Com a maior tarifa do País, Sistema Anchieta-Imigrantes, gerido pela Ecovias, tem painéis, radares e telefones S.O.S. sem funcionamento
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Após novo aumento no pedágio, que já era o mais caro do Brasil, o SAI (Sistema Anchieta-Imigrantes), gerido pela concessionária Ecovias, segue com os velhos problemas. Nesta segunda-feira (1°), primeiro dia de cobrança com reajuste nos valores – a tarifa foi de R$ 35,30 para R$ 36,80 para automóveis comuns –, irregularidades já denunciadas pelo Diário em uma série de matérias no último ano continuaram sendo observadas, como painéis de informações desligados, radares sem funcionamento, telefones de emergência quebrados, túneis sem iluminação e ambulantes atuando em praças de pedágio.
Os novos valores foram autorizados pela Artesp (Agência Reguladora de Transportes de São Paulo) e publicados no Diário Oficial do Estado, já que a majoração é prevista em contrato. Diante disso, o Diário percorreu nesta segunda-feira (1º) o caminho em direção ao Litoral, por meio da Via Anchieta, retornando à região pela Rodovia dos Imigrantes. No caminho de ida, ainda na área residencial de São Bernardo, foram constatados os primeiros problemas na concessão, como sujeira no acostamento e pelo menos três equipamentos de S.O.S. sem funcionamento.
O serviço de emergência, feito por meio de telefones na beira da pista, pode ser utilizado pelos usuários em caso de acidentes, para solicitar um guincho quando o veículo para de funcionar ou para saber as condições de tráfego na pista, seja de congestionamento ou também climáticas. No primeiro aparelho verificado, foi possível notar que a fiação do equipamento havia sido furtada, mas ainda havia uma gravação de voz informando números como alternativa. No segundo, uma placa avisava sobre o não funcionamento, também com outros meios de contato, enquanto no último não havia nada.
A Ecovias disponibiliza atendimento 24 horas por telefone, WhatsApp, e um site, o sos.ecovias.com.br. O último serviço é gratuito, ou seja, o usuário não precisa utilizar o pacote de dados de internet do seu dispositivo móvel (celular, tablet, notebook) para acessar o site. Apesar disso, caso o usuário esteja sem sinal ou sem bateria no aparelho celular, o pedido por socorro poderá levar ainda mais tempo.
Na pista, durante a passagem pelo pedágio, foi possível observar a presença de ambulantes. A Lei Estadual 7.452/91 proíbe a comercialização de produtos nas rodovias, inclusive em praças de pedágio. Ao descer a Serra, a equipe de reportagem também contou seis equipamentos de radar, sendo que apenas um funcionava. Além disso, ao menos três painéis informativos da concessionária estavam desligados.
No caminho de volta, pela Imigrantes, a quantidade de problemas diminuiu, mas não acabou. Dois túneis estavam sem iluminação, mas com equipes da manutenção já trabalhando nos locais e com avisos no decorrer da pista.
O funileiro Josivaldo Alves Batista, 55 anos, se encontrava no acostamento com um problema no veículo, na Imigrantes. Ele afirmou que costuma subir a Serra, vindo desta vez para renovar a CNH (Carteira Nacional de Habilitação). Ele se assustou ao ser informado pela equipe de reportagem do novo valor. “É um absurdo um preço desses, quase R$ 40. Se gasta mais com pedágio do que com gasolina”, reclamou.
RESPOSTA
Em nota, a Ecovias afirma que “vistoria todo o seu trecho diariamente e que algumas questões pontuais são resolvidas imediatamente pela nossa equipe. Já para casos de atos de vandalismo, nos quais toda a estrutura dos equipamentos é danificada – como call boxes, iluminação de túneis, painéis de mensagem e outros equipamentos eletrônicos – a reposição muitas vezes demanda mais tempo. É o caso dos túneis da Imigrantes, que já estão todos parcialmente iluminados, mas sofreram cinco atos seguidos de vandalismo. Para coibir novas ações, a concessionária contratou ronda 24 horas por dia”.
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