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Juros recuam com tom moderado do Relatório de Inflação e apreciação do câmbio



24/06/2021 | 18:08


A quinta-feira foi de queda para os juros, definida pelo tom menos "hawkish" do Relatório de Inflação (RI) em comparação aos da ata e comunicado do Copom e pelo ambiente externo positivo que favoreceu moedas de economias emergentes, levando o dólar aqui para perto de R$ 4,90. O documento, associado às entrevistas do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e do diretor de Política Econômica, Fabio Kanczuk, esfriou a escalada das apostas de Selic na curva, recolocando no jogo a expectativa de aumento de 0,75 ponto porcentual, que havia desaparecido depois da ata para dar lugar à de 1,25 ponto, que nesta quinta, por sua vez, foi zerada. O Tesouro fez leilão de prefixados um pouco menor, o que contribuiu para não pressionar as taxas.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 fechou a 5,725%, de 5,782% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2023 caiu de 7,318% para 7,225%. O DI para janeiro de 2025 encerrou com taxa de 8,15%, de 8,255% na quarta, e a do DI para janeiro de 2027 encerrou em 8,53%, de 8,633%.

"O BC não subiu o tom, que foi mais neutro, menos hawk do que na ata. Mas o mercado viu que o BC está mesmo perseguindo as metas de inflação e que está enxergando melhora na parte fiscal", resumiu o economista-chefe da Western Asset, Adauto Lima.

Tanto no relatório quanto nas declarações, o Banco Central não só reforçou seu compromisso com o cumprimento da meta, como reiterou a indicação de nova alta de 0,75 ponto da Selic em agosto. A meta para 2022 é de 3,5% e a mediana das estimativas na Pesquisa Focus está em 3,78%. Mas manteve o alerta que "passos futuros da política monetária poderão ser ajustados para assegurar meta". Ou seja, a porta segue aberta à possibilidade de elevação de 1 ponto porcentual, aposta que segue majoritária na curva.

Segundo o economista-chefe da Greenbay Investimentos, Flávio Serrano, a precificação para as próximas duas reuniões é de 95 pontos-base, ou 80% de probabilidade de alta de 1 ponto e 20% de chance de aumento de 0,75 ponto.

Entre os pontos considerados "dovish" do RI, Rogério Braga, diretor de Gestão de Renda Fixa e Multimercados da Quantitas Asset, destaca a avaliação do BC sobre o hiato do produto e de melhora na trajetória fiscal. "No cenário-base, o BC vê o hiato fechando de forma mais lenta chegando ao nível próximo ao neutro em 2022. Junto com a melhora do fiscal, foram pontos mais dovish no documento", disse. A autoridade monetária elevou sua projeção para o PIB de 2021, de 3,6% para 4,6%, mas que, como já destacado na ata, segue abaixo da mediana da Pesquisa Focus, de 5%, e de muitas previsões no mercado financeiro que já chegam perto de 6%.

Braga observou que mesmo antes do RI, o cenário externo nesta quinta já era positivo para moeda emergentes, "com o dólar cedendo bem". "Quando se tem uma melhora persistente do câmbio como temos visto, uma hora parte disso vai chegar aos preços, não tem como", comentou. O dólar fechou em R$ 4,9049, acumulando em junho queda de 6,12%. A moeda chegou na mínima a R$ 4,9025 à tarde, ampliando o ritmo de baixa dos DIs longos, depois que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou acordo bipartidário com senadores sobre o pacote de infraestrutura, o que estimulou o apetite pelo risco.



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