Memória

Carlos Miranda
(São Paulo, 29-7-1933 – São João da Boa Vista, 24-2-2025)
Foi instantâneo. Há uma semana, com a notícia da morte do eterno Vigilante Rodoviário, Memória começou a receber mensagens. Todas com uma palavra de respeito, lembrança e saudades deste ator cujo papel foi representado no cinema, com continuidade na carreira de policial e até o fim com a sua presença em incontáveis eventos, inclusive no Grande ABC.
RIACHO GRANDE
Ele chefiou a 1ª Companhia do 1º Batalhão da Polícia Rodoviária no Distrito de Riacho Grande, em São Bernardo, na primeira metade da década de 1980 (gestão Aron Galante) e morou em São Caetano.
Na época do seriado ele sempre vinha ao Cine Anchieta acompanhado do seu fiel cão Lobo.
Junior Cheid, que se criou no Cine Anchieta, obra do pai, Moysés Cheid, na Rua Marechal Deodoro, em São Bernardo.
SÃO CAETANO
Importante resgatar a participação dele no III Congresso de História do Grande ABC, realizado em São Caetano em julho de 1994.
Participei da mesa sobre a memória do Vigilante Rodoviário, juntamente com Atilio Santarelli (estudioso do cinema que tem pesquisado e recuperado imagens cinematográficas de toda a região).
No exemplar número 12 da revista Raízes (Fundação Pró-Memória de São Caetano, janeiro de 1995) publiquei uma matéria resumindo a fala de Carlos Miranda, acrescentando algumas informações sobre a tentativa (frustrada) de se fazer no Brasil filmes para a televisão.
A série do Vigilante foi um enorme sucesso e, mesmo assim, não originou outras similares. Acho que não é difícil entender os motivos. O histórico do fracasso da Companhia Cinematográfica Vera Cruz explica tudo em (tristes) detalhes. Antonio de Andrade, professor, estudioso do cinema. Crédito da foto 1 – Álbum de família Crédito da foto 2 – Acervo: FPM-São Caetano IDEALISTAS. Carlos Miranda com Junior Cheid e no III Congresso de História do Grande ABC, em São Caetano, ladeado por Antonio de Andrade (ao microfone) e Atílio Santarelli: ‘É só me chamar que o Vigilante estará de volta’ LEIA TAMBÉM: DIÁRIO HÁ 30 ANOS Sábado, 25 de fevereiro de 1995 – Edição 8946 MANCHETE – Justiça aciona cinco prefeituras por invasões de mananciais: Santo André, São Bernardo, Diadema, Ribeirão Pies e Rio Grande da Serra. GRANDE ABC – Governador Mario Covas dizia não à Universidade do Grande ABC, mas ficava de analisar outros pedidos dos prefeitos: Estabelecer um canal aberto de conversação com secretários estaduais. Realizar obras de canalização do Tamanduateí. Revisar a lei de repasse do ICMS. Implementar o metrô de superfície ao longo da estrada de ferro, e não do corredor da Via Anchieta.
Revisar a lei de proteção aos mananciais.
Repensar a ideia de novos pedágios na Rodovia dos Imigrantes.
Analisar e negociar as dívidas das prefeituras.
O crime que abalou a Estação Rio Grande – I 17 de fevereiro de 1905. O assassinato de Rabelo Lobo. Destaque nas colunas sociais.
Nove dias depois, o correspondente do Estadão voltava ao tema para dar detalhes do crime que abalou não só a Estação Rio Grande (da Serra) como toda a região. Não temos, ainda, o nome do correspondente. Ao que parece, era professor. Teria, depois, mudado para a Estação São Caetano. São deles as informações que seguem: A ARMADILHA
Antonio Joaquim Rabelo Lobo era inventariante do espólio de seu irmão Francisco Rebello Lobo. Residia em Rio Grande há três anos. Era tido como possuidor de muito dinheiro.
Todo dinheiro que recebia, bem como os papeis de certa importância, costumava guardar em um bolso por dentro do coleto do lado esquerdo, formando grande volume que chamava atenção de todos que o viam.
Amigos, e entre estes o vosso correspondente, tiveram por vezes ocasião de observar que era muito arriscado andar com o dinheiro, que seria melhor colocá-lo em um banco ou em ações de companhia, ao que respondia.
- Guardo onde está. Este banco não tem perigo de quebrar.
E quebrou!
Vieram miseráveis bandidos sedentos de sangue: Donato Cento Ducato e Domingos ‘de tal’, sócio deste, entabularam negociações para o arrendamento de uma casa e uma chácara onde se deveriam estabelecer José (Giuseppe) Lagama e Nicolau Lilo.
Decorreram alguns dias sem que os proponentes se resolvessem a firmar o contrato. Rabelo Lobo, pouco a pouco, foi depositando alguma confiança em seus futuros inquilinos, ao ponto de deixar-se enrascar na armadilha. O crime premeditado deveria ter lugar em uma das casas da vítima, sendo protagonistas Donato, Lagama, Lilo, Rocco Passos e Domingos “de tal”, que os esperavam em uma ponte próxima com as respectivas espingardas.
EM 25 DE FEVEREIRO DE...
1905 – Lisboa, 25 – Devido à greve, foram expulsos da Escola Médica cerca de 200 alunos dos quatro primeiros anos. Os quintanistas foram advertidos. Sentença extrema e sem precedentes. Alunos protestavam. Da Agência Havas. Petersburgo, 25 – Por ordem do governo foi proibida a venda do jornal “Russ”, propagandista das ideias liberais. 1925 - Fundada a Biblioteca Municipal de São Paulo, posteriormente denominada Biblioteca Mário de Andrade. 1955 – Os delegados Pio Buller Souto e Fausto Adamo eram removidos da Delegacia de Polícia de Santo André, sendo substituídos por Viriato Carneiro Lopes, transferido de Santos, e Emidio Alves de Brito, adjunto, removido do Guarujá. Prefeitura de Santo André oferecia bolsas de estudo para cursos da Escola de Belas Artes local: plástica e escultura, curso livre de pintura a óleo, entalhe e desenho técnico-mecânico. O Departamento de Educação e Cultura estava localizado à Rua Coronel Alfredo Flaquer, 76, Edifício Sion.
1970 - Estado criava dois ginásios em Diadema: o do Grupo Escolar Miguel Reale, em Piraporinha; e o João Ramalho, no Centro. Aos 85 anos, falecia Maria Adelaide Rossi, viúva do engenheiro-arquiteto Dominiano Rossi e nome de escola profissionalizante na Vila Euclides, em São Bernardo. MUNICÍPIOS BRASILEIROS No Estado da Bahia, hoje é o aniversário de América Dourada, Dias d’Ávila, Guajeru, Mansidão, São Gabriel, Tanque Novo, Várzea da Roça, Várzea Nova e Wanderley. Aniversaria, também, Manaquiri, no Estado do Amazonas.
São Cesário de Nazianzo 25 de fevereiro Viveu no século 2. Médico, era irmão de São Gregório de Nazianzo. Fonte: Convento da Penha (divulgação) 


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