Retirada da academia ao ar livre, presença de usuários de drogas e falta de vigilância e de revitalizações são alguns dos problemas
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Um local que deveria ser de lazer e diversão tem causado preocupação aos moradores de Diadema. A Praça Kaleman, no bairro Taboão, vem sendo alvo de reclamações pela falta de segurança, ausência de revitalizações, retirada da academia ao ar livre e concentração de usuários de entorpecentes.
O pedreiro Cosme Maciel, 56 anos, afirma que costumava usar a academia ao ar livre da praça diariamente para se exercitar. De acordo com ele, os equipamentos foram removidos há vários meses, com a promessa de que ocorreria uma reforma. Até o momento, o espaço continua vazio.
“Não tenho condições de pagar uma (academia). Já reclamei com vereadores, secretários, mas nada acontece. Parece que não significamos nada. Tiraram todos os equipamentos, ficou só o chão de areia. As grades (da quadra) estão danificadas, com arames soltos. Isso é perigoso para as crianças. Não temos com quem reclamar. Esse era o único local para jogar uma bola e desfrutar da academia”, afirmou.
Maciel conta que agora tem que se deslocar para outros bairros para treinar. “Vou lá em São Bernardo. É mais longe, mas é melhor que ficar sem. Às vezes, pego carona. Outras, vou de ônibus mesmo. Não posso ficar com as pernas paradas, ainda mais que estou me recuperando de uma trombose”, ressaltou o morador do Jardim São Judas.
A reportagem do Diário esteve na Praça Kaleman nesta terça-feira e constatou as grades com furos e a presença de usuários de drogas no lugar. “Aqui está caótico. Há buracos nos arames. Moro perto e vejo que a segurança está bem fraca. A molecada poderia aproveitar mais porque muitos jovens usam para esporte. Conseguimos pintar a quadra com ajuda de uma empresa. A Prefeitura falou que ia dar um jeito de reformar essas grades, mas não sei de nenhuma previsão. Ver o pessoal usando droga acaba servindo de exemplo. Por sorte, somos bem unidos na questão de esporte. A Cufa (Central Única das Favelas) tem escola aqui. Existem projetos de boxe, basquete. Então, apesar desse cenário, o esporte ainda consegue fazer a diferença, mas é preocupante”, relata um morador que preferiu não ser identificado por causa da falta de segurança no local.
“É uma bagunça de final de semana. Não dá para curtir com os meus filhos. Existem muitos usuários de droga e não tem monitoramento. Você sente o cheiro de tabela”, detalhou outro morador, que também optou por não se identificar.
O bombeiro Rafael Silva, 48, do bairro Campanário, comenta que costumava ver idosos utilizarem a academia na praça de forma constante, antes de os equipamentos terem sido retirados.
“Tinha barra, bicicletas, vários equipamentos para a população aproveitar ao ar livre. Só tem esse local no bairro. Agora, o pessoal não faz mais atividade física ou precisa procurar outros espaços. Até para pintar a quadra os moradores tiveram que se juntar para fazer isso (por conta)”, afirmou.
Em nota, a Prefeitura informou que adquiriu novos aparelhos para a academia ao ar livre da Praça Kaleman, que serão instalados nas próximas semanas. Citou que “outras melhorias estão na programação de manutenção e serão realizadas em breve”.
Disse, ainda, que os moradores da região contam com programas de promoção de esporte e lazer, como escolas de futebol de campo e os projetos “Caminhando Bem”, que incentiva o uso dos espaços públicos para o exercício físico orientado, e “Mulheres em Movimento”, em que os participantes têm a oportunidade de realizar práticas corporais.
“As ações de segurança pública são integradas com o governo estadual e a Guarda Civil Municipal irá reforçar as rondas no local, além de solicitar intervenção e apoio da Polícia Militar”, finalizou o Paço.
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