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PSDB não será 3ª via, terá a melhor via, afirma Doria

André Henriques/ DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Governador confirma participação em prévias, refuta polarização e crê em unidade no tucanato


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

03/08/2021 | 00:19


O governador de São Paulo e pré-candidato à Presidência da República na eleição do ano que vem, João Doria (PSDB), confirmou participação nas prévias tucanas, disse que o tucanato oferecerá “a melhor via, não a terceira via” para o Brasil e aposta na unidade partidária depois da concorrência interna, sem dissidência de quem eventualmente for superado no processo.

Durante entrega de ônibus intermunicipais na garagem da Next Mobilidade, concessionária de transporte público (que substituirá a Metra) que assumirá o Corredor ABD, a Área 5 da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) e o BRT-ABC (sigla em inglês de ônibus de alta velocidade), em São Bernardo, Doria enalteceu os possíveis concorrentes internos e discorreu que o Brasil não pode ter apenas o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como opções para governar o País.

“Não seremos a terceira via, seremos a melhor via. Um País com essa dimensão, com 215 milhões de habitantes, não pode ter apenas duas opções. Não pode ter apenas Bolsonaro e Lula (como presidenciáveis de peso). Vamos caminhar para apresentar ao Brasil a melhor via”, disse.

Doria deve enfrentar, no dia 21 de novembro, a concorrência do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, do ex-senador Arthur Virgílio (do Amazonas) e do atual senador Tasso Jereissati (do Ceará). Ele pregou campanha interna limpa, sem ataques, e pediu que o partido se una depois do resultado.

“Temos quatro bons candidatos. Não vamos nos atacar, não vamos nos machucar e não vamos nos fracionar. Vamos nos unir em torno de propostas para o Brasil. Essa é a vantagem de uma prévia em um partido democrático, colocar bons candidatos disputando. São poucos (os partidos) que têm tão bons candidatos como o PSDB. Um senador, um ex-senador e dois governadores. Tenho certeza que o vencedor terá apoio dos demais”, avisou.

No fim de semana, Doria ganhou reforço importante depois que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) declarou voto nele – FHC havia criado mal-estar na legenda ao dizer que, se houver segundo turno entre Bolsonaro e Lula, votaria no petista. Nas últimas semanas, o governador paulista passou a percorrer Estados para buscar apoio na concorrência interna e encorpar seu projeto eleitoral externamente, caso ele seja eleito. Um de seus principais empecilhos é a atuação do ex-senador e atual deputado federal mineiro Aécio Neves (PSDB), que defende que o tucanato abdique da corrida presidencial para focar esforços e recursos na chapa de candidatos à Câmara – o tamanho da bancada no Congresso pesa na fatia do fundo eleitoral.

“Eu sou filho das prévias. Até hoje, o PSDB fez duas prévias e participei de ambas. Circunstancialmente venci as duas. Eu me tornei prefeito (da Capital) e governador. Agora parto para a disputa pela terceira vez dentro do meu partido. As prévias são democráticas”, sustentou o governador, durante a agenda.

Dirigentes do PSDB que pregam uma candidatura mantêm conversas com outras legendas para formação de uma terceira via competitiva. As pesquisas de intenções de voto mais recentes, entretanto, apresentam um cenário de polarização entre Lula (por ora, primeiro colocado nos institutos) e Bolsonaro.

Ato esvaziado mostra Morando isolado

A atividade com o governador João Doria (PSDB) contou com a participação de apenas dois prefeitos do Grande ABC, fato que chamou atenção da classe política e que demonstra um processo de isolamento do prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), na região.

Diferentemente do usual, quando agendas do governador costumavam ser recheadas de autoridades, a entrega de ônibus na garagem da Metra contou com a participação de Morando e do prefeito de Rio Grande da Serra, Claudinho da Geladeira (PSDB), que administra o menor município do Grande ABC e que virou aliado de primeira hora do são-bernardense. Vice-prefeito de Santo André, Luiz Zacarias (PTB) também compareceu ao ato. E só.

Para efeito de comparação, as duas últimas agendas públicas do governo do Estado na região apresentaram presença massiva de representantes políticos do Grande ABC. Em maio, o vice-governador Rodrigo Garcia (PSDB) esteve na região para apresentar o projeto do BRT (sigla em inglês para ônibus de alta velocidade). O ato aconteceu no salão Burle Marx, no Paço de Santo André, e contou com a participação dos sete prefeitos do Grande ABC.

Em julho, Rodrigo Garcia – potencial candidato ao Palácio dos Bandeirantes – regressou às sete cidades para anúncios de investimentos nos municípios. Mais uma vez os atos estavam repletos de autoridades locais. Curiosamente, somente Morando se ausentou – foi representado pela mulher e deputada estadual Carla Morando (PSDB).

Em 2017, Morando chegou ao poder em São Bernardo com a expectativa de se tornar um líder regional. Foi eleito para presidir o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC com a promessa de capitanear a região nos principais debates estaduais e nacionais. Porém, tomou atitudes que afastaram os prefeitos. Houve, inclusive, debandada do Consórcio – São Caetano, Diadema e Rio Grande chegaram a aprovar projetos para se desfiliar da entidade, fundada em 1990.



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