Em agenda no Grande ABC, governador de Minas Gerais inicia pavimentação de apoios para a eleição de 2026 com São Caetano e Diadema
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Na semana passada, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), esteve em Santo André e São Caetano para endossar apoio a candidatos de seu partido ou coligados, como o Podemos, na disputa municipal. No entanto, para pessoas próximas aos dois partidos, a visita teve outro viés, o de captar apoios para um projeto maior. A pouco mais de dois anos da eleição presidencial, o empresário e chefe do Executivo mineiro conversou com lideranças locais e iniciou a pavimentação, na região, de pré-candidatura ao Planalto. Zema é cotado para ser o nome da direita na corrida à Presidência da República.
Renata Abreu, deputada federal e presidente nacional do Podemos, ao ser questionada pelo Diário sobre se seu partido poderá compor com o Novo em eventual disputa ao Planalto, deixou em aberto a possibilidade. “Por que não? O Novo tem muita afinidade conosco. Estamos juntos em São Caetano e Diadema. Os partidos são limpos e sérios, e temos as mesmas propostas. Podemos e Novo precisam estar juntos para fortalecer nosso movimento”, discorreu.
A podemista desenhou a possibilidade em agenda com Marcio da Farmácia, candidato do partido à Prefeitura de Diadema, que tem como vice na chapa majoritária o médico Ricardo Yoshio (Novo). Após caminhada pelo comércio da cidade, o trio seguiu para São Caetano, em agenda com Zema e Fabio Palacio (Podemos), candidato a prefeito, e Mario Bohm (Novo), empresário e postulante a vice.
Antes da agenda principal em São Caetano, na terça-feira, o governador mineiro esteve em Santo André. Participou de almoço com o vereador e candidato a prefeito Coronel Edson Sardano (Novo) e com Flávia Morando (União Brasil), postulante ao Paço de São Bernardo, que tem o Novo em seu arco de alianças.
Na ocasião, Zema confirmou sua intenção de disputar a presidência. “Eu estarei trabalhando ativamente em 2026, tanto nesse projeto nacional como também para fazer um sucessor em Minas Gerais, para que nosso trabalho”, disse.
Ao Diário, Zema detalhou que há um grupo de governadores da direita que está organizando o lançamento de uma candidatura única ao Planalto. “Eu, Tarcísio de Freitas (governador paulista, Republicanos), Ratinho Júnior (PSD, Paraná), Eduardo Leite (PSDB, Rio Grande do Sul), Jorginho Mello (PL, Santa Catarina), Cláudio Castro (PL, Rio de Janeiro), Ronaldo Caiado (União Brasil, Goiás), Mauro Mendes (UB, Mato Grosso), temos conversado e nos reunido regularmente para tentar lançar um nome único em 2026”, destacou.
“Falei para os colegas que, independentemente do nome escolhido, que será o mais viável de acordo com pesquisas, eu participarei ativamente. Pode ser que eu venha a ser esse nome, mas tudo vai depender de esse grupo se unir e levar adiante a proposta”, completou.
PROPOSTA
O governador mineiro ressaltou que quer “trabalhar em prol de um Brasil melhor”, sendo candidato ou não. “Não tenho nenhum projeto pessoal de poder. Quero alguém que tenha uma boa proposta para o Brasil, não pessoas que ficam preocupadas só com gastança, criação de ministérios e distribuição de cargos”, disse.
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