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Policial flagra combustível adulterado em Mauá


Luciano Cavenagui
Do Diário do Grande ABC
e Tatiane Moreno
Especial para o Diário

01/12/2004 | 09:25


Um policial civil de Guarulhos, na Grande São Paulo, prendeu na noite de segunda-feira um motorista de caminhão que descarregava combustível adulterado no Auto Posto Marton, localizado na avenida Itapark, 2.216, no bairro de mesmo nome, em Mauá. A fraude foi descoberta depois que o policial desconfiou da ação do motorista, que teria feito a troca das placas de identificação do veículo. Ele teria mudado a inscrição de "transporte de gasolina" para "solvente".

Mesmo com o flagrante da polícia, o posto funcionava normalmente nesta terça. No Marton, o litro do combustível é vendido a R$ 2,05, valor inferior aos demais postos da região, que comercializam o litro a R$ 2,50 em média.

Segundo as informações da polícia, o investigador do 9º DP de Guarulhos estava perto da empresa de produtos químicos Verquímica, em Guarulhos, quando viu o caminhão de Cleidi da Cunha Gomes, 36 anos, aguardando a abertura do portão para entrar na empresa. As placas de identificação do veículo chamaram a atenção do policial, que estranhou o fato de um caminhão com gasolina entrar em uma revendedora de solventes. Gomes teria saído da empresa cerca de uma hora depois, com as placas do veículo trocadas.

A polícia acredita que dentro do estabelecimento o motorista tenha adicionado solvente à gasolina que seria entregue em pelo menos quatro postos. Segundo o investigador, que seguiu o veículo, o motorista parou o caminhão em Mauá para trocar novamente as placas. Nessa ocasião, ele retirou a identificação de solvente e voltou a colocar a de transporte de gasolina. Ao chegar ao posto no bairro Itapark, Gomes estacionou o caminhão e começou a descarregar a mistura no reservatório de gasolina do estabelecimento.

Perguntado pelo policial sobre a nota fiscal do produto, o motorista apresentou uma nota da indústria Verquímica com descrição de compra de solventes. Na nota, foi verificado ainda que o destino do produto era o bairro Bonsucesso, em Guarulhos. Além disso, no caminhão também foram encontradas três notas fiscais da empresa Geraes Brasil Petróleo, com informações de entrega em outros três postos de combustível, que seriam do mesmo dono do Auto Posto Marton.

O motorista Gomes teria dito ao investigador que estava "apenas cumprindo ordens do dono dos postos". Ele foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória de Mauá. O proprietário do posto não foi encontrado pela polícia. Um frentista do posto disse que não estava autorizado a comentar a acusação.

Investigação - O SIG (Setor de Investigações Gerais) da Delegacia Seccional de Santo André e o Ipem (Instituto de Pesos e Medidas) prometeram realizar ações conjuntas de fiscalização para evitar fraudes nas bombas de gasolina em Santo André, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, cidades sob responsabilidade da seccional. A ação integrada é resultado das denúncias feitas pelo Diário sobre adulteração nas bombas.



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