Dirigentes de Podemos, PT, PSTU e da federação PSDB-Cidadania lamentaram a estratégia do prefeito Orlando Morando de ‘blindar’ a sobrinha
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A ausência da candidata do União Brasil ao Paço de São Bernardo, Flávia Morando, nos debates da Rede Gospel, na segunda-feira, e da revista Veja, repercutiu mal no meio político da cidade. Presidentes municipais de Podemos, PT, PSTU e da federação PSDB-Cidadania, partidos que disputam com a unionista o comando do Executivo, criticaram a estratégia do prefeito Orlando Morando (PSDB) de “blindar” a sobrinha.
Na segunda-feira, além de não comparecer ao debate da Rede Gospel, Flávia convidou jornalistas – “preferencialmente mulheres”, dizia o aviso de pauta – para um evento quase simultâneo no qual celebrou o Dia da Igualdade Feminina, mas não falou com a imprensa. Na sexta, enquanto Alex Manente (Cidadania), Luiz Fernando (PT) e Marcelo Lima (Podemos) expunham suas proposta no evento de Veja, a unionista realizava live nas redes sociais que a campanha chamou de ‘Debate do Povo’.
“O debate é uma oportunidade para o candidato apresentar suas propostas. Luiz Fernando participou e vai participar sempre porque tem políticas públicas para todas as áreas. Provavelmente, Morando deixou a sobrinha fora dos debates porque Flávia foi alçada à condição de candidata sem nunca ter atuado da política e teria dificuldade, por exemplo, de defender o péssimo legado deixado pelo tio na área da saúde”, comentou o presidente do diretório municipal do PT, Cleiton Coutinho.
Para o vereador e mandatário do Podemos em São Bernardo, Aurélio Bacelar, quem sai perdendo é o eleitor da cidade. “Os debates são uma chance de a população conhecer os candidatos. Qualquer pessoa que deseja ser prefeita ou prefeito precisa estar preparado para debater e ser questionado sobre seus projetos. Isso faz parte da democracia.”
Alex Manente, que preside a federação PSDB-Cidadania na cidade, foi mais contido nas críticas à adversária. “Eu não respondo por outras candidaturas. Respondo pela minha, e estarei em todos os debates quando chamado. Porém, eu lamento (a ausência), porque a candidata do governo não se faz presente e, obviamente, o eleitor perde com isso”, comentou.
CONTRADIÇÃO
Enquanto Flávia é chamada para os debates, mas se recusa a participar, o candidato do PSTU ao Paço são-bernardense, Claudio Donizete, lamenta o fato de não ter sido convidado – de acordo com a lei eleitoral, as emissoras só são obrigadas a chamar candidatos de partidos com ao menos cinco parlamentares no Congresso Nacional. O PSTU, vale lembrar, não tem representação em Brasília.
A gente sofre boicote. Há uma ação deliberada de impedir nossa participação. Eu mesmo fui muito boicotado quando saí candidato a prefeito”, disse o presidente do PSTU em São Bernardo, Cesar Raya, lembrando que, quando disputou o Paço da cidade, em 2016, foi convidado para apenas um debate. “É uma contradição da democracia burguesa.
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