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Gustavo Yokota lança manual do tênis de mesa

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Com 11 anos de conhecimento, são-bernardense escreveu a obra; agora representa Sto.André


Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

22/08/2021 | 00:01


A paixão e o conhecimento sobre o tênis de mesa, aliados à falta de literatura sobre o assunto, motivaram o atleta são-bernardense Gustavo Yokota, 23 anos, a escrever e lançar o Manual do Tênis de Mesa, obra idealizada há três anos, tempo que, com a pandemia do novo coronavírus e a paralisação de treinos e competições, fosse suficiente para desenvolver o conteúdo. São 300 páginas, divididas em oito capítulos, que ensinam a modalidade, contam a história do esporte, trazem os principais nomes brasileiros, abordam questões sociais e muito mais. Aliás, ele ainda difunde o tema no YouTube, no canal Top Spin Brasil, junto do também atleta Gustavo Minami, que tem 105 mil inscritos e 12 milhões de visualizações.

“É uma retribuição a tudo o que esse esporte me proporcionou”, admite. “A vontade de escrever um livro surgiu há mais ou menos uns três anos. Meu pai me disse: ‘Não tem nenhum livro sobre tênis de mesa’. Parei para pensar e realmente tem pouquíssimos. Tem um que é mais voltado para acadêmicos, então é linguagem mais complicada. Para quem não é do meio tem outros que são só para contar a trajetória de alguns atletas. Mas a verdade é que são pouquíssimos livros e pouco conteúdo até mesmo na internet na língua portuguesa. Foi aí que surgiu essa chama em mim, essa vontade de realmente deixar uma contribuição nesse sentido”, destaca o autor.

“Ao mesmo tempo em que essa pandemia foi um desastre, eu fiquei mais tempo em casa, então foi quando consegui realmente me dedicar com uma certa exclusividade a esse projeto, terminar, concluir. Um sonho ali meio despretensioso e felizmente deu certo, consegui realizar. A sensação é essa, de muita satisfação pessoal. Principalmente por deixar essa contribuição ao tênis de mesa, porque acho que foi o que me motivou desde o começo”, emenda.

O mesa-tenista ainda destacou um tópico que considera de suma importância na obra: social. “Tem um capítulo destinado só a questões sociais, algumas pesquisas que fiz nesse sentido, sobre desigualdade de gênero, sobre os altos custos necessários para manter uma carreira esportiva no tênis de mesa”, salienta o autor.

TRAJETÓRIA
Gustavo ingressou no tênis de mesa quando criança, nas escolas que frequentou em Santo André. Segundo ele, ainda era chamado de pingue-pongue. Em 2010, no entanto, passou a treinar no Complexo Esportivo Pedro Dell’Antonia, também em Santo André, de onde partiu no ano seguinte para São Caetano, cidade a qual representou durante sete anos.

Ficou lá até 2017, chegando, inclusive, à Seleção Brasileira de base, disputando Sul-Americano, Latino-Americano e Mundial junto de nomes que seguem representando o Brasil na equipe adulta, casos de Bruna Takahashi, Caroline Kumahara e Vitor Ishiy (o trio disputou os Jogos Olímpicos de Tóquio). Neste período, foi bicampeão sul-americano, tricampeão brasileiro e campeão latino-americano.

Em 2018, o mesa-tenista passou por Chapecó, em Santa Catarina, e, em 2019, regressou para onde começou, Santo André, com bons resultados, como um título paulista adulto, um terceiro lugar no Nacional, derrotando, inclusive, Gustavo Tsuboi, que integra a Seleção, e vice nos Jogos Regionais e nos Abertos. “Foi um ano muito positivo na minha carreira. Aí veio a pandemia”, lamentou ele, que acabou impedido de treinar porque o Dell’Antonia recebe desde o ano passado o hospital de campanha. Na quarta-feira, porém, ele e os colegas de equipe regressarão aos treinos presenciais em salão alugado no bairro Santa Maria.  



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