Pequena Alice está no HU e espera há uma semana para ser transferida
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A angústia de Tatiane Alves Dias, 39 anos, se intensifica enquanto sua filha, Alice, 2, encara uma batalha contra uma doença pulmonar, a atelectasia, e enfrenta dificuldades por um leito de UTI. Diagnosticada com a condição de saúde rara, Alice está internada no HU (Hospital de Urgência) de São Bernardo desde o dia 11 de junho. No dia 13, a doença foi encontrada, avançando para uma infecção viral no dia 15. Segundo a mãe, a filha tem apresentado instabilidade no tratamento.
“Quando piora não tem vaga para ela descer para a UTI”, lamenta a mãe, que é dona de um pet shop.
Na última semana, após um raio-x e uma tomografia, os médicos confirmaram a presença de infecção viral no pulmão, uma condição que deixa parte do órgão fechada, impedindo a passagem do ar, o que evoluiu para pneumonia. Segundo a mãe, Alice permanece no oxigênio há sete dias e, apesar da gravidade do caso, a UTI do hospital está com todas as vagas ocupadas.
“Entraram com antibiótico para combater esse vírus e a pneumonia. Ela ainda continua no oxigênio, mas já está no quarto. Hoje, a médica disse que talvez precise ainda da vaga na UTI, pois ela piorou”, diz a mãe, que relata que outras crianças foram atendidas após Alice e já foram transferidas para a UTI, alegando que seus casos eram mais graves. “Nisso minha filha fica só esperando, sendo que o caso dela também é grave, pois ela está com broncopneumonia e no oxigênio há sete dias.”
A família busca uma solução, mas as opções estão se esgotando, já que o Hospital de Clínicas negou a transferência e a possibilidade de vaga no Hospital Mário Covas é inviável devido à distância e aos custos. “Fica muito longe para meu esposo se deslocar todos os dias para visitar a filha, o custo é alto e ele está desempregado”, disse a mãe.
Procurado, o Paço de São Bernardo não respondeu os questionamentos.
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