Mais de 10 mil pessoas já passaram pela Dutra com destino ao Santuário Nacional; paróquias da região promovem programação especial à santa
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Milhares de quilômetros a pé, caminhada por rodovia entre veículos em alta velocidade e adversidades climáticas, como Sol forte e chuva. Esses são alguns dos obstáculos que romeiros de todo o País enfrentam durante peregrinação até o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida. Apesar das dificuldades, a fé e a devoção à padroeira do Brasil, celebrada neste sábado, são combustíveis para os peregrinos.
Segundo balanço da PRF (Polícia Rodoviária Federal), mais de 10 mil romeiros passaram pela rodovia Presidente Dutra, em São José dos Campos, com destino ao Santuário Nacional de Aparecida até a manhã de quinta-feira (10). A expectativa do órgão é que o movimento aumente ainda mais neste fim de semana e são esperados cerca de 35 mil romeiros ao todo caminhando na Dutra.
Grupos de moradores do Grande ABC mantêm há anos a tradição da romaria até o município de Aparecida, no Interior de São Paulo. Há romeiros que percorrem o trajeto anualmente e há aqueles que vivem a aventura em nome da fé pela primeira vez, como foi o caso da dentista Daiane da Cunha Ribeiro, 46 anos. Moradora de São Caetano, ela foi acompanhada de cinco amigas, que decidiram antecipar a peregrinação e pegaram a estrada no último domingo (6).
Foram quatro dias de caminhada, com paradas durante a noite em pousadas para descanso. O grupo não partiu da região e decidiu começar a romaria no município de Arujá, localizado no trajeto para o santuário, e caminhou por cerca de 25 km por dia, em média, sendo 100 km no total. Daiane conta que por conta das bolhas nos pés não conseguiu completar todo o trajeto e precisou de suporte.
As amigas chegaram à Catedral Basílica de Nossa Senhora Aparecida na quinta-feira (10), participaram da procissão da chegada e da missa e retornaram no mesmo dia, de carro, para São Caetano. A dentista explica que sempre desejou realizar a peregrinação, mas, por conta do trabalho, não conseguiu comparecer em outros anos. “Anualmente vou até Aparecida de carro, mas sempre quis fazer a romaria. Fiz um voto de gratidão a Nossa Senhora por tudo que conquistei na minha vida, pelo meu trabalho, saúde e familiares. Não foi fácil, é uma superação física, mental e também de fé. Apesar das bolhas, pretendo fazer novamente”, disse a dentista.
Outra integrante do grupo, a idosa de 72 anos Marlene França Rizo, participou da romaria pela quarta vez e nesta oportunidade decidiu ir coberta pelo manto da Nossa Senhora por conta dos milagres conquistados que atribui à santa. Casa própria em São Caetano, cura do câncer de mama e novo emprego são algumas das conquistas de Marlene durante os anos.
“Sei que foram milagres, ela é minha mãe. A conquista da minha casa não tem como explicar, o valor que paguei foi muito abaixo do mercado. Era a mesma quantia que eu tinha no banco após vender um imóvel em Santo André, e pedi que fosse próximo à casa dela da santa. Hoje moro no bairro Barcelona, onde está localizada a Paróquia Nossa Senhora Aparecida”, afirmou a idosa emocionada.
O manto utilizado por Marlene será doado à igreja para realização de peças de teatro. Apesar dos anos, a idosa diz que não ficou com bolhas ou machucados e que aguentou todo o percurso. “Pretendo continuar com a romaria até quando puder. Ela é minha mãe, sempre busco por ela e sempre sou atendida. Vou continuar com a romaria até quando aguentar”, pontuou a devota, que irá participar hoje da cavalgada para santa na paróquia.
PROGRAMAÇÃO
Os fiéis que decidiram ficar na região podem celebrar o dia da santa nas sete paróquias dedicadas a Nossa Senhora Aparecida, localizadas em Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema e Mauá. Missas, procissão, bençãos, santo rosário e carreata estão entre os destaques da programação.
Em São Caetano, será realizada, às 10h30, na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, no bairro Barcelona, a 20° edição da cavalgada em homenagem à padroeira do Brasil. O tradicional evento reúne grande público de pessoas, a pé, de carro, moto, bicicleta e, claro, a cavalo – no ano passado, participaram 3.500 fiéis.
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