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A nascente imprensa regional. A volta do correspondente do Estadão. Na virada, nenhum jornal por aqui


Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

21/09/2021 | 05:02


“Afastado por algum tempo do posto de correspondente do Estado, voltamos a enviar a esse valente órgão democrático algumas notícias desta localidade, procurando, na medida das nossas forças, corresponder à confiança que sempre nos dispensaram os ilustres redatores”.

Com esta introdução, o anônimo correspondente do Estadão enviava seu despacho a São Paulo, com data de 17 de setembro de 1901 e publicação quatro dias depois. De grande valia seria descobrir o seu nome.

O certo é que a região, então Município de São Bernardo – sem o ‘do Campo’ no nome – passava a ter dois correspondentes: o outro, também anônimo, ficava na Estação Rio Grande, hoje ‘da Serra’ e, sabemos, era professor. Seu nome? Mistério. Por enquanto...

INTERIOR

Em 1901, graças à dissidência do Partido Republicano Paulista, sabe-se que a imprensa do Estado já possuía jornais em várias cidades, 20 dos quais apoiavam o racha no partido majoritário.

Uma notícia do mesmo O Estado de S. Paulo informava os nomes dos 20 jornais em apoio ao movimento, cinco ou seis mantinham-se neutros. Os outros sustentavam o governo. Na Capital, segundo o mesmo Estadão, o governo só tinha um órgão, o Correio Paulistano.

Apoiavam a dissidência os seguintes jornais: Cidade de Santos, O Rio Claro, Gazeta de Santa Rita, Folha de Caçapava, República (de Itu), Gazeta de Piracicaba, Rebibense (sic – de Ribeirão Preto?), Tribuna de Franca, Commercio de Campinas, Pereirense (de Pereiras), Gazeta do Descalvado, O Sant’Annense (onde? Santana de Parnaíba?), Jornal de Piracicaba, Evolução (de Casa Branca), Progresso (de Itatiba), O Ribeirão Bonito, Commercio de Sorocaba, Comarca e O Município (ambos de Iguape).

E A REGIÃO?

No futuro Grande ABC, apenas os dois correspondentes citados. Eventualmente, algum jornal de fora enviava repórter para cobertura na região. Caso do Cidade de Santos, que em 16 de setembro de 1901 acompanhou uma grande comitiva do Litoral que veio cumprimentar o senador Cesário Bastos, aniversariante do dia e com vivenda na chamada Estação São Bernardo, hoje Santo André.

Da comitiva fazia parte o prefeito de Santos, capitão Adolpho Vaz Guimarães, e até a banda de música do Corpo de Bombeiros santista. Todos vieram e partiram de trem.

Graças aos primeiros correspondentes de jornais como o Diário Popular, Correio Paulistano, A Fanfulla, a exemplo do Estadão, consegue-se o registro de algumas notícias locais entre a virada do século XIX para o XX. O telégrafo, existente nas várias estações ferroviárias, foi útil na transmissão do noticiário de tempos imemoriais. O Grande ABC, tipicamente rural, apenas semeava a sua indústria.
 



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