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Rio Grande barra aula presencial por tempo indeterminado

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Claudinho da Geladeira contraria Consórcio e diz que cidade não tem estrutura médica


Junior Carvalho
Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

27/01/2021 | 00:01


A Prefeitura de Rio Grande da Serra decidiu contrariar acordo firmado no Consórcio Intermunicipal do Grande ABC e determinou suspensão, por tempo indeterminado, do retorno às aulas presenciais de escolas situadas na cidade – a regra vale, portanto, para colégios públicos e privados, das redes estadual e municipal.

Acordo firmado pelos demais prefeitos da região em reunião realizada no dia 12 indicava que a autorização para regresso das atividades escolares em sala de aula seria publicada a partir do dia 1º de março na rede pública – os estabelecimentos particulares poderiam voltar no dia 18 de fevereiro. As aulas presenciais foram suspensas no ano passado diante da pandemia de Covid-19.

Ontem, o prefeito Claudinho da Geladeira (Podemos) tornou público o decreto 2.763, que cancela o retorno às aulas sem prazo definido, sob alegação do surto do novo coronavírus.

Ao Diário, Claudinho admitiu que a cidade não dispõe de estrutura médica capaz de suportar aumento de casos de Covid. “Estou torcendo para que a gente consiga voltar às aulas com vacinas para todos, alunos e professores.”

“Rio Grande da Serra tem mais dificuldades (do que os outros municípios), não tem hospital, (só possui) uma UPA (Unidade de Pronto-Atendimento), são poucos médicos. A cidade não tem nada. Como a gente vai permitir isso (autorizar a volta às aulas presenciais)? Seria um suicídio. Grande parte dos pais não quer que voltem”, adicionou o político.

Sobre o calendário de volta às aulas definido pelo Consórcio, Claudinho afirmou que seu problema passa a ser problema “das outras cidades”. “Vamos recorrer a elas e quem nos socorre é o (Hospital Doutor Radamés) Nardini (em Mauá), o (Hospital Estadual) Mário Covas (em Santo André), e um pouco o (Hospital Estadual do) Serraria (em Diadema). Temos 52 mil habitantes e sem estrutura.”

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo lamentou o posicionamento da Prefeitura de Rio Grande. “Medida sem apresentar qualquer embasamento científico. Mais: esquece de contabilizar os riscos diversos atrelados ao atraso educacional e à saúde emocional e mental de crianças e adolescentes.”

A pasta informou ainda que desconhece quais foram os critérios que nortearam a determinação e que tomará as medidas judiciais cabíveis, uma vez que a publicação do referido decreto não possui justificativa epidemiológica. “A retomada das aulas é pautada em medidas de contenção da epidemia, obedecendo aos critérios de segurança estabelecidos pelo Centro de Contingência do Coronavírus, embasada em experiências internacionais e nacionais. Estudantes e profissionais com doenças crônicas ou fatores de risco devem permanecer em casa, cumprindo atividades remotas.”

EM ANDAMENTO
Em Diadema, a gestão de José de Filippi Júnior (PT) se prepara para o retorno das aulas presenciais. Segundo Ana Lúcia Sanches, secretária de Educação do município, a ideia é promover inicialmente acolhimento aos alunos, que estão há quase um ano sem convívio social no ambiente escolar

“Será uma volta gradual, com 35% da rede, para atender adequadamente ao distanciamento”, explica. Os alunos farão revezamento para que todos possam ter acesso ao colégio.

A secretaria explica ainda que, até março, todos os equipamentos de educação estarão preparados para abrir as portas, contanto com tapetes sanitizantes, álcool gel, EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) para os professores e colaboradores, adequação de torneiras. De acordo com Ana, se trata de um retorno híbrido. “As famílias que não se sentirem confortáveis com os alunos voltando ao ambiente escolar podem continuar com as aulas em formato remoto.”

Decreto regulamentando o regresso deve ser publicado nos próximos dias no Diário Oficial em Diadema. 



