Fechar
Publicidade

Domingo, 7 de Março

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Setecidades

setecidades@dgabc.com.br | 4435-8319

Andreense que vive da reciclagem sonha em virar astro do funk

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

MC Kibom recolhe materiais pelas ruas de Santo André, já escreveu 200 músicas e gravou 25


Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

17/01/2021 | 00:01


Gabriel Maciel da Silva mora no bairro Condomínio Maracanã, em Santo André. Sua rotina de fácil não tem nada. Acorda sempre por volta das 6h30, prepara o café da manhã para a família e sai para trabalhar. Aos 23 anos, ele é o responsável por fazer as coisas funcionarem em sua residência. Conhecido como MC Kibom, como referência ao local onde vive, o Morro da Kibon, o jovem mudou uma letra no nome artístico para não ter problemas jurídicos no futuro. Seu sonho? Ganhar a vida com funk.

“Meu sonho sempre foi a música e um dia ser reconhecido no Brasil”, afirma ele, que teve seu primeiro contato com o universo musical ainda na infância, conta. “Sempre gostei de cantar. Comecei nas apresentações da escola e nos projetos Liga do Funk. Depois disso resolvi assumir meu sonho e ir em busca (disso). Estou há oito anos me lapidando”, explica.

Mas enquanto não consegue seu sustento por meio do funk, se vira como pode. Tem um carrinho de coleta e caminha pelas ruas da cidade em busca de materiais para serem reciclados. Faz em torno de cinco viagens por dia, levando o que consegue para casa, construída metade madeira e uma parte de alvenaria, para que tudo seja separado. Só para a labuta por volta das 18h.

Após perder a mãe, que lutava contra a Síndrome de Guillain-Barré, Gabriel assumiu a casa e cuida do pai, Antônio Carlos da Silva, 56, que após uma queda teve problemas no pé e, por causa de uma cirurgia na barriga, não pode carregar peso. Cuida também da irmã pequena, Vitória Maciel Brito da Silva, 5, que se espelha nele.

Seu pai, aposentado, trabalhava com reciclagem e hoje o ajuda na separação dos materiais coletados ao longo do dia. Gabriel conta que na casa eles não passam necessidade. “Ganhamos pouco e nos mantemos como podemos”, afirma. No mês, ele tira algo em torno de R$ 1.400, além da aposentadoria do pai. “Depende muito da coletagem e do tanto de material que consigo”, explica. 

Gabriel ainda não vive de suas composições, mas, se depender de sua perseverança, chega lá. Quando não está trabalhando, ou com a família, usa seu tempo para a música. “Quatro vezes na semana me encontro com meus amigos para compor e estudar meu direcionamento da carreira no funk”, comenta.

MC Kibom já fez apresentações ao vivo em vários lugares, até mesmo fora de São Paulo. Tem cerca de 25 músicas gravadas, mas já escreveu aproximadamente 200, e quer dar rumo para esse material. “Quero gravar um disco e até mesmo um DVD”, projeta.

Para dar conta do recado, o artista tem a fiel ajuda de dois grandes amigos, Victor David da Silva e Toddy Oliveira. “São as pessoas que mais acreditam em mim, me ajudam em tudo na carreira, desde a criação até o marketing para divulgar minhas músicas. São amigos tanto na vida artística quanto na pessoal”.

Foi com a ajuda dos amigos que o andreense conseguiu gravar alguns vídeoclipes, como Vou Te Fazer Feliz e Baixada Tá Me Chamando, e que podem ser conferidos em seu canal no YouTube (McKibom). É possível acompanhar o trabalho do artista também por meio do Instagram (@mckibom) e pelo Facebook (MC kibom).

“A gente tira do bolso, faz vaquinha. Faz produção musical no estúdio, contrata um produtor musical, que cria a melodia, e depois alguém que faça gravação (das imagens) e edição”, conta David da Silva, 26, que conhece MC Kibom há cerca de 11 anos e assumiu a função de produção artística.

“Resolvi ajudar, pois sempre gostei de música e fomos nos identificando com o funk. Ele canta bem e fizemos uma equipe para tentar”, diz. Hoje ele se dedica exclusivamente à carreira de MC Kibom. “Enxergo como artista de nível nacional. Sei que tem a capacidade”, diz.

