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Grande ABC registra pior semana desde o início da pandemia

Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Foram 174 óbitos, média de 25 vidas por dia; período mais crítico tinha sido em julho; infecção segue acelerada nas sete cidades


Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

19/01/2021 | 08:29


O Grande ABC registrou 174 novas mortes causadas pelo novo coronavírus na semana encerrada no sábado. Com média de 25 vítimas diariamente, este é o pior período da pandemia na região. Comparado aos sete dias imediatamente anteriores, quando foram 83 óbitos confirmados, cerca de 12 por dia, o acréscimo foi de 109,6%.

Importante ressaltar que na terça-feira Mauá divulgou 31 falecimentos represados, já que ficou 14 dias sem atualizar as informações da pandemia. Considerando as 11 mortes registradas de fato na cidade nos sete dias, a região teria somado 145 vítimas fatais, cerca de 21 a cada 24 horas.

Antes, o pico de óbitos tinha sido na semana entre os dias 12 e 18 de julho, quando 157 vidas foram ceifadas, média de 22 a cada dia, segundo dados de boletins epidemiológicos divulgados pelas prefeituras.

O cenário é preocupante não apenas na região, mas em todo Estado. Em entrevista coletiva concedida ontem, secretário estadual da saúde, Jean Gorinchteyn afirmou que São Paulo teve a pior semana desde o início da pandemia. O aumento foi de 77% no número de novos casos e de 50% nas mortes, enquanto as internações tiveram acréscimo de 30%.

Na avaliação de Olavo Munhoz, consultor da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia), este pico reflete as aglomerações e o relaxamento de medidas preventivas nas festas de fim de ano. “É pouco provável que outros fatores, como característica do vírus, tenham influenciado nesta expansão”, adiciona.

Munhoz destaca que, como não há tratamento antiviral específico para o coronavírus, esta alta deve ser manter por alguns meses. “A vacina ainda será muito restrita a grupos de maior exposição ou risco, e não terá impacto antes de dois meses”, assinala.

Não à toa, a taxa de reprodução segue crescente no Grande ABC. Ontem, estava em 1,97, ou seja, 100 pessoas infectadas podem contaminar outros 197 indivíduos, segundo dados da plataforma SP Covid Info Tracker. Na região, o registro de mortes de Covid está crescente desde o período de 15 a 21 de novembro, semana que sucedeu o primeiro turno das eleições municipais.

O Grande ABC totaliza 3.781 vidas ceifadas pelo vírus. Conforme o Diário publicou, caso este ritmo seja mantido, as sete cidades podem chegar a 4.000 falecimentos neste mês. Se a projeção de Marcos Soares, um dos idealizadores da plataforma ABCDados, se confirmar em 31 de janeiro, o quarto milhar será atingido 64 dias após o registro de 3.000 óbitos, em 28 de novembro.
Dados de ontem indicam que a região soma 107.382 casos e 3.781 mortes em razão da Covid. Entre os infectados, pelo menos 88.647 pessoas foram recuperadas.

O Estado de São Paulo registra 49.987 óbitos e 1.628.272 diagnósticos de Covid. São 1.412.310 recuperados. A ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) é de 70,1% na Grande São Paulo e de 69,1% no Estado. 



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Grande ABC registra pior semana desde o início da pandemia

Foram 174 óbitos, média de 25 vidas por dia; período mais crítico tinha sido em julho; infecção segue acelerada nas sete cidades

Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

19/01/2021 | 08:29


O Grande ABC registrou 174 novas mortes causadas pelo novo coronavírus na semana encerrada no sábado. Com média de 25 vítimas diariamente, este é o pior período da pandemia na região. Comparado aos sete dias imediatamente anteriores, quando foram 83 óbitos confirmados, cerca de 12 por dia, o acréscimo foi de 109,6%.

Importante ressaltar que na terça-feira Mauá divulgou 31 falecimentos represados, já que ficou 14 dias sem atualizar as informações da pandemia. Considerando as 11 mortes registradas de fato na cidade nos sete dias, a região teria somado 145 vítimas fatais, cerca de 21 a cada 24 horas.

Antes, o pico de óbitos tinha sido na semana entre os dias 12 e 18 de julho, quando 157 vidas foram ceifadas, média de 22 a cada dia, segundo dados de boletins epidemiológicos divulgados pelas prefeituras.

O cenário é preocupante não apenas na região, mas em todo Estado. Em entrevista coletiva concedida ontem, secretário estadual da saúde, Jean Gorinchteyn afirmou que São Paulo teve a pior semana desde o início da pandemia. O aumento foi de 77% no número de novos casos e de 50% nas mortes, enquanto as internações tiveram acréscimo de 30%.

Na avaliação de Olavo Munhoz, consultor da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia), este pico reflete as aglomerações e o relaxamento de medidas preventivas nas festas de fim de ano. “É pouco provável que outros fatores, como característica do vírus, tenham influenciado nesta expansão”, adiciona.

Munhoz destaca que, como não há tratamento antiviral específico para o coronavírus, esta alta deve ser manter por alguns meses. “A vacina ainda será muito restrita a grupos de maior exposição ou risco, e não terá impacto antes de dois meses”, assinala.

Não à toa, a taxa de reprodução segue crescente no Grande ABC. Ontem, estava em 1,97, ou seja, 100 pessoas infectadas podem contaminar outros 197 indivíduos, segundo dados da plataforma SP Covid Info Tracker. Na região, o registro de mortes de Covid está crescente desde o período de 15 a 21 de novembro, semana que sucedeu o primeiro turno das eleições municipais.

O Grande ABC totaliza 3.781 vidas ceifadas pelo vírus. Conforme o Diário publicou, caso este ritmo seja mantido, as sete cidades podem chegar a 4.000 falecimentos neste mês. Se a projeção de Marcos Soares, um dos idealizadores da plataforma ABCDados, se confirmar em 31 de janeiro, o quarto milhar será atingido 64 dias após o registro de 3.000 óbitos, em 28 de novembro.
Dados de ontem indicam que a região soma 107.382 casos e 3.781 mortes em razão da Covid. Entre os infectados, pelo menos 88.647 pessoas foram recuperadas.

O Estado de São Paulo registra 49.987 óbitos e 1.628.272 diagnósticos de Covid. São 1.412.310 recuperados. A ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) é de 70,1% na Grande São Paulo e de 69,1% no Estado. 

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