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Três anos de artigos ficam para a história em páginas de livro

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Colunista do Diário, Antonio Carlos Lopes recebe homenagem com coletânea dos seus textos


Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

26/11/2020 | 00:01


Com cinco décadas de carreira dedicada à saúde e à educação médica, o cardiologista e professor Antonio Carlos Lopes, 73 anos, faz história no País com discurso e colaboração engajados à conscientização do bom atendimento aos doentes, sobretudo no sistema público. Ontem, o autor da coluna Saúde&Cidadania, que é publicada quinzenalmente às segundas-feiras no caderno Setecidades do Diário, foi homenageado pelo jornal e recebeu livro que reúne todas as suas publicações desde a estreia no periódico, em 19 de junho de 2017 – a coleção vai até 13 de julho de 2020.

Patrocinada pelo jornal, a edição é limitada e não será comercializada. A coletânea Saúde&Cidadania – Uma Discussão Sobre os Desafios da Saúde no Brasil, mostra em seu primeiro texto ‘A saúde do Brasil em xeque’, publicado em 2017, que Lopes explanava a situação de embate no País, com o atendimento aos doentes envolto em escândalos de corrupção política. “Nesse espaço que me foi disponibilizado pude colocar minhas ideais de forma horizontal, sem atalhos, ideologias políticas ou partidárias. É uma contribuição social e acadêmica, que visa defender a saúde, a comunidade e lutar pelo atendimento adequado à todos”, exaltou Lopes.

Ao longo de três anos, o profissional escreveu sobre importantes discussões na área da saúde, como a desvalorização do SUS (Sistema Único de Saúde), medidas dos governos federal e estadual, educação médica, novos profissionais, interesses político-partidários e, neste ano, sobre a pandemia da Covid-19.
O livro traz, no fim, publicação emblemática do dia 13 de julho, quando o médico discorreu sobre pesquisas que jogavam “luz no cenário” da “ameaça invisível que mantém a população do mundo refém”, ao se referir ao novo coronavírus com o título ‘Quando compromisso é mais forte que o caos’. Também foram destaques em seus artigos o uso da hidroxicloroquina no tratamento da Covid, discussões sobre medidas de prevenção e as incertezas do futuro. Tudo isso agora está disponível também no livro.

“Escrevo o que penso. As ideias que defendo são embasadas na medicina. Não estou preocupado se vou agradar, mas, sim, se vou informar e levar à comunidade conhecimento dos quais tem de saber, sem política ou interesses pessoais”, disse Lopes, contando que em suas publicações ele não defende ideologias.

Diretor superintendente do Diário, Marcos Sidnei Bassi destacou que o livro, além de homenagear o médico, tem importância institucional, papel que Lopes exerce não apenas nas edições do jornal. “Ter colunistas contribuindo em nossas páginas é importante. Ter a reportagem e ter especialistas que olhem com visão crítica sobre os fatos é fundamental para o jornal. Em suas publicações, o doutor Antonio Carlos Lopes mostra posições muito claras e técnicas sobre a medicina. É importante isso para o Diário e para a sociedade como um todo”, pontuou o executivo.

Em discurso de agradecimento, o médico, que passou toda a manhã na sede do Diário, no bairro Jardim, em Santo André, pontuou que busca, não só em sua carreira, mas também em suas contribuições na mídia, mostrar que não existe medicina dividida por classes sociais e, sim, o atendimento médico a todos. “A medicina existe porque existe o doente. Para ser médico, primeiro tem de gostar de gente e, além disso, estar disposto a doar amor ao próximo, sem diferenças”, reforçou.

Segundo Lopes, além de emoção, receber o livro reforçou o sentimento de estar no caminho certo. “Essa foi uma homenagem inédita. Tive várias ao longo da vida, mas esta foi uma surpresa. Este livro é uma maneira de eu ter compilado, em um só material, as colunas que trazem temas dos quais permeio em minha vida. Foi um privilégio ter este reconhecimento”, agradeceu.

SAÚDE E CIDADANIA
Entusiasta da medicina para todos, Antonio Carlos Lopes contou que o nome escolhido para sua coluna busca embutir sua visão de saúde como um compromisso com a comunidade. “Temos de levar informação para a população, tanto de saúde pública como do ensino médico. Cidadania é isso, é o compromisso com a cidade, com gente”, comentou.

CURRÍCULO
Formado em medicina pela EPM-Unifesp em 1970, Lopes ficou conhecido por projetos e discursos que visam o acesso médico a todos e a luta pela qualidade da saúde pública. Presidente da SBCM (Sociedade Brasileira de Clínica Médica) e professor afiliado do HMASP (Hospital Militar de Área de São Paulo), foi diretor do departamento de residência médica e projetos especiais na saúde da Secretaria da Educação Superior do Ministério da Educação, de 2004 a 2007, e secretário executivo da Comissão Nacional de Residência Médica.

