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Operação da PF em São Bernardo: Ary de Oliveira é o primeiro a se manifestar

Em postagem no Facebook, Ary divulgou uma nota de esclarecimento em que afirma desconhecer os motivos de seu nome ter sido citado nas reportagens sobre a operação

14/08/2025 | 11:41
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FOTO: Redes sociais Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O vereador Ary de Oliveira (PRTB), que atualmente ocupa o cargo de suplente do secretário de Governo e colega de partido Ivan Silva (PRTB), foi o primeiro dos envolvidos na Operação Estafeta da Polícia Federal a se manifestar publicamente.

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Em postagem no Facebook, Ary divulgou uma nota de esclarecimento em que afirma desconhecer os motivos de seu nome ter sido citado nas reportagens sobre a operação. Segundo ele, policiais federais estiveram em sua residência com mandado de busca e apreensão. “Após inspecionarem a casa, documentos e todas medidas de praxe, nada encontraram”, escreveu o vereador.

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De acordo com a nota, o celular de Ary de Oliveira foi levado para averiguação, mas será devolvido em breve. O parlamentar também aproveitou para informar que serviços legislativos continuam à disposição da população.

Veja a nota na íntegra:

"Desconheço o motivo de meu nome ter sido citado em matéria jornalistica na manhã de hoje, logo pela manhã esteve em minha casa um grupo de policiais Federais com mandado de busca e apreensão, após inspecionarem a casa toda, documentos, e todas medidas de praxe nada encontraram, levaram meu celular para averiguação, para em seguida ser devolvido, tão logo tenha mais informações repassarei, solicitando para quem desejar utilizar de nossos serviços legislativos entrar em contato com nosso gabinete fone 4331.4291."

Entenda

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (14) a Operação Estafeta, que investiga um esquema de corrupção, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro na Prefeitura de São Bernardo. A ação resultou no afastamento do prefeito Marcelo Lima (Podemos) de suas funções por um ano, além da determinação para que ele use tornozeleira eletrônica.

A ofensiva mobilizou 70 policiais federais e cumpre medidas cautelares expedidas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, incluindo duas prisões temporárias, 16 mandados de busca e apreensão, quebra de sigilos bancário e fiscal, além do sequestro e bloqueio de bens e valores que somam até R$ 13 milhões.

Também foram afastados de seus cargos dois vereadores - Danilo Lima (Podemos) e Ary José de Oliveira (PRTB), um secretário municipal ainda não identificado, um servidor da Prefeitura - Antonio Rene da Silva, que atua como Diretor de Departamento na Secretaria de Coordenação Governamental - e um funcionário da Assembleia Legislativa de São Paulo - Paulo Iran, que é auxiliar legislativo. As diligências ocorrem em São Bernardo, Santo André, Mauá, Diadema e na Capital.

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As investigações começaram em julho de 2025, quando a PF apreendeu R$ 14 milhões em espécie — entre reais e dólares — na posse de um servidor público ligado à organização criminosa. A análise do material levou à descoberta de um esquema envolvendo integrantes da alta administração municipal, que atuariam como operadores financeiros responsáveis por receber, movimentar e destinar dinheiro em espécie proveniente de empresas contratadas pelo município e pela Fundação ABC.

Segundo a PF, parte do dinheiro teria sido usada para pagar despesas pessoais do prefeito e de familiares, por meio de depósitos fracionados para driblar os sistemas de controle, como o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). O Paço Municipal seria um dos pontos de gerenciamento das transações ilícitas.

Os investigados poderão responder por organização criminosa, corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro, crimes cujas penas somadas chegam a 39 anos de prisão.

O nome “Estafeta” faz referência a pessoas responsáveis por transportar mensagens, documentos ou encomendas — função que, segundo as investigações, era exercida por alguns membros do grupo para movimentar valores de forma clandestina.

Com o afastamento, a vice-prefeita Jéssica Cormick (Avante) assumiu interinamente a chefia do Executivo municipal.

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