Fechar
Publicidade

Sábado, 23 de Janeiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Economia

soraiapedrozo@dgabc.com.br | 4435-8057

Lobarinhas: Tesouro chegará ao fim do ano com caixa para compromissos de 4 meses



25/11/2020 | 16:29


O coordenador de operações da Dívida Pública, Roberto Lobarinhas, disse que o Tesouro chegará ao fim do ano com caixa para pagar os compromissos dos primeiros quatro meses em 2021. Diante do aumento no endividamento para fazer frente às despesas com a pandemia do coronavírus, o órgão aumentou as emissões de títulos da dívida nos últimos meses, o que chegou ao maior valor da história em outubro (R$ 173,3 bilhões).

"O Tesouro ajustou sua estratégia nos últimos meses para captar volumes maiores. Conseguiu fortalecer o caixa e, para isso, foi fundamental a transferência de recursos do Banco Central", acrescentou o coordenador-geral de planejamento estratégico da dívida, Luiz Fernando Alves.

Em relação a uma segunda onda da pandemia no Brasil e uma possível prorrogação do auxílio emergencial nesse caso, Lobarinhas acrescentou que o impacto na Dívida Pública dependerá de como isso for financiado.

O coordenador disse ainda que, apesar da alta na demanda, não haverá novos leilões extras de NTN-B 2023, mas somente os dois previstos até o fim do ano.

LFTs

Lobarinhas afirmou que o prêmio exigido pelos investidores para comprar papéis atrelados à taxa básica de juros (LFT) vem se estabilizando nas últimas semanas, o que tem favorecido a demanda por esses papéis.

Em entrevista virtual, Lobarinhas disse que houve um "movimento brusco" no mercado de LFTs em outubro, que se estabilizou em novembro.

Ele ressaltou que o mês de outubro foi marcado por volatilidade com notícias sobre a segunda onda da pandemia de covid-19 na Europa e as eleições nos Estados Unidos. Além disso, a curva de juros foi influenciada por índices de inflação. "Houve volatilidade em outubro relacionada a questão fiscal no mercado doméstico", completou.

Lobarinhas ressaltou que, já em novembro, o mercado externo operou de forma mais otimista, reduzindo prêmios de risco. "A curva de juros sobe em novembro novamente na esteira das discussões fiscais", ponderou.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Lobarinhas: Tesouro chegará ao fim do ano com caixa para compromissos de 4 meses


25/11/2020 | 16:29


O coordenador de operações da Dívida Pública, Roberto Lobarinhas, disse que o Tesouro chegará ao fim do ano com caixa para pagar os compromissos dos primeiros quatro meses em 2021. Diante do aumento no endividamento para fazer frente às despesas com a pandemia do coronavírus, o órgão aumentou as emissões de títulos da dívida nos últimos meses, o que chegou ao maior valor da história em outubro (R$ 173,3 bilhões).

"O Tesouro ajustou sua estratégia nos últimos meses para captar volumes maiores. Conseguiu fortalecer o caixa e, para isso, foi fundamental a transferência de recursos do Banco Central", acrescentou o coordenador-geral de planejamento estratégico da dívida, Luiz Fernando Alves.

Em relação a uma segunda onda da pandemia no Brasil e uma possível prorrogação do auxílio emergencial nesse caso, Lobarinhas acrescentou que o impacto na Dívida Pública dependerá de como isso for financiado.

O coordenador disse ainda que, apesar da alta na demanda, não haverá novos leilões extras de NTN-B 2023, mas somente os dois previstos até o fim do ano.

LFTs

Lobarinhas afirmou que o prêmio exigido pelos investidores para comprar papéis atrelados à taxa básica de juros (LFT) vem se estabilizando nas últimas semanas, o que tem favorecido a demanda por esses papéis.

Em entrevista virtual, Lobarinhas disse que houve um "movimento brusco" no mercado de LFTs em outubro, que se estabilizou em novembro.

Ele ressaltou que o mês de outubro foi marcado por volatilidade com notícias sobre a segunda onda da pandemia de covid-19 na Europa e as eleições nos Estados Unidos. Além disso, a curva de juros foi influenciada por índices de inflação. "Houve volatilidade em outubro relacionada a questão fiscal no mercado doméstico", completou.

Lobarinhas ressaltou que, já em novembro, o mercado externo operou de forma mais otimista, reduzindo prêmios de risco. "A curva de juros sobe em novembro novamente na esteira das discussões fiscais", ponderou.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;