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Shell, Beto e Bodinho esperam por recursos para virar vereadores

Dupla filiação indeferiu registro de Shell Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Políticos de S.Bernardo, de S.Caetano e de Mauá, respectivamente, tiveram votos para se eleger, mas candidaturas foram indeferidas na Justiça Eleitoral


Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

04/12/2020 | 00:35


Shell Gomes (PSD), de São Bernardo, Beto Vidoski (PSDB), de São Caetano, e Bodinho (Patriota), de Mauá, esperam por recursos na Justiça Eleitoral para validação dos votos e, assim, conquistar cadeira nos legislativos de suas cidades.

O trio recebeu votação suficiente para ingressar nas câmaras, porém, teve as candidaturas indeferidas em primeira instância e as adesões foram anuladas.

Shell alegou que seu corpo jurídico já está debruçado em cima do problema e afirmou que tem expectativa que até o fim de dezembro o imbróglio seja resolvido. “Meu advogado já está correndo atrás de toda a situação. Tenho certeza que até o fim de dezembro todos os problemas de filiação serão resolvidos. Infelizmente, aqui na cidade (na primeira instância) não obtive resultado favorável, mas é bem provável que na segunda (instância) consiga reverter”, declarou.

Ele obteve 2.344 votos no dia 15. A Justiça barrou o nome de Shell ao entender que o candidato estava filiado em dois partidos, o que é vedado, segundo normas eleitorais. “A pandemia atrapalhou um pouco. Consegui me filiar no último dia no PSD e eu já tinha deixado o Solidariedade”, alegou. Se ele conseguir reverter a punição, deverá ocupar lugar do vereador eleito Glauco Braido (PSD),

Atual líder do governo de Atila Jacomussi (PSB) na Câmara de Mauá, Bodinho enfrenta acusação de improbidade administrativa, de quando comandava a Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá), e foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa. Bodinho carrega consigo condenação na Justiça comum por falhas em contrato com a Nova Rochamar.

Assim como o candidato de São Bernardo, Bodinho deposita esperanças em reverter a situação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), em Brasília. Ainda ontem, viu o TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) rejeitar recurso contra a decisão de primeira instância, que indeferiu seu registro. Na eleição, o vereador obteve 2.329 votos.

“Estamos esperançosos. Creio que vamos reverter essa situação no TSE. Acho que o povo é soberano e quis nossa volta. O processo ainda não terminou. Estou tranquilo, já que há jurisprudência no meu caso”, sustentou. Sobre o imbróglio jurídico, ele minimizou a situação: disse que fez uma contratação emergencial quando dirigiu a Sama – à ocasião seu vínculo político era com o ex-prefeito interino Diniz Lopes – e assinou o acordo.

Caso Bodinho reverta o revés na Justiça Eleitoral, retorna à Câmara na cadeira do vereador eleito Mazinho (Patriota), que conseguiu 1.437 adesões.

Em São Caetano, o atual vice-prefeito Beto Vidoski também registrou votos para ser eleito vereador, mas a Justiça Eleitoral indeferiu a candidatura por entender que o tucano está inapto pela condenação que sofreu na campanha de 2016. A Justiça sustenta que Vidoski recebeu doação eleitoral de pessoas que não tinham condição financeira de portar o volume financeiro. Caso consiga reversão na Justiça, tende a ocupar a cadeira que pertence ao vereador Daniel Cordoba (PSDB). Vidoski não respondeu aos questionamentos do Diário. 



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Shell, Beto e Bodinho esperam por recursos para virar vereadores

Políticos de S.Bernardo, de S.Caetano e de Mauá, respectivamente, tiveram votos para se eleger, mas candidaturas foram indeferidas na Justiça Eleitoral

Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

04/12/2020 | 00:35


Shell Gomes (PSD), de São Bernardo, Beto Vidoski (PSDB), de São Caetano, e Bodinho (Patriota), de Mauá, esperam por recursos na Justiça Eleitoral para validação dos votos e, assim, conquistar cadeira nos legislativos de suas cidades.

O trio recebeu votação suficiente para ingressar nas câmaras, porém, teve as candidaturas indeferidas em primeira instância e as adesões foram anuladas.

Shell alegou que seu corpo jurídico já está debruçado em cima do problema e afirmou que tem expectativa que até o fim de dezembro o imbróglio seja resolvido. “Meu advogado já está correndo atrás de toda a situação. Tenho certeza que até o fim de dezembro todos os problemas de filiação serão resolvidos. Infelizmente, aqui na cidade (na primeira instância) não obtive resultado favorável, mas é bem provável que na segunda (instância) consiga reverter”, declarou.

Ele obteve 2.344 votos no dia 15. A Justiça barrou o nome de Shell ao entender que o candidato estava filiado em dois partidos, o que é vedado, segundo normas eleitorais. “A pandemia atrapalhou um pouco. Consegui me filiar no último dia no PSD e eu já tinha deixado o Solidariedade”, alegou. Se ele conseguir reverter a punição, deverá ocupar lugar do vereador eleito Glauco Braido (PSD),

Atual líder do governo de Atila Jacomussi (PSB) na Câmara de Mauá, Bodinho enfrenta acusação de improbidade administrativa, de quando comandava a Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá), e foi enquadrado na Lei da Ficha Limpa. Bodinho carrega consigo condenação na Justiça comum por falhas em contrato com a Nova Rochamar.

Assim como o candidato de São Bernardo, Bodinho deposita esperanças em reverter a situação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), em Brasília. Ainda ontem, viu o TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) rejeitar recurso contra a decisão de primeira instância, que indeferiu seu registro. Na eleição, o vereador obteve 2.329 votos.

“Estamos esperançosos. Creio que vamos reverter essa situação no TSE. Acho que o povo é soberano e quis nossa volta. O processo ainda não terminou. Estou tranquilo, já que há jurisprudência no meu caso”, sustentou. Sobre o imbróglio jurídico, ele minimizou a situação: disse que fez uma contratação emergencial quando dirigiu a Sama – à ocasião seu vínculo político era com o ex-prefeito interino Diniz Lopes – e assinou o acordo.

Caso Bodinho reverta o revés na Justiça Eleitoral, retorna à Câmara na cadeira do vereador eleito Mazinho (Patriota), que conseguiu 1.437 adesões.

Em São Caetano, o atual vice-prefeito Beto Vidoski também registrou votos para ser eleito vereador, mas a Justiça Eleitoral indeferiu a candidatura por entender que o tucano está inapto pela condenação que sofreu na campanha de 2016. A Justiça sustenta que Vidoski recebeu doação eleitoral de pessoas que não tinham condição financeira de portar o volume financeiro. Caso consiga reversão na Justiça, tende a ocupar a cadeira que pertence ao vereador Daniel Cordoba (PSDB). Vidoski não respondeu aos questionamentos do Diário. 

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