Demolição de anexo no Paço teve início no mês passado, no entanto, governo não mostra quem venceu licitação para a obra
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A gestão de José Filippi Júnior (PT), prefeito de Diadema, omite informações sobre empresa responsável pela construção do novo Hospital Municipal de Diadema. Não há dados sobre o processo licitatório do empreendimento no Diário Oficial Eletrônico e nos canais oficiais de divulgação da administração. Questionado via Secretaria de Comunicação, o Paço se cala sobre o tema. Oposição diz que petista pratica “estelionato eleitoral”.
As obras começaram há cerca de um mês, com a demolição de prédio anexo ao Paço, onde o equipamento deverá ser construído. Porém, dados do edital e homologação da vencedora do certame não foram apresentados. A falta de transparência por parte do governo levanta questionamentos sobre a lisura do processo.
O custo do projeto está avaliado em R$ 320 milhões, sendo R$ 298 milhões do governo federal. A previsão da administração é que as obras estejam concluídas em três anos. A estrutura física do prédio, segundo a gestão Filippi, terá 12 andares e 225 leitos.
A falta de clareza nas informações gera dúvidas na população e críticas de adversários políticos, especialmente por parte do engenheiro Taka Yamauchi (MDB), ex-presidente da SPObras, pré-candidato a prefeito e principal adversário de Filippi.
“Onde está a licitação, a ordem de serviço desse hospital? Tudo é promessa”, denunciou o emedebista em entrevista ao podcast Política em Cena, exibido pelo Diário na quarta-feira passada.
A equipe de reportagem do jornal entrou em contato com a Prefeitura para cobrar informações sobre a construção do novo Hospital Municipal de Diadema. As perguntas, no entanto, não foram respondidas. Entre os questionamentos, o jornal queria saber qual a empresa vencedora do certame e a data de publicação e homologação do edital relacionado ao projeto.
O Paço diademense não respondeu a nenhum questionamento feito pela reportagem. A Prefeitura, todavia, disse que o “endereço (para a construção do hospital) foi escolhido por estar em região central e pelo terreno pertencer à Prefeitura”. Disse, ainda, que “serão 25.735 m² de área construída, divididos em 12 andares, contando com térreo que abrange recepção e o estacionamento no subsolo”.
‘ESTELIONATO’
Taka Yamauchi cunhou a expressão ‘estelionato eleitoral’ para se referir às inúmeras obras prometidas por Filippi e não executadas pelo governo. Em março, o emedebista já apontava o descontentamento da população com problemas na administração petista. “As pessoas querem mudança. Não estão satisfeitas com a gestão por vários motivos e a gente vê que isso acontece na Saúde, na Segurança e na Educação”, afirmou.
A principal crítica de Taka é em relação ao chamado Quarteirão da Educação, que deveria ser inaugurado em fevereiro, mas ainda segue em obras – a nova previsão da Prefeitura é que o complexo seja entregue em dezembro. “O que se vê é que foi um estelionato eleitoral”, afirmou.
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