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Ibovespa vê em dados dos EUA espaço para rever perda e supera 117 mil pontos



28/01/2021 | 11:39


O Ibovespa segue renovando máximas, aproveitando para apagar perdas recentes, tentando sustentar-se acima dos 117 mil pontos. A valorização do índice brasileiro supera a dos índices futuros de Nova York, que são de 0,42% (Dow Jones) e de 0,30% (S&P 500), enquanto o Nasdaq cedia 0,20%. Analistas chamam a atenção para o fato de o Ibovespa ter se descolado do exterior nos últimos dias, quando houve máximas, enquanto o índice brasileiro amargou seis pregões seguidos de queda.

Às 10h54, o Ibovespa subia 1,34%, aos 117.439,88 pontos.

"Tem um pouco de recuperação, mas os dados dos EUA animaram um pouco, principalmente os pedidos de auxílio desemprego", afirma o estrategista-chefe do Grupo Laatus, Jefferson Laatus. O indicador cedeu 67 mil na semana encerrada no dia 23, a 847 mil, ante previsão de 875 mil solicitações. "O quadro ainda é muito sensível, diante das preocupações internas com possibilidade de greve de caminhoneiros, de retomada de auxílio emergencial e de comprometimento do fiscal", completa.

As ações das aéreas Gol PN (9,38%) e Azul PN (8,76%) lideram a lista de maiores altas, seguindo os ADRs em Nova York, e, consequentemente a disparada das ações da American Airlines, após divulgar prejuízo líquido bem menor do que o esperado, de US$ 2,18 bilhões (US$ 3,81 por ação) no quarto trimestre de 2020.

Além disso, as da Petrobras subiam perto de 3%, com investidores de olho nas palavras do presidente da estatal, Roberto Castello Branco. Segundo ele, quando for momento, a companhia estará com o dedo no gatilho para vender parte na BR.

Apesar da tentativa de alta, Sandra Peres, analista da Trademap, observa que, no fundo, há até vetores desfavoráveis, como a inflação mais elevada medida pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) em janeiro e a continuidade das preocupações em relação ao descumprimento do limite estabelecido para as contas públicas do Brasil.

"Sabemos que o Copom está atento ao movimento de aceleração da inflação e que, por isso, pode antecipar a alta da Selic. Isso é um fator de preocupação na medida em que também há temor quanto ao País ultrapassar o teto de gastos", afirma, lembrando debate crescente em relação à retomada do auxílio emergencial. "O governo disse que irá cumprir o teto de gastos, caso o benefício volte. Porém, com a elevação de casos de covid-19 no mundo e também no Brasil, acaba incomodando o mercado", acrescenta.

Ainda que a expectativa seja de valorização hoje, o quadro de volatilidade não deve se afastar, pelo menos até a definição da eleição para presidência na Câmara e no Senado, na semana que vem. Conforme Laatus, até mesmo a percepção de que o candidato apoiado pelo governo, o deputado Arthur Lira, para a Câmara, pode vencer o pleito, tem gerado desconforto em participantes do mercado. "Já não olha com tantos bons olhos. Se vencer e aprovar a retomada do auxílio emergencial, tende a comprometer o fiscal, que é o que dá credibilidade ao País", diz.

O temor de continuidade dos efeitos negativos da pandemia de coronavírus foi evidenciado ontem pelo presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Jerome Powell, após a instituição manter o juro e o programa de estímulos à economia. As palavras deram ainda mais força para a forte queda das bolsas de Nova York, que fecharam com perdas superiores a 2%. Conforme Powell, há "um longo caminho" para alcançar metas de inflação e emprego.

"Ou seja, com a percepção de menos crescimento nos EUA e na China, o mundo cresce menos", cita em nota Laatus, lembrando que os contratos de minério de ferro tiveram queda de quase 5% hoje na China, o que pode ser um limitar para os ganhos na B3. Além disso, o petróleo cai na faixa de 0,40% no mercado internacional.



