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Atila lança plano de governo e fala em tapetão e golpe

Ex-prefeito teve candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral, mas declarou que vai manter seu nome na disputa pelo Paço mauaense

Artur Rodrigues
24/09/2024 | 23:28
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FOTO: Claudinei Plaza/DGABC

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Mesmo com a candidatura a prefeito de Mauá indeferida em 1ª instância, Atila Jacomussi (União Brasil) mantém seu nome na disputa pelo Paço. O candidato lançou nesta terça-feira à noite, na Vila Bocaina, seu plano de governo e falou que a eleição no município está sob “golpe” e tentativa de “tapetão”. 

“Eles acham que vão ganhar a eleição no tapetão, mas não vão. Não vai ter golpe em Mauá, porque somos a voz da esperança da população. Meu nome vai estar nas urnas no dia 6 de outubro e vamos ganhar estas eleições”, declarou o candidato, em discurso para seus apoiadores. 

Entre as propostas apresentadas por Atila estão a construção de um hospital veterinário e a criação da tarifa zero no transporte público municipal aos domingos e feriados. 

“Nosso plano de governo não representa o monopólio e não representa o sistema. Esse plano de governo é do povo de Mauá. Pela primeira vez na cidade um plano de governo foi feito pelo povo”, afirmou Atila. 

IMPUGNAÇÃO

O juiz Ivo Roveri Neto, da 217ª Zona Eleitoral, impugnou a candidatura de Atila, em despacho datado do dia 3 de setembro, baseado na rejeição das contas da Prefeitura dos anos de 2017 a 2020, quando o atual deputado estadual era prefeito – entre outras irregularidades apontadas pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado) e referendadas pelo plenário da Câmara, o político deixou de aplicar o mínimo de 25% do Orçamento em educação e de pagar precatórios.

Além das questões financeiras, o magistrado citou a ausência de recursos suficientes para quitação dos débitos de curto prazo; gestão de precatórios com volume de depósitos insuficiente à quitação da dívida dentro do programa estabelecido; insuficiente aplicação dos recursos no ensino (22,38%) ante os 25% fixados pela Constituição Federal; e registro incorreto de pendências judiciais no balanço patrimonial com ocultação de passivo, ferindo a transparência fiscal e da evidenciação contábil, como itens que pesaram na decisão do magistrado.

A rejeição das contas chegou a ser suspensa pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça), que concedeu efeito suspensivo para a reprovação das quatro contabilidades pela Câmara. No entanto, três dias depois, em decisão monocrática, o mesmo STJ reconsiderou a decisão, atendendo a um pedido de reexame feito pelo Legislativo.

PESQUISA

Marcelo Oliveira (PT) encostou em Atila Jacomussi na disputa pelo Executivo mauaense, segundo levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas a pedido do Diário. O petista soma 37,6% das intenções de voto, contra 38,3% do unionista – dentro da margem de erro do levantamento, de 3,8 pontos porcentuais –, mostra consulta publicada na semana passada. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob código SP-05280/2024.




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