Setecidades Titulo Caso Gritzbach
Delegado de S.Bernardo é afastado por acusação de receber propina

Em delação, Vinicius Gritzbach relatou pagamentos também a chefe do Deic e a deputado estadual

Da Redação
20/12/2024 | 12:25
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O delegado Murilo Fonseca Roque, atualmente do 3° DP de São Bernardo, foi afastado preventivamente do cargo pelo governo do Estado após ter sido citado na delação premiada que o empresário Vinicius Gritzbach deu ao MPSP (Ministério Público de São Paulo) sobre o envolvimento de policiais civis com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Além dele, o diretor do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), Fábio Pinheiro Lopes, e o deputado estadual Delegado Olim (PP) também foram delatados por suposto recebimento de propina no valor total de R$ 4,2 milhões. Lopes está em férias e deverá ser afastado em seu retorno.

Em nota enviada ao 'Diário', o MPSP informou que "os fatos relatados foram comunicados à Corregedoria da Polícia Civil". "No que tange ao deputado estadual, houve pedido de informações complementares por parte do setor de Competência Originária da instituição", continua o comunicado.

Segundo informações do jornal 'O Globo', na ocasião relatada por Gritzbach, Roque não atuava na cidade do Grande ABC – era então titular do 24º DP da Ponte Rasa, em São Paulo. Procurada pelo 'Diário', a Seccional de São Bernardo da Polícia Civil destacou que a questão do delegado Roque "é anterior a vinda dele para São Bernardo".

Os três já teriam negado as acusações, e o MP e a Corregedoria da Polícia Civil apuram o caso.

Gritzbach foi assasinado em uma suposta execução do PCC no Aeroporto de Guarulhos, no início de novembro.

A delação de Gritzbach ocorreu em um depoimento no dia 9 de setembro, segundo 'O Globo'. Esta foi a primeira vez que um político (Olim) teve seu nome associado às supostas irregularidades atribuídas ao delator.

De acordo com o relato do empresário, o pagamento da propina teria ocorrido em abril de 2022, por intermédio do advogado Ramsés Benjamin Samuel Costa Gonçalves, que representava Gritzbach em um processo por lavagem de dinheiro envolvendo a compra e venda de imóveis e contratos de jogadores de futebol.




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