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Fim do prazo: invasores protestam contra desocupação em São Caetano

Grupo pode ser retirado à força na manhã desta terça-feira (18); Oficial de Justiça negocia

18/02/2025 | 09:06
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FOTO: André Henriques/DGABC
FOTO: André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Chegou ao fim, nesta terça-feira (18), o prazo estipulado pela Justiça para a desocupação do prédio invadido na Rua José Benedetti, no bairro Cerâmica, em São Caetano. O imóvel, ocupado desde novembro do ano passado pelo Movimento Olga Benário — também conhecido como Ocupação Alceri Gomes —, pode ser desocupado à força caso os integrantes não deixem o local voluntariamente.

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Logo nas primeiras horas da manhã, os ocupantes realizaram um protesto em frente ao imóvel, entoando palavras de ordem contra a gestão municipal. O grupo chamou os vereadores da cidade e o prefeito, Tite Campanella (PL), de "fascistas". Durante o ato, os manifestantes gritavam: “A nossa luta é todo dia, em São Caetano fascista não se cria”.

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A manifestação recebeu apoio da ex-candidata à Prefeitura de Mauá, Amanda Bispo (UP), e da vereadora de São Caetano, Bruna Biondi (PSOL). Também esteve presente Arthur do Val, ex-deputado estadual e liderança do MBL, que teve o mandato cassado após declarações sexistas sobre refugiadas ucranianas. Sua presença no local gerou reações do grupo.

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Viaturas da Guarda Civil Municipal (GCM) acompanharam a movimentação e, pouco depois, um oficial de justiça chegou ao endereço para dar prosseguimento à ordem de reintegração de posse.

A Invasão

O prédio de três andares foi invadido em novembro de 2024. Segundo os integrantes do movimento, a ocupação tinha como objetivo transformar o espaço em um abrigo para mulheres vítimas de violência, além de abrigar uma creche e uma cozinha comunitária.

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No entanto, de acordo com o Conselho Tutelar e o oficial de justiça presente na ação, nenhuma dessas atividades foi implementada. Além disso, a Enel investiga a existência de um possível “gato” de energia no local, com ligação irregular furtando eletricidade da rede pública.

Agora, com a decisão judicial, os ocupantes podem ser removidos do imóvel a qualquer momento.

 

 




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