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Falta de iluminação e furtos no Poliesportivo preocupam usuários

Corredores que deixam carros no estacionamento do ginásio de São Bernardo relatam insegurança e ação constante de criminosos

Gabriel Gadelha
Especial para o Diário
06/12/2024 | 23:02
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FOTO: Denis Maciel/DGABC

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Frequentadores relatam que o estacionamento do Ginásio Poliesportivo de São Bernardo, na Avenida Kennedy, tem se tornado cenário de constantes furtos de rodas de carros, especialmente à noite. A combinação de falta de iluminação e ausência de policiamento tem facilitado a ação de criminosos, deixando os usuários indignados e inseguros. 

A bióloga Ana Stripolli, 64 anos, vivenciou o problema em 29 de maio, quando foi ao local para treinar. “Quando voltei, vi o carro estranho, meio de lado. Fui olhar e tinham levado as rodas do lado do motorista, deixando o carro apoiado no macaco. É revoltante, ainda mais em um lugar tão movimentado”, conta.

A situação se repetiu no dia 4 deste mês, quando o carro de sua filha foi alvo de ladrões no ginásio, com o mesmo modus operandi. “Eles sempre vão do lado do motorista e roubam as rodas dianteira e traseira”, relatou Ana, que faz parte de uma companhia de corrida. 

Ela destaca que o espaço é bastante movimentado antes dos treinos, mas a presença de pessoas diminui quando os corredores saem para a atividade. A falta de policiamento e iluminação adequada preocupam. “Só aparece guarda de trânsito quando há ciclistas. Fora isso, não tem ninguém. A iluminação é muito precária, o que facilita para os criminosos”, diz. 

Lucas Cunha, 32, administrador, que faz parte da mesma companhia, também teve experiência negativa no estacionamento. No final do ano passado, ele encontrou o carro arrombado e sem o estepe. 

“Me senti invadido, agredido. Desde então, fiquei traumatizado de estacionar lá. Deixamos (o carro) lá para realizar práticas esportivas, cuidar da nossa saúde e não ficamos tranquilos”, afirma Cunha, que vê o problema da iluminação como crítico. “Muitas vezes, as luzes estão apagadas, e isso cria um ambiente propício para os furtos. Já reclamei, mas até agora nada foi feito. Não há iluminação suficiente para inibir os criminosos.” 

Ele também reforça que o furto que sofreu não foi um caso isolado. “Aconteceu comigo, mas conheço, pelo menos, quatro pessoas que passaram por situações parecidas durante o ano”, diz.

Os frequentadores afirmam que já registraram boletins de ocorrência, mas nenhuma medida concreta foi adotada. “Eu decidi não levar mais o carro. Saio correndo de casa e vou direto para o Poliesportivo, porque me sinto insegura. Mas é absurdo você ter um carro e não poder estacioná-lo por causa do risco”, lamenta Ana. 

O ginásio é um ponto estratégico para a prática esportiva na região, recebendo não apenas corredores, mas também visitantes em eventos e treinos de diversas modalidades. No entanto, a insegurança está afastando frequentadores. “É muito ruim porque ao deixar o carro ali não ficamos em paz. Ou deixamos de ir ou escolhemos outros lugares que são mais seguros no Grande ABC, até mesmo São Paulo. Acaba não sendo mais um atrativo da região,” comenta Lucas.

O Diário entrou em contato com a Prefeitura de São Bernardo para questionar sobre as denúncias, mas até a publicação desta reportagem não obteve resposta.




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