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Polícia prende em Mauá integrantes de quadrilha que roubava remédios

Bando mirava medicamentos de alto custo e fazia reféns em farmácias e sequestros de caminhões; produtos eram revendidos

Eduardo Vieira da Costa
05/09/2024 | 07:33
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FOTO: Divulgação/SSP

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A Polícia Civil, por meio do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), prendeu ontem dois homens em Mauá suspeitos de participar de uma quadrilha que roubava e revendia medicamentos de alto custo na Região Metropolitana de São Paulo.

Os mandados de prisão temporária, expedidos pela Justiça na quinta fase da Operação Alto Custo, foram cumpridos contra Wilson Martins da Silva Filho, 25 anos, e Thiago Nova De Oliveira, 36, de acordo com o BO (Boletim de Ocorrência) registrado.

Segundo a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo), a dupla é suspeita de atuar “orientando o bando sobre quais produtos roubar, dando indicações dos medicamentos de alto custo, usados principalmente para emagrecimento”. 

Eles também tinham acesso a informações sobre a entrega de medicamentos por transportadoras e repassavam à quadrilha, que efetuava os roubos. Após o crime, os acusados recebiam e revendiam os remédios.

A ação foi desenvolvida por policiais da 5ª Delegacia de Polícia de Investigações sobre Furtos e Roubos a Bancos, na DISCCPAT (Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio). 

O caso foi registrado como captura de procurados. A dupla foi levada à delegacia e permanece à disposição da Justiça.

FASES ANTERIORES 

A primeira fase da Operação Alto Custo investigou criminosos que roubavam farmácias e mantinham os funcionários como reféns. A partir da detenção do braço armado do esquema, foi possível identificar depósitos e receptadores primários dos medicamentos.

Na segunda, a polícia mirou envolvidos no recebimento dos produtos roubados. A descoberta do esquema, de acordo com a Polícia Civil, foi possível “graças a análises por meio de conversas e transações bancárias”. 

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em locais destinados ao armazenamento irregular dos remédios, levando à responsabilização de pessoas físicas e jurídicas, todas envolvidas direta ou indiretamente nos crimes. 

Na terceira fase, os esforços se concentraram em desmantelar o núcleo de ladrões de cargas que atuavam em rodovias do Estado de São Paulo, tendo como vítimas motoristas que transportavam os medicamentos – as ações utilizavam bastante violência, com sequestro de funcionários e uso de armamentos como fuzis. 

Na quarta fase, os investigadores descobriram a logística do crime, comprovando que os assaltantes recebiam informações privilegiadas sobre as entregas dos medicamentos.

DOAÇÃO

Com centenas de medicamentos apreendidos, a Polícia Civil solicitou à Justiça o envio do material recolhido ao Rio Grande do Sul, para ajudar as famílias vítimas das enchentes que atingiram a região em meados de abril. Os remédios foram encaminhados em um comboio humanitário organizado no início de julho.




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