Economia Titulo Possível retorno
Economia com horário de verão pode chegar a R$ 400 milhões em 5 meses

Redução da demanda máxima de energia elétrica no período seria de até 2,9%; estudo mostra que 60% da população aprova retomada

Da Agência Brasil
29/09/2024 | 08:36
Compartilhar notícia
FOTO: Banco de Dados/DGABC

ouça este conteúdo

A adoção do horário de verão pode resultar em diminuição de até 2,9% da demanda máxima de energia elétrica e em economia próxima a R$ 400 milhões para a operação do SIN (Sistema Interligado Nacional) apenas entre os meses de outubro e fevereiro. A estimativa consta de uma nota técnica divulgada pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico).

Segundo o estudo, a alteração no horário brasileiro durante o verão resultaria em uma “redução de custo de combustível termoelétrico, para o horizonte de outubro/2024 a fevereiro/2025, de R$ 356 milhões no pior cenário hidrológico e R$ 244 milhões no melhor cenário hidrológico”, diz o documento.

“Em termos de contratação de reserva de capacidade, tomando por base os resultados do Leilão de Reserva de Capacidade de 2021, a economia anual, em termos de pagamento de receita fixa aos empreendimentos vencedores do leilão, foi cerca de R$ 1,8 bilhão por ano”, acrescentou.

Além disso, resultaria em maior eficiência do SIN no atendimento aos horários de maior consumo, em especial entre 18h e 20h. “É nesse período que o sistema precisa lidar com os desafios da saída da geração solar centralizada e da micro e minigeração distribuída e do aumento da demanda por energia”, diz a nota técnica ao explicar que dados históricos mostram que o impacto positivo é especialmente percebido nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Sul, além do SIN. 

“A prática se demonstra eficaz em amenizar o crescimento da carga entre as 18h e 19h, horários críticos do sistema. No entanto, após as 20h, o crescimento é retomado, alongando assim o processo de rampeamento”, complementou.

O ONS pondera que, ao avaliar o impacto da prática no consumo de energia, verificou-se que em alguns horários do dia é ineficaz no sentido de reduzir a carga média diária. No entanto, constatou também “reduções significativas em dias úteis, sábados e domingos, sob diversas condições de temperatura” nos momentos de demanda máxima noturna.

PESQUISA

Levantamento feito pelo portal Reclame Aqui e pela Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) mostra que o horário de verão é bem-visto pela maioria das pessoas. Segundo a pesquisa com 3.000 indivíduos, 54,9% dos entrevistados são favoráveis à mudança no horário dos relógios ainda este ano.

Deste total, 41,8% dizem ser totalmente favoráveis ao retorno do horário de verão (suspenso desde 2019), e 13,1% se revelam parcialmente favoráveis. Ainda de acordo com o estudo, 25,8% se mostraram totalmente contrários à implementação; 17% veem com indiferença a mudança; e 2,2% são parcialmente contrários.

Os maiores índices de apoio foram observados nas regiões onde o horário era adotado: Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No Sudeste, 56,1% são a favor da mudança, sendo 43,1% favoráveis e 13% parcialmente favoráveis.

No Sul, 60,6% são favoráveis, 52,3% totalmente favoráveis e 8,3% parcialmente favoráveis; e, no Centro-Oeste, 40,9% aprovariam a mudança – com 29,1% se dizendo totalmente favoráveis e 11,8% parcialmente a favor. Nas três regiões somadas, 55,74% são favoráveis ao adiantamento dos relógios em uma hora.




Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Conteúdo acessível em Libras usando o VLibras Widget com opções dos Avatares Ícaro, Hosana ou Guga. Conteúdo acessível em Libras usando o VLibras Widget com opções dos Avatares Ícaro, Hosana ou Guga.
;