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Butantan publica estudo de fase 3 da vacina contra chikungunya

Dados mostram produção de anticorpos em 98,8% de voluntários sem contato com vírus

Da Redação
13/09/2024 | 08:02
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FOTO: Divulgação/Governo de SP

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O Instituto Butantan publicou no último dia 4 na revista científica The Lancet Infectious Diseases os resultados da fase 3 de sua vacina contra chikungunya, desenvolvida em parceria com a empresa de biotecnologia franco-austríaca Valneva. Referentes ao primeiro mês de acompanhamento após a imunização, os dados mostraram produção de anticorpos em 100% dos voluntários com infecção prévia e 98,8% naqueles sem contato anterior com o vírus.

A vacina é a primeira do mundo contra a doença, que acomete mais de 110 países e provoca dor crônica nas articulações, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). Em 2024, até o final de agosto, foram registrados 254.651 casos prováveis no Brasil, um aumento de 45,5% em relação ao mesmo período de 2023, segundo o Painel de Arboviroses do Ministério da Saúde.

O ensaio clínico vem sendo conduzido pelo Butantan desde 2022 com 750 adolescentes de 12 a 17 anos residentes de áreas endêmicas, ou seja, onde há grande circulação do vírus. Participaram jovens das cidades de São Paulo, São José do Rio Preto (SP), Salvador, Fortaleza, Belo Horizonte, Laranjeiras (SE), Recife, Manaus, Campo Grande e Boa Vista.

A análise de imunogenicidade (produção de anticorpos) foi feita no 28º dia após a aplicação da vacina ou placebo – segundo informações divulgadas em maio deste ano, a proteção se manteve em 99,1% dos participantes após seis meses da imunização. 

O estudo publicado concluiu que o produto possui um bom perfil de segurança. A maioria dos eventos adversos (93%) no primeiro mês foi leve ou moderada, sendo os mais relatados dor de cabeça, dor no corpo, fadiga e febre.

Resultados equivalentes foram observados no estudo anterior, conduzido pela Valneva nos Estados Unidos, em que 98,9% dos voluntários produziram anticorpos. 

Os dados americanos culminaram na aprovação da vacina pela FDA (Food and Drug Administration) em novembro de 2023. No mesmo período, o Butantan submeteu à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) o pedido de registro definitivo para uso do imunizante no Brasil.




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