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Prefeituras da região projetam R$ 15,7 bilhões de orçamento

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Sete municípios preveem aumento nominal de 12,5% na receita para o exercício de 2022


Daniel Tossato

05/12/2021 | 00:11


As prefeituras do Grande ABC projetam aumento nominal de 12,5% na receita para 2022, se comparado com as peças vigentes. Isso apesar da continuada queda na arrecadação puxada, ainda, pela pandemia da Covid-19, que manteve em 2021 sua crise. O valor total das peças orçamentárias para o ano que vem é de R$ 15,69 bilhões, conforme levantamento elaborado pela equipe do Diário, junto aos projetos de lei enviados para a apreciação da Câmara.

Economista ouvido pelo Diário, entretanto, explica que a alta nos orçamentos não reflete uma retomada das atividades econômicas dos municípios, mas, sim, o impacto da inflação acumulada até o fim de 2021 e que atingiu patamar de 10,67%, de acordo com IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Dentre os orçamentos apresentados para as câmaras, mesmo que levando em conta o valor da inflação, Santo André e São Caetano foram os municípios que apresentaram aumento para o ano de 2022. O Paço andreense, sob comando do prefeito Paulo Serra (PSDB), prospecta alta de 19%, com R$ 4,08 bilhões. Para o ano em exercício, o valor foi de R$ 3,43 bilhões.

Já em São Caetano, comandada pelo prefeito interino Tite Campanella (Cidadania), também prevê crescimento de 19% para o orçamento no ano que vem. A peça aprovada pela Câmara foi de R$ 1,90 bilhão, enquanto que neste ano foi de R$ 1,60 bilhão.
<EM>Na sequência aparece Mauá, que viu aumento nominal de 14,7% no orçamento de 2022 em relação a 2021. Enquanto nesse ano, o Executivo, gerido por Marcelo Oliveira (PT), teve receita projetada em R$ 1,23 bilhão, para o ano que vem a administração prevê R$ 1,41 bilhão.

Rio Grande da Serra, sob gestão de Claudinho da Geladeira (PSDB), apresentou patamar similar e, dos R$ 107 milhões orçados para 2021, viu o valor saltar para R$ 122 milhões para o ano que vem, o que significa alta de 14,2%.

Diadema prevê orçamento de R$ 1,68 bilhão para 2022, aumento de 11,8% ante o R$ 1,50 bilhão desse ano. Ribeirão Pires, administrada por Clovis Volpi (PL), apresentou peça de R$ 401 milhões, o que representa aumento de 7,5% em relação ao número desse ano, que foi de R$ 372 milhões.

Por fim, São Bernardo, sob comando de Orlando Morando (PSDB), estimou o orçamento para o ano que vem em R$ 6,07 bilhões. Em 2021, o montante foi de R$ 5,68 bilhões, ou seja, significa um aumento de 6,7%.

VALORES
Conforme o coordenador do curso de administração do Instituto Mauá de Tecnologia, Ricardo Balistiero, os valores do orçamento sofreram impacto da inflação. Na opinião do especialista, a alta se refere a maior arrecadação por parte das prefeituras devido ao aumento dos valores dos produtos.

“Com inflação mais alta, há maior alíquota sobre os tributos, por consequência maior arrecadação. Mas isso não quer dizer que os setores que giram a economia estão operando com saúde”, avaliou. Balistieiro ainda sustentou que o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) também pode ter inflado os orçamentos municipais.  



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