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Cirurgia rara e complexa é feita com sucesso no CHM

Procedimento de quase sete horas envolveu profissionais de urologia e de coloproctologia


Da Redação

16/01/2021 | 00:01


Em meio à pandemia, que exige esforços de profissionais da saúde mundo afora, equipes do CHM (Centro Hospitalar Municipal), em Santo André, têm se mobilizado para atender outras doenças graves, incluindo alguns tipos de câncer. Nesse contexto, chama atenção o resultado bem-sucedido de uma exenteração pélvica, procedimento complexo, raramente feito em unidades hospitalares da região, que envolveu profissionais de urologia e coloproctologia, entre outras especialidades, para a retirada de tumor de reto em um paciente de apenas 49 anos.

A cirurgia, realizada na quinta-feira, é destaque pelos resultados positivos apresentados, de acordo com Anis Taha, urologista que atende no CHM. “Era um grande tumor de reto que invadia também a próstata e a bexiga do paciente, teoricamente ainda fora da faixa etária considerada de risco para esse tipo de câncer”, explica o médico.

O câncer colorretal surge no reto ou no intestino grosso. O tipo mais frequente é o adenocarcinoma, que representa cerca de 95% dos casos. Segundo dados do Inca (Instituto Nacional de Câncer), esse é o terceiro tipo mais frequente em homens e o segundo entre as mulheres. A estimativa é a de que quase 41 mil casos novos sejam diagnosticados no Brasil no triênio 2020/2022. O risco aumenta com a idade, sendo mais comum após os 50 anos.

“Obtivemos resultados iniciais muito satisfatórios no que se refere a tempo operatório adequado, perda sanguínea, retirada da lesão em bloco e realização de linfadenectomia (remoção cirúrgica de linfonodos com fins diagnósticos, curativos ou profiláticos)”, comemora Anis. O procedimento teve duração de seis horas e meia.

“É um procedimento de grande porte que não costumamos fazer de rotina. Intra-hospitalar fazemos raramente, coisa de um a cada cinco anos, até porque, muitas vezes o paciente já chega em uma condição em que a intervenção cirúrgica não é mais possível, infelizmente”, relata Sandra Boratto, coloproctologista, que atende há 25 anos no CHM e é integrante titular da Sociedade Brasileira de Coloproctologia. 



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Cirurgia rara e complexa é feita com sucesso no CHM

Procedimento de quase sete horas envolveu profissionais de urologia e de coloproctologia

Da Redação

16/01/2021 | 00:01


Em meio à pandemia, que exige esforços de profissionais da saúde mundo afora, equipes do CHM (Centro Hospitalar Municipal), em Santo André, têm se mobilizado para atender outras doenças graves, incluindo alguns tipos de câncer. Nesse contexto, chama atenção o resultado bem-sucedido de uma exenteração pélvica, procedimento complexo, raramente feito em unidades hospitalares da região, que envolveu profissionais de urologia e coloproctologia, entre outras especialidades, para a retirada de tumor de reto em um paciente de apenas 49 anos.

A cirurgia, realizada na quinta-feira, é destaque pelos resultados positivos apresentados, de acordo com Anis Taha, urologista que atende no CHM. “Era um grande tumor de reto que invadia também a próstata e a bexiga do paciente, teoricamente ainda fora da faixa etária considerada de risco para esse tipo de câncer”, explica o médico.

O câncer colorretal surge no reto ou no intestino grosso. O tipo mais frequente é o adenocarcinoma, que representa cerca de 95% dos casos. Segundo dados do Inca (Instituto Nacional de Câncer), esse é o terceiro tipo mais frequente em homens e o segundo entre as mulheres. A estimativa é a de que quase 41 mil casos novos sejam diagnosticados no Brasil no triênio 2020/2022. O risco aumenta com a idade, sendo mais comum após os 50 anos.

“Obtivemos resultados iniciais muito satisfatórios no que se refere a tempo operatório adequado, perda sanguínea, retirada da lesão em bloco e realização de linfadenectomia (remoção cirúrgica de linfonodos com fins diagnósticos, curativos ou profiláticos)”, comemora Anis. O procedimento teve duração de seis horas e meia.

“É um procedimento de grande porte que não costumamos fazer de rotina. Intra-hospitalar fazemos raramente, coisa de um a cada cinco anos, até porque, muitas vezes o paciente já chega em uma condição em que a intervenção cirúrgica não é mais possível, infelizmente”, relata Sandra Boratto, coloproctologista, que atende há 25 anos no CHM e é integrante titular da Sociedade Brasileira de Coloproctologia. 

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