Agenda de sábado prevê embolada, orquestra de viola e comidas típicas
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A dupla de embolada mais famosa do País, Caju e Castanha, encerra a programação da primeira festa junina do Cine Theatro de Variedades Carlos Gomes sábado, a partir das 13h, com entrada gratuita. Haverá também barracas de comidas típicas das festas juninas e uma programação com desafios de embolada, orquestra de violas caipiras e quadrilha.
A apresentação de Caju e Castanha será às 19h30. Os emboladores são duplas de cantores que levam alegria e humor ao público através da construção de versos improvisados, com ritmo e velocidade, cantados ao som do pandeiro. São típicos artistas de rua que, com um humor irreverente e criativo, interagem com a população a partir de motes sugeridos pela plateia, além daqueles criados na hora a partir da observação das características das pessoas.
Quem abre a programação são os DJs do projeto que costumam promover o encontro dos amantes da música nordestina Forro pé de calçada – Cada um Belisca um Pouco, a partir das 13h. Já às 14h começa o primeiro desafio de embolada com a dupla veterana Peneira e Sonhador. A dupla Pardal e Azulão da Mata sobe ao palco às 17h com novo desafio de embolada. A Orquestra de Viola Caipira de Santo André é a atração das 15h30. Formada e regida pelo músico andreense Leandro de Abreu a partir das oficinas culturais da cidade de Santo André, a Orquestra se formou no início dos anos 2000 e já fez diversas apresentações nos equipamentos culturais de Santo André, como Teatro Municipal e o Museu de Santo André.
E, às 16h30, haverá a tradicional quadrilha, formada por funcionários e amigos do Cine Theatro de Variedades Carlos Gomes. Quem quiser participar poderá se juntar a quadrilha e dançar.
CAJU E CASTANHA
Com uma carreira de quase 50 anos, a dupla nordestina Caju e Castanha tornou-se um ícone do gênero musical embolada, conhecido por sua rapidez e improvisação. Formada pelos irmãos José Albertino (Caju) e José Roberto (Castanha), a dupla começou a se apresentar ainda na infância, conquistando o Brasil e o mundo com suas letras perspicazes e humorísticas que retratam a vida e a cultura do Nordeste.
Após a morte de Albertino em 2001, a embolada foi mantida viva por seu sobrinho, Ricardo Alves da Silva. Tiveram 11 indicações ao Grammy e foram agraciados com um Grammy Latino em 2003, três Prêmios da Música Brasileira (2004, 2006 e 2014) e um Prêmio Multishow em 2005.
Além das contribuições musicais, Caju e Castanha têm forte presença na mídia e no cinema, tendo participado de programas de TV, filmes e minisséries. Eles somam 30 discos e dois DVDs, incluindo quatro discos de ouro.
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