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As montadoras de automóveis brasileiras produziram em julho 247 mil unidades, segundo divulgou ontem a associação nacional dos fabricantes. Trata-se da melhor marca desde outubro de 2019, 57 meses atrás. A recuperação traz sopro de esperança ao Grande ABC. A região, historicamente dependente do desempenho deste setor, vê neste crescimento oportunidade de revitalização econômica. As montadoras, que representam parte significativa da atividade industrial local, voltaram a aumentar suas linhas de produção, gerando empregos e movimentando a economia. Este cenário positivo indica caminho promissor para o futuro próximo. É preciso, no entanto, fazer alguns ajustes.
Para que a retomada se sustente a longo prazo, é fundamental que o parque fabril nacional em geral, e do Grande ABC em particular, busque caminhos de modernização, equiparando-se ao que já vem sendo observado planeta afora. A dependência excessiva de motores movidos a combustíveis fósseis representa risco tanto econômico quanto ambiental. Com o mundo se movendo em direção a alternativas mais limpas e sustentáveis, a região precisa acompanhar essa tendência para não ficar para trás. Investimentos em tecnologia, pesquisa e desenvolvimento de veículos elétricos e híbridos são fundamentais para garantir a competitividade das indústrias brasileiras no cenário global.
É imprescindível que governos, empresas e entidades de classe trabalhem juntos para promover a modernização do setor automobilístico no Grande ABC. Investimentos em inovação, políticas públicas de apoio à transição energética e programas de qualificação profissional para os trabalhadores são medidas necessárias para assegurar que a retomada apontada nas estatísticas ora divulgadas pela Anfavea não seja apenas voo de galinha, um alento momentâneo, mas sim base sólida para um futuro mais sustentável e próspero. Somente assim a região conseguirá transformar essa nova fase de crescimento em desenvolvimento duradouro, capaz de enfrentar os desafios do século XXI.
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