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Casa de acolhimento a mulheres vítimas de violência é invadida em Sto.André

Portão da unidade foi derrubado por um carro na madrugada de ontem; câmera de segurança filmou ação

Thainá Lana
20/11/2024 | 18:51
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Divulgação/Movimento de Mulheres Olga Benario

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 A Casa da Mulher Trabalhadora Carolina Maria de Jesus, na Vila Vitória, em Santo André, sofreu uma invasão na madrugada desta quarta-feira (20). O espaço, destinado para o acolhimento de mulheres vítimas de violência e em situação de vulnerabilidade, teve a fachada destruída após um homem arrancar o portão enquanto dava marcha à ré no carro.

Uma câmera de segurança da rua flagrou a ação, que ocorreu por volta das 3h, e mostra o homem acertando o portão e depois indo embora do local. Segundo as imagens, o indivíduo desce do veículo após a batida, entra na casa, fala com outro homem que aparece na rua e foge. A movimentação durou menos de dois minutos e ninguém ficou ferido.

Segundo as integrantes do Movimento de Mulheres Olga Benario, coletivo responsável pela casa, o homem seria um possível agressor que teria invadido o espaço “procurando uma mulher abrigada para assassiná-la”. Por conta da invasão, foi registrado BO (Boletim de Ocorrência) no 6º DP (Distrito Policial) de Santo André e as organizadoras pretendem reforçar a segurança nos próximos dias, com instalação de cerca elétrica, câmeras de segurança, alarme e grades. 

“O que aconteceu hoje foi uma violência política machista e racista contra as mulheres, em pleno Dia da Consciência Negra e no Mês de Enfrentamento da Violência contra as Mulheres. Um agressor de mulheres foi para cima do nosso portão com um carro, com a intenção de nos atacar”, denuncia Sofia Del Fiol, coordenadora da casa. 

Por conta do acidente, o Movimento de Mulheres Olga Benario realizou na tarde de ontem uma assembleia em defesa do espaço de acolhimento, onde integrantes discutiram sobre as próximas ações para garantir a segurança das pessoas assistidas pelo espaço. 

A Casa Carolina existe em um imóvel cedido pela Prefeitura de Santo André, fruto da luta de ativistas do Grande ABC que reivindicam políticas públicas para as mulheres. O espaço foi inaugurado em maio do ano passado e contou com doações para montar a mobília do local. A unidade sobrevive de contribuições de doadores e do trabalho voluntário de ativistas. 

Por conta da falta de recurso, as integrantes do coletivo abriram uma campanha para arrecadar fundos para consertar o portão e investir em novos equipamentos de segurança. As doações podem ser feitas pela chave pix: 

movimentoolgabenario.sp@gmail.com - os valores arrecadados também serão investidos na manutenção da casa. 

ACOLHIMENTO

A unidade de Santo André é uma das 23 ocupações do Movimento de Mulheres Olga Benario no Brasil, e a segunda na região. A primeira foi a Casa Helenira Preta, em Mauá, inaugurada em 2017 e que já atendeu mais de 1.000 mulheres. 

As casas do Movimento Olga são espaços que acolhem mulheres em situação de violência e realizam atividades como oficinas, rodas de conversa, palestras e oferecem apoio à organização de movimentos sociais que defendem os direitos das mulheres, da juventude e dos trabalhadores. 




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