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Ibovespa vê em dados dos EUA espaço para rever perda e supera 117 mil pontos


28/01/2021 | 11:39


O Ibovespa segue renovando máximas, aproveitando para apagar perdas recentes, tentando sustentar-se acima dos 117 mil pontos. A valorização do índice brasileiro supera a dos índices futuros de Nova York, que são de 0,42% (Dow Jones) e de 0,30% (S&P 500), enquanto o Nasdaq cedia 0,20%. Analistas chamam a atenção para o fato de o Ibovespa ter se descolado do exterior nos últimos dias, quando houve máximas, enquanto o índice brasileiro amargou seis pregões seguidos de queda.

Às 10h54, o Ibovespa subia 1,34%, aos 117.439,88 pontos.

"Tem um pouco de recuperação, mas os dados dos EUA animaram um pouco, principalmente os pedidos de auxílio desemprego", afirma o estrategista-chefe do Grupo Laatus, Jefferson Laatus. O indicador cedeu 67 mil na semana encerrada no dia 23, a 847 mil, ante previsão de 875 mil solicitações. "O quadro ainda é muito sensível, diante das preocupações internas com possibilidade de greve de caminhoneiros, de retomada de auxílio emergencial e de comprometimento do fiscal", completa.

As ações das aéreas Gol PN (9,38%) e Azul PN (8,76%) lideram a lista de maiores altas, seguindo os ADRs em Nova York, e, consequentemente a disparada das ações da American Airlines, após divulgar prejuízo líquido bem menor do que o esperado, de US$ 2,18 bilhões (US$ 3,81 por ação) no quarto trimestre de 2020.

Além disso, as da Petrobras subiam perto de 3%, com investidores de olho nas palavras do presidente da estatal, Roberto Castello Branco. Segundo ele, quando for momento, a companhia estará com o dedo no gatilho para vender parte na BR.

Apesar da tentativa de alta, Sandra Peres, analista da Trademap, observa que, no fundo, há até vetores desfavoráveis, como a inflação mais elevada medida pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) em janeiro e a continuidade das preocupações em relação ao descumprimento do limite estabelecido para as contas públicas do Brasil.

"Sabemos que o Copom está atento ao movimento de aceleração da inflação e que, por isso, pode antecipar a alta da Selic. Isso é um fator de preocupação na medida em que também há temor quanto ao País ultrapassar o teto de gastos", afirma, lembrando debate crescente em relação à retomada do auxílio emergencial. "O governo disse que irá cumprir o teto de gastos, caso o benefício volte. Porém, com a elevação de casos de covid-19 no mundo e também no Brasil, acaba incomodando o mercado", acrescenta.

Ainda que a expectativa seja de valorização hoje, o quadro de volatilidade não deve se afastar, pelo menos até a definição da eleição para presidência na Câmara e no Senado, na semana que vem. Conforme Laatus, até mesmo a percepção de que o candidato apoiado pelo governo, o deputado Arthur Lira, para a Câmara, pode vencer o pleito, tem gerado desconforto em participantes do mercado. "Já não olha com tantos bons olhos. Se vencer e aprovar a retomada do auxílio emergencial, tende a comprometer o fiscal, que é o que dá credibilidade ao País", diz.

O temor de continuidade dos efeitos negativos da pandemia de coronavírus foi evidenciado ontem pelo presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Jerome Powell, após a instituição manter o juro e o programa de estímulos à economia. As palavras deram ainda mais força para a forte queda das bolsas de Nova York, que fecharam com perdas superiores a 2%. Conforme Powell, há "um longo caminho" para alcançar metas de inflação e emprego.

"Ou seja, com a percepção de menos crescimento nos EUA e na China, o mundo cresce menos", cita em nota Laatus, lembrando que os contratos de minério de ferro tiveram queda de quase 5% hoje na China, o que pode ser um limitar para os ganhos na B3. Além disso, o petróleo cai na faixa de 0,40% no mercado internacional.

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