Política Titulo Mandados de busca e apreensão

Operação da PF em São Bernardo: veja quem são os investigados

Diversos políticos e servidores estão entre os alvos das medidas cautelares

14/08/2025 | 12:31
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FOTO: André Henriques | DGABC
FOTO: André Henriques | DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A Operação Estafeta, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (14) em São Bernardo, investiga um esquema de corrupção, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro envolvendo a Prefeitura, a Câmara Municipal e empresas contratadas.

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A ação resultou no afastamento do prefeito Marcelo Lima (Podemos) por um ano, uso obrigatório de tornozeleira eletrônica e afastamento de vereadores e servidores. As medidas incluem duas prisões temporárias, 16 mandados de busca e apreensão, quebra de sigilos bancário e fiscal, além do bloqueio de bens e valores que somam até R$ 13 milhões.

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As investigações apontam que o grupo movimentava grandes quantias em espécie, vindas de contratos públicos — alguns sob suspeita de superfaturamento —, e utilizava depósitos fracionados para driblar o controle do Coaf. Parte dos recursos teria sido destinada a despesas pessoais do prefeito e de aliados.

Lista de investigados e suspeitas

Segundo a PF e o Ministério Público, estão entre os alvos:

Núcleo político e servidores públicos

- Marcelo Lima (Podemos) – prefeito afastado, acusado de liderar o esquema e autorizar movimentações de dinheiro ilícito.

- Danilo Lima de Ramos (Podemos) – vereador e presidente da Câmara, primo de Marcelo; teria movimentado R$ 200 mil para o prefeito e solicitado depósitos de valores expressivos.

- Ary José de Oliveira (PRTB) – suplente de vereador; citado como beneficiário de repasses de até R$ 150 mil.

- Fábio Augusto do Prado – secretário de Coordenação Governamental; apontado como operador financeiro, usando códigos e comunicação velada para tratar de valores.

- Paulo Sérgio Guidetti – ex-secretário de Administração; citado em conversas sobre repasses de R$ 150 mil.

- Paulo Iran Paulino Costa – servidor comissionado da Alesp, ex-gabinete do deputado Rodrigo Moraes (PL); mantinha planilhas e registros do esquema.

- Roque Araújo Neto – servidor da Alesp, ex-gabinete da deputada Carla Morando (PSDB); ligado a um crédito clandestino de R$ 390 mil.

- Antonio Rene da Silva Chagas – diretor de Departamento na Prefeitura; monitorava entrada de recursos de contratos de lixo, saúde e remessas em dólares, além de pagar despesas pessoais do prefeito.

- Osvaldo Teixeira Barbosa – ex-candidato a vereador; recebeu depósito de R$ 104 mil.

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Empresas também estão sendo investigadas na operação da Polícia Federal.

A PF afirma ainda que todos os investigados poderão responder por organização criminosa, corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro, crimes que, somados, podem render até 39 anos de prisão.




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