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A região registrou no segundo semestre deste ano uma queda expressiva nos casos de dengue em comparação aos primeiros seis meses. O número de contaminados caiu 34 vezes, de 57.002 para 1.668 no somatório das sete cidades, de acordo com dados contabilizados, até 20 de dezembro, pelo Nies (Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde), do governo do Estado de São Paulo. Já as mortes apresentaram redução de 51 para apenas uma, ocorrida em Ribeirão Pires.
Apesar da diminuição, o ano chega ao fim com dados preocupantes, levando-se em consideração que a doença estava controlada em 2023, quando não foram contabilizadas mortes A trégua nos últimos meses também não serve de indicativo para controle da dengue, que tem picos em determinadas épocas do ano e pode voltar a ganhar espaço com as chuvas. Há chances disso refletir em altos índices em 2025, a exemplo deste ano.
O médico infectologista Ruan Fernandes ressalta que os casos de dengue têm distribuição sazonal, com elevação da incidência no mês de março. “Devemos ter no fim do verão um aumento do número de casos, devido ao clima e às chuvas. Como não há medicação específica, os cuidados são principalmente relacionados à prevenção dos casos e à eliminação do vetor, e até mesmo o uso de repelentes em áreas com maior incidência”, alerta.
PREVENÇÃO
A Prefeitura de Mauá disse ao Diário que o aumento dos casos se inicia principalmente este mês, com o início das chuvas, que faz com que o mosquito aedes aegypti se prolifere. Por isso, o município tem investido na ação dos agentes de endemias, que visitam residências e comércios para orientar e buscar pontos de atenção.
A coordenadora municipal de Imunização de São Caetano, Sabrina Branca Pinesi, explica que a Prefeitura desenvolve ações em conjunto, como o controle vetorial, a borrifação residual intradomiciliar e a atuação dos agentes, que juntas ajudaram na queda dos casos no segundo semestre e devem evitar outro pico.
A Prefeitura de Santo André informou que várias ações de combate e conscientização foram realizadas para conter os casos de dengue e explicou que o aumento do número de ocorrências em 2024, em relação a 2023, é decorrente do calor excessivo, aliado às chuvas. O Paço continuará a realizar atividades que mitiguem a incidência da doença e diminuam os focos do mosquito aedes aegypti, assim como a vacinação.
VACINA
Fernandes destaca que uma das principais estratégias para o controle da doença é a vacinação. O médico infectologista ressalta que a vacina é feita com vírus vivo atenuado e que, portanto, só não é indicada a imunodeprimidos e gestantes.
Em Santo André foram 10.061 doses da vacina aplicadas nas 34 UBSs (Unidades Básicas de Saúde) da cidade. Em São Caetano, a vacina também pode ser encontrada em todas as UBSs e no Centro de Imunização. Desde 12 de junho, já foram administradas 3.040 doses do imunizante. Mauá oferece a vacina contra a dengue nas 23 UBSs. Até o momento, foram aplicados 5.322 imunizantes. As demais cidades também oferecem a vacina em suas UBSs.
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