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Diadema tem a maior densidade demográfica de todo o Brasil

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Dados da Seade mostram que município conta com 13.162 pessoas por quilômetro quadrado


Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

12/02/2021 | 07:00


Diadema tem a maior densidade demográfica do País, com 13.162 pessoas por quilômetro quadrado. A informação é do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e do Painel da Fundação Seade (painel.seade.gov.br), ferramenta do governo do Estado lançada ontem que traz dados demográficos, econômicos, educacionais e de saúde das 645 cidades do Estado de São Paulo. O segundo município da região com a maior concentração de pessoas é São Caetano, com 9.865 habitantes por quilômetro quadrado.

A taxa, segundo o gestor do curso de arquitetura e urbanismo da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Enio Moro Junior, é preocupante do ponto de vista do crescimento desordenado da população, mas o problema pode ser resolvido a longo prazo com criação de áreas verdes e melhor organização urbanística.

“Nem sempre alta densidade é problema. Copacabana, no Rio de Janeiro, são cerca de 10 mil pessoas por metro quadrado, mas boa parte vive em prédios com alturas semelhantes e possuem a praia, além do calçadão. Diadema, infelizmente, passou por processo de urbanização intenso, com a demanda de pessoas buscando morar perto do trabalho, o processo não foi adequado, não tem quantidade de parques significativa, ou seja, é um grande desafio para a cidade”, comentou Enio. “Já São Caetano, apesar de alta densidade, tem prédios em eixos bem definidos, como a Avenida Goiás e a Rua Alegre, por isso consegue equilíbrio.”

O especialista acredita que algumas mudanças simples podem melhorar a situação. “É preciso que as cidades tenham boa iluminação e espaços públicos bem ventilados para tirar a sensação de sufocamento. Um exemplo disso é Nova York, que tem 26 mil pessoas por quilômetro quadrado, mas tem o Central Park no meio, arborizado, que traz qualidade.”

Os números do Painel Seade sobre a população também mostram que, na região, em média, cada residência conta com três pessoas. Além disso, a única cidade do Grande ABC que não atingiu 100% no grau de urbanização (percentual de pessoas que moram em áreas urbanas com direito aos serviços básicos) é São Bernardo – veja os dados regionais na tabela ao lado.

São Bernardo é 20ª em ranking de melhores cidades para se viver

São Bernardo ocupa a 20º posição do Brasil em levantamento feito pela consultoria Macroplan, das melhores cidades para se viver, que avalia a evolução de serviços oferecidos à população nas áreas de educação, saúde, segurança e saneamento básico. Mauá ocupa a 22ª posição, seguida por Santo André, em 27ª, e Diadema, em 29ª.

O levantamento, feito com as 100 maiores cidades do Brasil, mostra ainda que na área de segurança São Bernardo, Mauá e Santo André aparecem atrás apenas de São Paulo e Santos. Neste indicador, a consultoria mostra que São Bernardo tem apresentado quedas nos indicadores criminais. Exemplo é a taxa de homicídios, que variou de 14,1 para 7,5 por 100 mil habitantes entre 2009 e 2019. Nesse último ano, a cidade apresentou taxa menor que a média dos 100 maiores municípios do Brasil.

São Bernardo subiu no ranking também porque obteve destaque na área da educação, alcançando o sexto melhor resultado do Brasil. O indicador mostra, por exemplo, que o município atingiu nota 6,9 pontos no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) do ensino fundamental I na rede pública em 2019, nota maior que a média dos 100 maiores municípios do Brasil analisados.

A campeã é Maringá, no Paraná, e conta com 430 mil habitantes. Fundada em 1947, é uma das poucas cidades planejadas do País e já foi campeã em 2017 e 2018. Ela é seguida no ranking por quatro cidades paulistas: Jundiaí, São José do Rio Preto, Piracicaba e São José dos Campos. 



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Diadema tem a maior densidade demográfica de todo o Brasil

Dados da Seade mostram que município conta com 13.162 pessoas por quilômetro quadrado

Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

12/02/2021 | 07:00


Diadema tem a maior densidade demográfica do País, com 13.162 pessoas por quilômetro quadrado. A informação é do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e do Painel da Fundação Seade (painel.seade.gov.br), ferramenta do governo do Estado lançada ontem que traz dados demográficos, econômicos, educacionais e de saúde das 645 cidades do Estado de São Paulo. O segundo município da região com a maior concentração de pessoas é São Caetano, com 9.865 habitantes por quilômetro quadrado.

A taxa, segundo o gestor do curso de arquitetura e urbanismo da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Enio Moro Junior, é preocupante do ponto de vista do crescimento desordenado da população, mas o problema pode ser resolvido a longo prazo com criação de áreas verdes e melhor organização urbanística.

“Nem sempre alta densidade é problema. Copacabana, no Rio de Janeiro, são cerca de 10 mil pessoas por metro quadrado, mas boa parte vive em prédios com alturas semelhantes e possuem a praia, além do calçadão. Diadema, infelizmente, passou por processo de urbanização intenso, com a demanda de pessoas buscando morar perto do trabalho, o processo não foi adequado, não tem quantidade de parques significativa, ou seja, é um grande desafio para a cidade”, comentou Enio. “Já São Caetano, apesar de alta densidade, tem prédios em eixos bem definidos, como a Avenida Goiás e a Rua Alegre, por isso consegue equilíbrio.”

O especialista acredita que algumas mudanças simples podem melhorar a situação. “É preciso que as cidades tenham boa iluminação e espaços públicos bem ventilados para tirar a sensação de sufocamento. Um exemplo disso é Nova York, que tem 26 mil pessoas por quilômetro quadrado, mas tem o Central Park no meio, arborizado, que traz qualidade.”

Os números do Painel Seade sobre a população também mostram que, na região, em média, cada residência conta com três pessoas. Além disso, a única cidade do Grande ABC que não atingiu 100% no grau de urbanização (percentual de pessoas que moram em áreas urbanas com direito aos serviços básicos) é São Bernardo – veja os dados regionais na tabela ao lado.

São Bernardo é 20ª em ranking de melhores cidades para se viver

São Bernardo ocupa a 20º posição do Brasil em levantamento feito pela consultoria Macroplan, das melhores cidades para se viver, que avalia a evolução de serviços oferecidos à população nas áreas de educação, saúde, segurança e saneamento básico. Mauá ocupa a 22ª posição, seguida por Santo André, em 27ª, e Diadema, em 29ª.

O levantamento, feito com as 100 maiores cidades do Brasil, mostra ainda que na área de segurança São Bernardo, Mauá e Santo André aparecem atrás apenas de São Paulo e Santos. Neste indicador, a consultoria mostra que São Bernardo tem apresentado quedas nos indicadores criminais. Exemplo é a taxa de homicídios, que variou de 14,1 para 7,5 por 100 mil habitantes entre 2009 e 2019. Nesse último ano, a cidade apresentou taxa menor que a média dos 100 maiores municípios do Brasil.

São Bernardo subiu no ranking também porque obteve destaque na área da educação, alcançando o sexto melhor resultado do Brasil. O indicador mostra, por exemplo, que o município atingiu nota 6,9 pontos no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) do ensino fundamental I na rede pública em 2019, nota maior que a média dos 100 maiores municípios do Brasil analisados.

A campeã é Maringá, no Paraná, e conta com 430 mil habitantes. Fundada em 1947, é uma das poucas cidades planejadas do País e já foi campeã em 2017 e 2018. Ela é seguida no ranking por quatro cidades paulistas: Jundiaí, São José do Rio Preto, Piracicaba e São José dos Campos. 

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