Além de colunista do Diário, Lopes é presidente fundador da BCRI (Instituto Brasileiro de Pesquisa Clínica) e atua também como editor da Revista da Sociedade Brasileira de Clínica Médica e do Jornal do Clínico. 

Relevância dos textos motivou produção da coletânea

A relevância das contribuições do cardiologista Antonio Carlos Lopes em sua coluna quinzenal Saúde&Cidadania, publicada pelo Diário, foi o que motivou o jornal a reunir todos os textos do médico em um livro. A ideia é oferecer para a sociedade rico material sobre discussões importantes da saúde no Brasil e no mundo.

Diretor de Redação do Diário e coordenador editorial do projeto, Evaldo Novelini contou que o processo, que durou cerca de cinco meses, teve como objetivo perenizar os textos de Lopes em coletânea que envolve, além do debate público dos desafios da saúde, os obstáculos vividos por todos durante a pandemia. “O jornal manterá em seus arquivos alguns exemplares, que ficarão disponíveis para consulta pública e também aos nossos profissionais, para que, sempre que precisarmos, tenhamos essa referência para consultar”, disse.

O diretor de Redação destacou que a publicação é uma maneira de o jornal deixar produto eternizado para a sociedade. “No jornalismo, temos a sensação de que tudo que fazemos é efêmero, com duração de, no máximo, 24 horas. Seria lamentável que textos essenciais como os escritos pelo doutor Antonio Carlos, que jogam luzes sobre questões essenciais da medicina, não fossem perenizados. Creio que a edição desta coletânea resolva a questão.”

Cardiologista diz que seriedade do jornal foi decisiva para aceitar coluna

Autor da coluna Saúde&Cidadania, o médico cardiologista Antonio Carlos Lopes conta que aceitou o convite para contribuir com artigos no Diário, feito em 2017 pelo ex-diretor superintendente e atual acionista do jornal, Ronan Maria Pinto, por considerar o veículo “sério e idôneo”.
 

 “Já conhecia o Diário do Grande ABC há muitos anos, assim como todo mundo conhece, e, por ser um jornal de grande circulação, e saber que não haveria nenhuma interferência na coluna que eu faria, como não houve até hoje, aceitei o convite”, contou.


Lopes disse que viu no convite oportunidade de exercer seu compromisso com a cidadania, por meio de trabalho que tem confiança. “Entendi que seria boa maneira de informar a população sobre as deficiências do sistema de saúde com conhecimento médico e de forma crítica, porém, construtiva”, explicou o médico, revelando que já rejeitou contribuir com outros veículos de comunicação por não concordar com a linha editorial.


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Três anos de artigos ficam para a história em páginas de livro

Colunista do Diário, Antonio Carlos Lopes recebe homenagem com coletânea dos seus textos

Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

26/11/2020 | 00:01


Com cinco décadas de carreira dedicada à saúde e à educação médica, o cardiologista e professor Antonio Carlos Lopes, 73 anos, faz história no País com discurso e colaboração engajados à conscientização do bom atendimento aos doentes, sobretudo no sistema público. Ontem, o autor da coluna Saúde&Cidadania, que é publicada quinzenalmente às segundas-feiras no caderno Setecidades do Diário, foi homenageado pelo jornal e recebeu livro que reúne todas as suas publicações desde a estreia no periódico, em 19 de junho de 2017 – a coleção vai até 13 de julho de 2020.

Patrocinada pelo jornal, a edição é limitada e não será comercializada. A coletânea Saúde&Cidadania – Uma Discussão Sobre os Desafios da Saúde no Brasil, mostra em seu primeiro texto ‘A saúde do Brasil em xeque’, publicado em 2017, que Lopes explanava a situação de embate no País, com o atendimento aos doentes envolto em escândalos de corrupção política. “Nesse espaço que me foi disponibilizado pude colocar minhas ideais de forma horizontal, sem atalhos, ideologias políticas ou partidárias. É uma contribuição social e acadêmica, que visa defender a saúde, a comunidade e lutar pelo atendimento adequado à todos”, exaltou Lopes.

Ao longo de três anos, o profissional escreveu sobre importantes discussões na área da saúde, como a desvalorização do SUS (Sistema Único de Saúde), medidas dos governos federal e estadual, educação médica, novos profissionais, interesses político-partidários e, neste ano, sobre a pandemia da Covid-19.
O livro traz, no fim, publicação emblemática do dia 13 de julho, quando o médico discorreu sobre pesquisas que jogavam “luz no cenário” da “ameaça invisível que mantém a população do mundo refém”, ao se referir ao novo coronavírus com o título ‘Quando compromisso é mais forte que o caos’. Também foram destaques em seus artigos o uso da hidroxicloroquina no tratamento da Covid, discussões sobre medidas de prevenção e as incertezas do futuro. Tudo isso agora está disponível também no livro.

“Escrevo o que penso. As ideias que defendo são embasadas na medicina. Não estou preocupado se vou agradar, mas, sim, se vou informar e levar à comunidade conhecimento dos quais tem de saber, sem política ou interesses pessoais”, disse Lopes, contando que em suas publicações ele não defende ideologias.

