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Marcelo supera Atila em disputa acirrada e é eleito prefeito em Mauá

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Petista leva corrida com diferença de 2.676 votos e faz PT chegar ao quinto mandato na cidade


Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

29/11/2020 | 23:33


 O vereador Marcelo Oliveira (PT) venceu a eleição mais acirrada em Mauá desde 1988. Com 91.459 votos (50,74% dos válidos), o petista impediu a reeleição do prefeito Atila Jacomussi (PSB) e reconduz o partido ao comando da Prefeitura mauaense depois de quatro anos.

A diferença foi de 2.676 votos, pois o socialista obteve 88.783 adesões. Nos votos válidos, a distância foi menos de dois pontos percentuais – 50,74% a 49,26%. A briga só não foi mais concorrida do que há 32 anos, quando Amaury Fioravanti (então no PL) venceu José Carlos Grecco (PSDB) por margem de 133 votos – 31.513 a 31.380.

O PT partirá para sua quinta administração. Comandou o município com Oswaldo Dias (PT) em três oportunidades – 1997 a 2000, 2001 a 2004 e 2009 a 2012 – e com Donisete Braga (ex-PT, atual PDT) – 2013 a 2016. Marcelo teve a mulher de Oswaldo, Celma Dias (PT), como vice. E contou com apoio de Donisete no segundo turno. Aos 48 anos, Marcelo está em terceiro mandato de vereador. Foi presidente da Câmara e, antes de ingressar na política, foi funcionário da GM (General Motors), em São Caetano.

“O povo conseguiu entender que tínhamos a melhor proposta para a cidade. Agora vou buscar a paz para governar a nossa cidade”, comentou Marcelo, ao Diário. “Vamos trabalhar para ter a paz para toda a população.” Ele agradeceu à mulher, Fernanda, e aos militantes. No palanque, fez questão de levar Oswaldo. “É o melhor prefeito que Mauá já teve”, bradou. Quem acompanhava o discurso vibrou. “Agora vai caber ao Marcelo colocar a cidade de Mauá no caminho certo”, comentou Oswaldo Dias, que também falou aos presentes.

Cerca de 1.000 pessoas entre militantes e simpatizantes do PT se reuniram na Avenida Portugal. Celma Dias, muito saudada pelos petistas, também aproveitou para fazer uso da fala. “Vamos virar a página do descaso em Mauá e escrever uma linda página para a cidade”, disse ela.

Durante a apuração, a militância petista não escondia o nervosismo com os números apresentados. Desde as primeiras parciais divulgadas pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o cenário apresentava emoção. Em nenhum momento Marcelo superou a casa dos 51% dos votos válidos.

Marcelo, porém, disse que desde o início mostrava confiança aos apoiadores. “A vitória no segundo turno já era esperada”, analisou. De um turno para o outro, o petista saltou de 19,84% de votos válidos para 50,74%. Em adesões totais, o pulo foi de 38.330 para 91.459. Isso mesmo sem ter apoio do terceiro e quarto colocados na etapa inicial – Juiz João (PSD) e Zé Lourencini (PSDB). O pessedista adotou neutralidade. O tucano pediu votos a Atila.

O petista utilizou, no segundo turno, discurso de ser o combatente da corrupção na cidade. Se baseou no fato de a Operação Trato Feito, conduzida pela PF (Polícia Federal) e que apontava existência de pagamento de Mensalinho aos vereadores, ter deixado seu nome fora da lista de acusados para empunhar a bandeira e atacar a gestão Atila. A aposta foi no aumento da rejeição ao governo como forma de superar o antipetismo. Funcionou.



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Marcelo supera Atila em disputa acirrada e é eleito prefeito em Mauá

Petista leva corrida com diferença de 2.676 votos e faz PT chegar ao quinto mandato na cidade

Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

29/11/2020 | 23:33


 O vereador Marcelo Oliveira (PT) venceu a eleição mais acirrada em Mauá desde 1988. Com 91.459 votos (50,74% dos válidos), o petista impediu a reeleição do prefeito Atila Jacomussi (PSB) e reconduz o partido ao comando da Prefeitura mauaense depois de quatro anos.

A diferença foi de 2.676 votos, pois o socialista obteve 88.783 adesões. Nos votos válidos, a distância foi menos de dois pontos percentuais – 50,74% a 49,26%. A briga só não foi mais concorrida do que há 32 anos, quando Amaury Fioravanti (então no PL) venceu José Carlos Grecco (PSDB) por margem de 133 votos – 31.513 a 31.380.

O PT partirá para sua quinta administração. Comandou o município com Oswaldo Dias (PT) em três oportunidades – 1997 a 2000, 2001 a 2004 e 2009 a 2012 – e com Donisete Braga (ex-PT, atual PDT) – 2013 a 2016. Marcelo teve a mulher de Oswaldo, Celma Dias (PT), como vice. E contou com apoio de Donisete no segundo turno. Aos 48 anos, Marcelo está em terceiro mandato de vereador. Foi presidente da Câmara e, antes de ingressar na política, foi funcionário da GM (General Motors), em São Caetano.

“O povo conseguiu entender que tínhamos a melhor proposta para a cidade. Agora vou buscar a paz para governar a nossa cidade”, comentou Marcelo, ao Diário. “Vamos trabalhar para ter a paz para toda a população.” Ele agradeceu à mulher, Fernanda, e aos militantes. No palanque, fez questão de levar Oswaldo. “É o melhor prefeito que Mauá já teve”, bradou. Quem acompanhava o discurso vibrou. “Agora vai caber ao Marcelo colocar a cidade de Mauá no caminho certo”, comentou Oswaldo Dias, que também falou aos presentes.

Cerca de 1.000 pessoas entre militantes e simpatizantes do PT se reuniram na Avenida Portugal. Celma Dias, muito saudada pelos petistas, também aproveitou para fazer uso da fala. “Vamos virar a página do descaso em Mauá e escrever uma linda página para a cidade”, disse ela.

Durante a apuração, a militância petista não escondia o nervosismo com os números apresentados. Desde as primeiras parciais divulgadas pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o cenário apresentava emoção. Em nenhum momento Marcelo superou a casa dos 51% dos votos válidos.

Marcelo, porém, disse que desde o início mostrava confiança aos apoiadores. “A vitória no segundo turno já era esperada”, analisou. De um turno para o outro, o petista saltou de 19,84% de votos válidos para 50,74%. Em adesões totais, o pulo foi de 38.330 para 91.459. Isso mesmo sem ter apoio do terceiro e quarto colocados na etapa inicial – Juiz João (PSD) e Zé Lourencini (PSDB). O pessedista adotou neutralidade. O tucano pediu votos a Atila.

O petista utilizou, no segundo turno, discurso de ser o combatente da corrupção na cidade. Se baseou no fato de a Operação Trato Feito, conduzida pela PF (Polícia Federal) e que apontava existência de pagamento de Mensalinho aos vereadores, ter deixado seu nome fora da lista de acusados para empunhar a bandeira e atacar a gestão Atila. A aposta foi no aumento da rejeição ao governo como forma de superar o antipetismo. Funcionou.

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