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Após aporte, Consórcio
mantém as casas abrigo

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Prefeituras investiram R$ 480 mil e dão sequência a serviço que ampara mulher vítima de violência


Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

28/08/2021 | 00:01


O Consórcio Intermunicipal do Grande ABC desistiu da ideia de extinguir uma das duas unidades do Projeto Casa Abrigo que existem na região para acolher mulheres vítimas de violência. Ontem, após reunião com grupo contrário ao fechamento do equipamento, o colegiado garantiu a manutenção do serviço, sobretudo porque seis das sete prefeituras – a exceção foi São Bernardo, única cidade que não está em dia com as contribuições ao colegiado – realizaram aporte financeiro de R$ 480 mil para bancar todo o funcionamento do projeto.

Secretário executivo do Consórcio, Acácio Miranda foi quem recebeu o grupo que defendia a manutenção das duas unidades. “Apesar da decisão ter saído ontem (quinta-feira), decidimos receber o grupo de mulheres até para explicar toda a situação financeira do Consórcio. Acredito que a reunião foi propositiva e todos saíram satisfeitos com a decisão que foi tomada”, declarou o secretário executivo.

No Grande ABC há duas casas abrigo, com 40 vagas cada, para receber mulheres vítimas de violência doméstica e que estão sob risco de morte. Desde 2004, data do início do serviço na região, mais de 3.000 pessoas (entre mulheres e filhos) já foram atendidas pelo projeto. Os endereços das casas abrigo são mantidos em sigilo para resguardar a vida e a integridade física das mulheres que buscam atendimento.

Cada mulher atendida no projeto permanece na unidade por, no mínimo, 180 dias, período que pode ser estendido, dependendo de cada caso. Nos abrigos, as mulheres recebem kit com roupas, itens de higiene pessoal e também recebem refeições.

A socióloga Dulce Xavier, uma das participantes da reunião com o secretário executivo do Consórcio, ressaltou a importância do serviço na proteção da integridade física de mulheres que foram vítimas de agressão.

“Queremos a permanência das casas abrigo, mas com toda sua funcionalidade e que mantenha orçamento razoável, por exemplo”, declarou Dulce. Cerca de 30 mulheres participaram do encontro, algumas portando cartazes pedindo a permanência do projeto.

Em 2019, o Consórcio chegou a cortar um terço do orçamento direcionado para as duas casas abrigo. Naquele ano, o montante destinado à manutenção do projeto foi de R$ 1,010 milhão. E, em 2018, as unidades receberam R$ 1,544 milhão, o que representa 34% a mais.  



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