Diretor superintendente do Diário, Marcos Sidnei Bassi destacou que o livro, além de homenagear o médico, tem importância institucional, papel que Lopes exerce não apenas nas edições do jornal. “Ter colunistas contribuindo em nossas páginas é importante. Ter a reportagem e ter especialistas que olhem com visão crítica sobre os fatos é fundamental para o jornal. Em suas publicações, o doutor Antonio Carlos Lopes mostra posições muito claras e técnicas sobre a medicina. É importante isso para o Diário e para a sociedade como um todo”, pontuou o executivo.

Em discurso de agradecimento, o médico, que passou toda a manhã na sede do Diário, no bairro Jardim, em Santo André, pontuou que busca, não só em sua carreira, mas também em suas contribuições na mídia, mostrar que não existe medicina dividida por classes sociais e, sim, o atendimento médico a todos. “A medicina existe porque existe o doente. Para ser médico, primeiro tem de gostar de gente e, além disso, estar disposto a doar amor ao próximo, sem diferenças”, reforçou.

Segundo Lopes, além de emoção, receber o livro reforçou o sentimento de estar no caminho certo. “Essa foi uma homenagem inédita. Tive várias ao longo da vida, mas esta foi uma surpresa. Este livro é uma maneira de eu ter compilado, em um só material, as colunas que trazem temas dos quais permeio em minha vida. Foi um privilégio ter este reconhecimento”, agradeceu.

SAÚDE E CIDADANIA
Entusiasta da medicina para todos, Antonio Carlos Lopes contou que o nome escolhido para sua coluna busca embutir sua visão de saúde como um compromisso com a comunidade. “Temos de levar informação para a população, tanto de saúde pública como do ensino médico. Cidadania é isso, é o compromisso com a cidade, com gente”, comentou.

CURRÍCULO
Formado em medicina pela EPM-Unifesp em 1970, Lopes ficou conhecido por projetos e discursos que visam o acesso médico a todos e a luta pela qualidade da saúde pública. Presidente da SBCM (Sociedade Brasileira de Clínica Médica) e professor afiliado do HMASP (Hospital Militar de Área de São Paulo), foi diretor do departamento de residência médica e projetos especiais na saúde da Secretaria da Educação Superior do Ministério da Educação, de 2004 a 2007, e secretário executivo da Comissão Nacional de Residência Médica.

Além de colunista do Diário, Lopes é presidente fundador da BCRI (Instituto Brasileiro de Pesquisa Clínica) e atua também como editor da Revista da Sociedade Brasileira de Clínica Médica e do Jornal do Clínico. 

Relevância dos textos motivou produção da coletânea

A relevância das contribuições do cardiologista Antonio Carlos Lopes em sua coluna quinzenal Saúde&Cidadania, publicada pelo Diário, foi o que motivou o jornal a reunir todos os textos do médico em um livro. A ideia é oferecer para a sociedade rico material sobre discussões importantes da saúde no Brasil e no mundo.

Diretor de Redação do Diário e coordenador editorial do projeto, Evaldo Novelini contou que o processo, que durou cerca de cinco meses, teve como objetivo perenizar os textos de Lopes em coletânea que envolve, além do debate público dos desafios da saúde, os obstáculos vividos por todos durante a pandemia. “O jornal manterá em seus arquivos alguns exemplares, que ficarão disponíveis para consulta pública e também aos nossos profissionais, para que, sempre que precisarmos, tenhamos essa referência para consultar”, disse.

O diretor de Redação destacou que a publicação é uma maneira de o jornal deixar produto eternizado para a sociedade. “No jornalismo, temos a sensação de que tudo que fazemos é efêmero, com duração de, no máximo, 24 horas. Seria lamentável que textos essenciais como os escritos pelo doutor Antonio Carlos, que jogam luzes sobre questões essenciais da medicina, não fossem perenizados. Creio que a edição desta coletânea resolva a questão.”

Cardiologista diz que seriedade do jornal foi decisiva para aceitar coluna

Autor da coluna Saúde&Cidadania, o médico cardiologista Antonio Carlos Lopes conta que aceitou o convite para contribuir com artigos no Diário, feito em 2017 pelo ex-diretor superintendente e atual acionista do jornal, Ronan Maria Pinto, por considerar o veículo “sério e idôneo”.
 

 “Já conhecia o Diário do Grande ABC há muitos anos, assim como todo mundo conhece, e, por ser um jornal de grande circulação, e saber que não haveria nenhuma interferência na coluna que eu faria, como não houve até hoje, aceitei o convite”, contou.


Lopes disse que viu no convite oportunidade de exercer seu compromisso com a cidadania, por meio de trabalho que tem confiança. “Entendi que seria boa maneira de informar a população sobre as deficiências do sistema de saúde com conhecimento médico e de forma crítica, porém, construtiva”, explicou o médico, revelando que já rejeitou contribuir com outros veículos de comunicação por não concordar com a linha editorial.

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