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Rio Grande barra aula presencial por tempo indeterminado

Claudinho da Geladeira contraria Consórcio e diz que cidade não tem estrutura médica

Junior Carvalho
Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

27/01/2021 | 00:01


A Prefeitura de Rio Grande da Serra decidiu contrariar acordo firmado no Consórcio Intermunicipal do Grande ABC e determinou suspensão, por tempo indeterminado, do retorno às aulas presenciais de escolas situadas na cidade – a regra vale, portanto, para colégios públicos e privados, das redes estadual e municipal.

Acordo firmado pelos demais prefeitos da região em reunião realizada no dia 12 indicava que a autorização para regresso das atividades escolares em sala de aula seria publicada a partir do dia 1º de março na rede pública – os estabelecimentos particulares poderiam voltar no dia 18 de fevereiro. As aulas presenciais foram suspensas no ano passado diante da pandemia de Covid-19.

Ontem, o prefeito Claudinho da Geladeira (Podemos) tornou público o decreto 2.763, que cancela o retorno às aulas sem prazo definido, sob alegação do surto do novo coronavírus.

Ao Diário, Claudinho admitiu que a cidade não dispõe de estrutura médica capaz de suportar aumento de casos de Covid. “Estou torcendo para que a gente consiga voltar às aulas com vacinas para todos, alunos e professores.”

“Rio Grande da Serra tem mais dificuldades (do que os outros municípios), não tem hospital, (só possui) uma UPA (Unidade de Pronto-Atendimento), são poucos médicos. A cidade não tem nada. Como a gente vai permitir isso (autorizar a volta às aulas presenciais)? Seria um suicídio. Grande parte dos pais não quer que voltem”, adicionou o político.

Sobre o calendário de volta às aulas definido pelo Consórcio, Claudinho afirmou que seu problema passa a ser problema “das outras cidades”. “Vamos recorrer a elas e quem nos socorre é o (Hospital Doutor Radamés) Nardini (em Mauá), o (Hospital Estadual) Mário Covas (em Santo André), e um pouco o (Hospital Estadual do) Serraria (em Diadema). Temos 52 mil habitantes e sem estrutura.”

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo lamentou o posicionamento da Prefeitura de Rio Grande. “Medida sem apresentar qualquer embasamento científico. Mais: esquece de contabilizar os riscos diversos atrelados ao atraso educacional e à saúde emocional e mental de crianças e adolescentes.”

A pasta informou ainda que desconhece quais foram os critérios que nortearam a determinação e que tomará as medidas judiciais cabíveis, uma vez que a publicação do referido decreto não possui justificativa epidemiológica. “A retomada das aulas é pautada em medidas de contenção da epidemia, obedecendo aos critérios de segurança estabelecidos pelo Centro de Contingência do Coronavírus, embasada em experiências internacionais e nacionais. Estudantes e profissionais com doenças crônicas ou fatores de risco devem permanecer em casa, cumprindo atividades remotas.”

EM ANDAMENTO
Em Diadema, a gestão de José de Filippi Júnior (PT) se prepara para o retorno das aulas presenciais. Segundo Ana Lúcia Sanches, secretária de Educação do município, a ideia é promover inicialmente acolhimento aos alunos, que estão há quase um ano sem convívio social no ambiente escolar

“Será uma volta gradual, com 35% da rede, para atender adequadamente ao distanciamento”, explica. Os alunos farão revezamento para que todos possam ter acesso ao colégio.

A secretaria explica ainda que, até março, todos os equipamentos de educação estarão preparados para abrir as portas, contanto com tapetes sanitizantes, álcool gel, EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) para os professores e colaboradores, adequação de torneiras. De acordo com Ana, se trata de um retorno híbrido. “As famílias que não se sentirem confortáveis com os alunos voltando ao ambiente escolar podem continuar com as aulas em formato remoto.”

Decreto regulamentando o regresso deve ser publicado nos próximos dias no Diário Oficial em Diadema. 

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