Enquanto trabalha para ter prosperidade na carreira, MC Kibom já faz planos para quando conquistar seus objetivos. “Primeiro vou ajudar minha família, construir a casa do meu pai. E com esse reconhecimento vou parar de trabalhar na reciclagem e conseguir o futuro da nossa família, e da família dos meus dois amigos, além de ajudar a minha comunidade”, encerra.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Andreense que vive da reciclagem sonha em virar astro do funk

MC Kibom recolhe materiais pelas ruas de Santo André, já escreveu 200 músicas e gravou 25

Vinícius Castelli
Do Diário do Grande ABC

17/01/2021 | 00:01


Gabriel Maciel da Silva mora no bairro Condomínio Maracanã, em Santo André. Sua rotina de fácil não tem nada. Acorda sempre por volta das 6h30, prepara o café da manhã para a família e sai para trabalhar. Aos 23 anos, ele é o responsável por fazer as coisas funcionarem em sua residência. Conhecido como MC Kibom, como referência ao local onde vive, o Morro da Kibon, o jovem mudou uma letra no nome artístico para não ter problemas jurídicos no futuro. Seu sonho? Ganhar a vida com funk.

“Meu sonho sempre foi a música e um dia ser reconhecido no Brasil”, afirma ele, que teve seu primeiro contato com o universo musical ainda na infância, conta. “Sempre gostei de cantar. Comecei nas apresentações da escola e nos projetos Liga do Funk. Depois disso resolvi assumir meu sonho e ir em busca (disso). Estou há oito anos me lapidando”, explica.

Mas enquanto não consegue seu sustento por meio do funk, se vira como pode. Tem um carrinho de coleta e caminha pelas ruas da cidade em busca de materiais para serem reciclados. Faz em torno de cinco viagens por dia, levando o que consegue para casa, construída metade madeira e uma parte de alvenaria, para que tudo seja separado. Só para a labuta por volta das 18h.

Após perder a mãe, que lutava contra a Síndrome de Guillain-Barré, Gabriel assumiu a casa e cuida do pai, Antônio Carlos da Silva, 56, que após uma queda teve problemas no pé e, por causa de uma cirurgia na barriga, não pode carregar peso. Cuida também da irmã pequena, Vitória Maciel Brito da Silva, 5, que se espelha nele.

Seu pai, aposentado, trabalhava com reciclagem e hoje o ajuda na separação dos materiais coletados ao longo do dia. Gabriel conta que na casa eles não passam necessidade. “Ganhamos pouco e nos mantemos como podemos”, afirma. No mês, ele tira algo em torno de R$ 1.400, além da aposentadoria do pai. “Depende muito da coletagem e do tanto de material que consigo”, explica. 

Gabriel ainda não vive de suas composições, mas, se depender de sua perseverança, chega lá. Quando não está trabalhando, ou com a família, usa seu tempo para a música. “Quatro vezes na semana me encontro com meus amigos para compor e estudar meu direcionamento da carreira no funk”, comenta.

MC Kibom já fez apresentações ao vivo em vários lugares, até mesmo fora de São Paulo. Tem cerca de 25 músicas gravadas, mas já escreveu aproximadamente 200, e quer dar rumo para esse material. “Quero gravar um disco e até mesmo um DVD”, projeta.

Para dar conta do recado, o artista tem a fiel ajuda de dois grandes amigos, Victor David da Silva e Toddy Oliveira. “São as pessoas que mais acreditam em mim, me ajudam em tudo na carreira, desde a criação até o marketing para divulgar minhas músicas. São amigos tanto na vida artística quanto na pessoal”.

Foi com a ajuda dos amigos que o andreense conseguiu gravar alguns vídeoclipes, como Vou Te Fazer Feliz e Baixada Tá Me Chamando, e que podem ser conferidos em seu canal no YouTube (McKibom). É possível acompanhar o trabalho do artista também por meio do Instagram (@mckibom) e pelo Facebook (MC kibom).

“A gente tira do bolso, faz vaquinha. Faz produção musical no estúdio, contrata um produtor musical, que cria a melodia, e depois alguém que faça gravação (das imagens) e edição”, conta David da Silva, 26, que conhece MC Kibom há cerca de 11 anos e assumiu a função de produção artística.

“Resolvi ajudar, pois sempre gostei de música e fomos nos identificando com o funk. Ele canta bem e fizemos uma equipe para tentar”, diz. Hoje ele se dedica exclusivamente à carreira de MC Kibom. “Enxergo como artista de nível nacional. Sei que tem a capacidade”, diz.

Enquanto trabalha para ter prosperidade na carreira, MC Kibom já faz planos para quando conquistar seus objetivos. “Primeiro vou ajudar minha família, construir a casa do meu pai. E com esse reconhecimento vou parar de trabalhar na reciclagem e conseguir o futuro da nossa família, e da família dos meus dois amigos, além de ajudar a minha comunidade”, encerra.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;