Investigação Prefeito foi alvo da Operação Estafeta, que investiga um esquema de corrupção, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro na Prefeitura de São Bernardo
FOTO: Denis Maciel | Bruno Coelho | DGABC

Um cenário de insegurança, incertezas e desnorteamento predominou nos corredores da Câmara e da Prefeitura de São Bernardo, após o afastamento do prefeito Marcelo Lima (Podemos), determinado pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), atendendo a um pedido da Polícia Federal, responsável por deflagrar a Operação Estafeta na manhã desta quinta-feira (14). A investigação recai sobre um possível esquema de corrupção, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro enraizados na administração municipal.
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Enquanto ainda pela manhã, agentes da Polícia Federal realizaram busca e apreensão na Prefeitura de São Bernardo, o Legislativo estava esvaziado. Entre os poucos vereadores presentes, os comentários eram de surpresa com a nova situação de Marcelo Lima, impedido de exercer sua função de prefeito, além de obrigado a usar tornozeleira eletrônica, a seis dias do aniversário de 472 anos da cidade. A avaliação geral era de desinformação e desconfiança. “(A gente) Vai sair para rua e falar o quê?”, indagou um parlamentar governista. Outra situação incerta pela manhã se tratava do presidente do Parlamento, Danilo Lima (Podemos), primo do prefeito e alvo da mesma operação da Polícia Federal, junto ao vereador Ary de Oliveira (PRTB). A base aliada sequer sabia se o chefe do Legislativo também foi alvo de medidas cautelares que o afastassem de seu cargo, muito menos de como iriam proceder desde então. LEIA MAIS: Jessica Cormick assume Prefeitura de São Bernardo após afastamento de Marcelo Lima
Por volta das 10h30, o líder de governo Julinho Fuzari (Cidadania) chegou ao Legislativo e puxou cerca de dez vereadores presentes, de gabinete em gabinete, para uma reunião a portas fechadas. Após uma conversa de aproximadamente 20 minutos, o vereador deixou o recinto. Os colegas, por sua vez, ainda sequer sabiam quais seriam os próximos desdobramentos quanto ao comando da Casa. A única certeza que predominou no Paço de São Bernardo era da posse da vice-prefeita, Jessica Cormick (Avante), de 38 anos, para o comando da cidade, mas sem detalhes de quando assumiria oficialmente a função. Entre os vereadores da base aliada, havia avaliações de que a nova chefe do Executivo, sem uma ampla experiência no âmbito político, precisaria de todo o apoio do Legislativo, para conduzir o município.. A assessoria da Prefeitura de São Bernardo não se manifestou sobre a Operação Estafeta e o afastamento de Marcelo Lima, durante a manhã. Por sua vez, a equipe de comunicação de Danilo Lima sequer atendeu aos telefonemas da reportagem, que seguirá atrás de atualizações ao longo do dia. LEIA MAIS: Operação da PF em São Bernardo: Ary de Oliveira é o primeiro a se manifestar
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