Política Titulo Mobilidade

Demora sobre criação de GT trava discussão do mototáxi na região

Sem grupo de trabalho para debater tema no Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, regulamentação segue em compasso de espera

30/07/2025 | 22:43
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FOTO: Claudinei Plaza/DGABC
FOTO: Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


As discussões que versam sobre a regulamentação do mototáxi na região seguem travadas pela falta de um grupo de trabalho específico. Há pouco mais de um mês os prefeitos deliberaram sobre o tema, mas pouco se avançou. “A constituição (do grupo de trabalho) está sendo formatada em âmbito interno da entidade regional”, manifestou-se por meio de nota o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, sem apresentar um prazo para criar a comissão e iniciar os debates.

Em fevereiro a entidade colegiada pautou o tema com os novos secretários municipais. No entanto, como a questão estava judicializada e com decisões distintas sobre a proibição ou não do transporte remunerado de passageiros em motos, ficou decidido aguardar novos desdobramentos do debate regional.

Na semana passada, o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) decidiu manter a proibição do transporte individual de passageiros por motocicletas na Capital. A medida foi tomada após a rejeição de um pedido de liminar feito pela CNS (Confederação Nacional de Serviços), que buscava liberar o funcionamento de serviços de mototáxi na cidade. 

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Na decisão, o desembargador Ricardo Dip considerou válido o Decreto nº 62.144/2023 assinado pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB), que regulamenta o transporte individual na cidade e veta a atividade.

Com a decisão judicial, o transporte remunerado de passageiros por motocicletas fica proibido na Capital até que haja a criação de uma lei municipal para regulamentar a atividade. Com isso, o tema mototáxi deve seguir em compasso de espera no Grande ABC. 

Segundo o Consórcio Intermunicipal, a regulamentação do serviço na região deverá seguir os mesmo parâmetros adotados no território paulistano. “Neste momento, a Prefeitura de São Paulo, capital do Estado e maior município do País, é a referência para os municípios do Grande ABC para este tema”, disse a entidade.

Em São Bernardo, o prefeito Marcelo Lima (Podemos), e também presidente do Consórcio Intermunicipal, editou em fevereiro deste ano lei municipal que cria regras para o mototáxi na cidade, condicionando a oferta e operacionalização do serviço à regulamentação do texto. “Até que seja regulamentada a referida matéria, ficam suspensas as atividades dos serviços de mototáxi no município”, prevê trecho da legislação são-bernardense.

Procurada para comentar sobre o prazo para a regulamentação da lei, a Prefeitura de São Bernardo disse que o assunto é tratado de forma regionalizada. “A discussão sobre o serviço de mototáxi está em âmbito regional, dentro do Consórcio Intermunicipal.”

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