Transporte Tema voltou com força nas sete cidades após o governador condicionar a liberação do transporte por moto via aplicativo aos municípios
FOTO: Divulgação/Consório ABC

Presidente do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC e prefeito de São Bernardo, Marcelo Lima (Podemos) assegurou que qualquer decisão sobre a regulamentação do serviço de mototáxi será realizada em conjunto com outros homólogos da região. A entidade regional debaterá o assunto em nova reunião, a partir da segunda quinzena de julho. O tema voltou com força nas sete cidades após o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) condicionar a liberação do transporte por moto via aplicativo aos municípios.
A discussão a respeito do serviço de mototáxi nas sete cidades ocorre em meio ao embate judicial entre o governo do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e as empresas de aplicativo Uber e 99. Em maio, a Justiça voltou a suspender o transporte de passageiros por motocicleta na Capital. Integrante convidado ao Consórcio Intermunicipal, o emedebista sugeriu que prefeitos da região se unissem a ele na bandeira contra a modalidade, durante visita à instituição em março.
Entretanto, desde então, o debate pouco evoluiu e, segundo a entidade regional, ainda está em tratativas a criação de um grupo de trabalho para discussão do tema, que voltou a ganhar gás após Tarcísio sancionar a lei na qual transfere a decisão de regulamentar ou vetar a categoria às prefeituras. “Vamos fazer a reunião do Consórcio no dia 15 ou 17 para tomar uma decisão em conjunto para a regionalidade. Lembrando que hoje São Bernardo tem restrição, em lei, quanto a esse serviço”, pontuou Marcelo Lima.
Em junho, o Diário noticiou que maio deste ano foi um dos mais mortais no trânsito das sete cidades da região. Segundo o InfoSiga, monitoramento do governo do Estado gerenciado pelo Detran-SP (Departamento de Trânsito de São Paulo), do total de 30 mortes no Grande ABC, 19 foram por moto. No mesmo mês em 2024, a soma de óbitos foi 24, sendo oito envolvendo motociclistas. Portanto, o número de vítimas fatais com moto saltou 137,5%, uma vez comparados os dois períodos.
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