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Após recorde negativo, Grande ABC tem queda nos acidentes de trânsito

Com 494 ocorrências, o sétimo mês do ano melhorou a marca de janeiro, com 496, menor até então; número é 18% menor que o de junho

Renan Soares
23/08/2024 | 21:39
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FOTO: Claudinei Plaza/DGABC

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Após recordes no número de mortes e acidentes no trânsito, o Grande ABC voltou a apresentar queda nos índices em suas vias. Segundo dados do InfoSiga, sistema de monitoramento do governo estadual gerenciado pelo Detran-SP (Departamento de Trânsito de São Paulo), o mês de julho apresentou o menor número de sinistros do ano. Com 494 ocorrências, o sétimo mês do ano melhorou a marca de janeiro, com 496, a menor até então. O número também é 18% menor que o registrado em junho, que teve 606.

São Bernardo foi a cidade da região com mais acidentes, 178. Já Rio Grande da Serra se destacou com apenas dois durante o mês de junho. O resultado foi verificado após a região ter apresentado números preocupantes em maio e junho, em relação ao trânsito. Segundo os dados do InfoSiga, foram registrados 606 acidentes em junho, recorde mensal no ano, batendo os 585 de maio. Além disso, é a maior marca para o mês na série histórica, iniciada em 2019.

Em maio, apesar de o mês ser marcado como uma época de conscientização no trânsito, o Grande ABC contabilizou 24 óbitos, empatando com o mesmo período de 2015, ano de início da série histórica. A marca também supera a dos meses anteriores de 2024, que, para comparação, tinha o mês de abril como o mais letal, com 18.

O Grande ABC registrou 14 óbitos em julho, e as vias municipais e as rodovias dividiram igualmente o número, com sete mortes em cada, sendo que o atropelamento foi o principal motivador dos casos, com cinco, seguida pelos choques, com quatro. A maioria das vítimas dirigia motocicletas ou era pedestre (5 cada) e eram homens (9). Durante o período, apenas São Caetano e Rio Grande da Serra não registraram mortes. São Bernardo apresentou o maior número, com cinco, seguida por Diadema (4), Santo André (3), Mauá e Ribeirão Pires (1 cada).

A região apresentou queda de 39% no número de mortes em relação ao último mês, junho, quando 23 pessoas faleceram. Além disso, a marca é a terceira melhor no ano, atrás apenas de janeiro e março, com 13 vítimas fatais. No acumulado de janeiro a julho, a região registrou 121 mortes, sendo 78 em vias municipais (64,5%). A maioria das vítimas dirigia motocicletas (55), eram homens (99) e tinham entre 30 e 39 anos (com 22 mortes no total).




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