Segundo licitação, obras devem ficar prontas até 2028; envelopes com propostas serão abertos no dia 21
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As obras de modernização e acessibilidade nas estações de Santo André e Mauá, da Linha 10-Turquesa, tiveram seu edital de licitação finalmente publicado pela CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) – inicialmente, havia uma promessa de liberação do edital para 2023, feita pelo então presidente da companhia, Pedro Moro. As intervenções, segundo o documento divulgado em dezembro, devem durar cerca de 43 meses, ou seja, a entrega pode acontecer em 2028, caso as obras se iniciem até maio. A abertura dos envelopes que revelará a empresa vencedora da licitação para as obras está prevista para o dia 21 de janeiro, e o preço mínimo estipulado é de R$ 103 milhões.
De acordo com o edital, as intervenções devem ser semelhantes à realizada na estação de São Caetano, onde foram entregues melhorias nos pisos, iluminação, sonorização e pintura dos pontos de embarque, além da passarela metálica que liga as plataformas, que possuem elevadores. Além disso, a estrutura existente recebeu melhorias, com sanitários acessíveis, pintura das escadas, com instalação de corrimãos, e comunicação visual para pessoas com baixa ou nenhuma visibilidade.
As obras devem contemplar ainda melhorias nas edificações e áreas operacionais das estações. Durante as intervenções, a operação das estações será mantida com o uso de plataformas provisórias. O documento destaca que a execução das obras deverá ser planejada e realizada prioritariamente em horário comercial, com possibilidade de atividades noturnas ou em finais de semana, quando necessário. Todas as etapas serão previamente aprovadas pela fiscalização da CPTM, que exigirá planejamento detalhado por parte da contratada.
“Considerando a necessidade de melhoria das condições de acessibilidade universal, segurança e conforto aos passageiros e colaboradores, a CPTM pretende realizar obras de adequação nas áreas existentes das estações, promovendo intervenções nos acessos, corpo da estação e edificações, visando o atendimento a todas as normas vigentes, principalmente as de acessibilidade, normas regulamentadoras de Segurança do Trabalho e Normativas do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo”, afirmou a companhia.
As intervenções também apareciam como compromisso no Plano de Negócios 2024 e Estratégia de Longo Prazo 2024-2028 da empresa, que definia como uma das metas a assinatura do contrato para começo das reformas. “A estação de Santo André tem um porte superior, como a de São Caetano, então é uma obra um pouco maior para se atender. Será refeita em cima da própria estação, mantendo o aspecto do local, mas totalmente moderna”, afirmou Moro em 2023.
DIFICULDADES
Em outubro de 2024, o Diário mostrou novamente as dificuldades de pessoas com deficiência nos ramais. Hoje, para ir a Mauá, quem sai da estação Santo André tem de pegar o trem até a parada Prefeito Saladino, passar para outra plataforma e, aí sim, conseguir pegar o trem. Para quem sai de Mauá, é o mesmo problema, já que os passageiros têm de partir até Ribeirão Pires para fazer a volta de forma independente. Nas duas estações (Santo André e Mauá), que têm grande movimentação, há dificuldades para acesso a plataformas, além de falta de piso tátil para deficientes visuais e de indicativos em braile.
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