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Região tem ferramenta de IA pioneira no Estado

Professora Cíntia Pinho cria mecanismo que ajuda na correção de redações; governo estuda utilizar em todas as Etecs

Beatriz Mirelle
07/07/2024 | 08:13
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FOTO: Divulgação

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 A Etec (Escola Técnica Estadual) Professora Maria Cristina Medeiros, de Ribeirão Pires, fez parte do projeto piloto do Cria (Corretor de Redação com Inteligência Artificial). Agora, após um ano da implementação do serviço aos alunos da unidade, a professora Cíntia Pinho, 42 anos, criadora da ferramenta, afirma que o Centro Paula Souza, autarquia do governo do Estado, estuda ampliar o serviço para todas as escolas técnicas de São Paulo. 

O tema está alinhado ao 18º Desafio de Redação promovido pelo <CF52>Diário</CF>, que trabalhará sobre ‘O impacto da Inteligência Artificial na vida real’. As inscrições são feitas pelo portal (www.dgabc.com.br/desafioredacao).

O projeto regional começou a ser estudado em 2019, durante o mestrado de Cíntia, que é professora de tecnologia em Ribeirão. Na época, mecanismos como o Chat GPT ainda não existiam. “Eu via que os alunos da Etec não conseguiam ter todas as suas redações corrigidas e os professores falavam desse gargalo porque a demanda de texto era alta. Eles não davam conta, principalmente em relação aos vestibulandos. Sabemos o quanto esse<CF51> feedback</CF> individual é essencial para que cada aluno saiba o que errou. Assim, surgiu a ideia de agregar o trabalho com Inteligência Artificial.” 

Depois que finalizou a pesquisa em 2021, Cíntia apresentou para a empresa Tecnologia Única, que decidiu financiar o desenvolvimento da plataforma. Durante o processo, docentes e estudantes eram ouvidos para entender quais eram as necessidades do produto. 

No site do Cria https://cria.net.br o aluno envia o texto para a plataforma e recebe dicas para melhorar a escrita. 

“Os estudantes podem encaminhar a redação manuscrita, e ela é automaticamente convertida pela plataforma. Na hora, ele já recebe a nota e, minutos depois, a ferramenta disponibiliza comentários detalhados em cada parágrafo. Há uma professora virtual que explica cada erro. Também são disponibilizados artigos para leitura.”

De acordo com a professora, o material serve como guia para que o aluno possa entender os erros e evoluir na escrita. “A Inteligência Artificial aponta os erros e o aluno precisa corrigir. Quando ele estiver satisfeito com o resultado, envia ao professor, que valida o conteúdo e consegue acompanhar a evolução de cada estudante. A ferramenta é para tirar os erros mais cansativos”, explica. 

O projeto-piloto foi em Ribeirão Pires, mas unidades de Mauá e Rio Grande da Serra também já utilizaram a ferramenta. 

“Passei por um chamamento público e consegui a parceria com o Centro Paula Souza. Neste mês, vamos iniciar os treinamentos para disponibilizar para todas as unidades da Etec. Além disso, já vendemos para outras escolas e cursinhos. No ano passado, nossos alunos tiveram bons resultados no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).” 




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