Política Titulo Em visita a Santo André
Ricardo Salles pretende disputar Senado daqui a dois anos

Ex-ministro de Bolsonaro e atual deputado diz que São Paulo está sub-representado na Casa

Evaldo Novelini
22/08/2024 | 22:25
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FOTO: André Henriques/DGABC

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O deputado federal Ricardo Salles (Novo) disse nesta quinta-feira (22), em visita a Santo André, onde participou de agenda de campanha do candidato a prefeito Coronel Edson Sardano (Novo), que vai disputar uma das três cadeiras de São Paulo no Senado em 2026. Ele criticou a atuação da bancada paulista e declarou que o Estado é sub-representado na Casa.

“Isso cobra um preço de nós, paulistas. Nós pagamos a conta do Brasil inteiro. Essa é a verdade. E (o eleitor paulista) permite que isso aconteça pela fraqueza de representação que temos no Senado. É essa distorção que temos de reverter”, declarou Salles, ex-ministro do Meio Ambiente na Presidência de Jair Bolsonaro (PL), após pedir votos para Sardano no Calçadão da Oliveira Lima.

Salles fez críticas contundentes a dois senadores paulistas. Classificou a atuação de Mara Gabrilli (PSD) de “muito apagada” e chamou Alexandre Luiz Giordano (MDB) de “suplente do Major Olímpio, que faleceu”. Ele poupou Marcos Pontes (PL), para quem fez campanha em 2022. “Nós só temos um senador com ‘S’ maiúsculo”, diferenciou.

Para o deputado federal, “São Paulo não tem uma defesa à altura” no Senado. Ele citou como exemplo a falta de participação dos senadores paulistas na aprovação da Reforma Tributária, que, segundo seu entendimento, prejudicou o Estado.

“São Paulo não obtém de volta aquilo que entrega. Nós entregamos 30%, aproximadamente, de toda a arrecadação federal e recebemos menos de 5% de volta do que é a distribuição de recursos federais. Ou seja, São Paulo está carregando o Brasil nas costas”, ilustrou o deputado federal.

Salles afirmou que os paulistas se ressentem da falta no Senado de “representantes que efetivamente personifiquem, simbolizem e incorporem o que a sociedade brasileira mais conservadora, mais pró-lei e ordem, digamos assim, pense”. Eleito para a Câmara com 640.918 sufrágios, a quarta maior votação do Estado e a quinta do Brasil, segue jurando lealdade a Bolsonaro. O ex-ministro saiu do PL após não obter legenda para disputar a Prefeitura da Capital.




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