos de lei etc.

Com cerca de 138 mil lojas em todo o País, o setor de material de construção é parte integrante do complexo denominado de ‘ConstruBusiness', que representa 13% do PIB brasileiro. A cadeia da construção civil emprega 15 milhões de pessoas, sendo 4 milhões diretamente, com expressivo poder multiplicador sobre demanda doméstica, e mínimo viés importador, com um superávit comercial de cerca de US$ 2,5 bilhões ao ano entre bens e serviços.

Num contexto econômico em que a construção se torna cada vez mais importante, a Anamaco tem cumprido seu papel associativista, atuando de maneira positiva junto à comunidade e os órgãos das diferentes esferas governamentais, sempre tendo em vista a prosperidade. E posso afirmar que é um grande prazer participar desta corrente.



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