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PSDB amplia margem sobre o PT no número de vereadores na região

Em 20 anos, petismo perdeu 22 vagas nas câmaras do Grande ABC e registra 14 cadeiras para a próxima legislatura; tucanato cresceu 160%


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

21/11/2020 | 00:13


Com o resultado das urnas no domingo, o PSDB consolidou reversão do cenário de bancada partidária com o PT no Grande ABC, ampliando vantagem no ranking. O tucanato elevou de 22 para 26 o número de cadeiras na região na comparação com a disputa de 2016 – em 20 anos, o crescimento de vereadores se deu em 160%, quando eram dez representantes. A eleição de 2000 foi justamente o auge do PT. Na ocasião, o petismo conquistou 36 das 135 vagas nas câmaras. Desta vez, registrou 14 (confira quadro acima) entre as atuais 142 possíveis, uma perda de 22 assentos no período.

À época, dois anos antes da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência, o PT concretizou liderança folgada em relação às demais legendas, inclusive elegendo cinco dos sete prefeitos – apesar do declínio, tem chance de assegurar o poder de dois Paços no segundo turno deste ano (Diadema e Mauá). A queda de parlamentares foi de 61% neste intervalo. Mesmo com a ascensão e no topo da lista regional, o PSDB, contudo, não chegou perto desta marca obtida pelo rival na oportunidade, com dez cadeiras a menos. No campo majoritário, venceu em três dos seis municípios em que lançou empreitada, um a menos do que em 2016.

Vereador mais bem votado do PSDB em Santo André com 5.713 adesões, Pedrinho Botaro avaliou que o saldo do tucanato aparece sob percepção que o eleitorado está “olhando mais para as pessoas do que partidos”. “Não dou mérito para o partido. Quem foi candidato trouxe mais resultado que a própria sigla. O prefeito Paulo Serra vejo hoje maior que o partido na cidade. É pela liderança, e isso ajuda a chapa. Votação histórica não ocorreu porque ele está no PSDB, assim como falavam no passado que o Celso (Daniel) transcendia o PT.”

Em Santo André, a bancada do PSDB subiu de quatro para seis cadeiras. Na vizinha São Bernardo, subiu de sete para dez. Em Ribeirão Pires, saiu de uma para três. Já o PT sofre desgaste desde o surgimento da Lava Jato e impeachment de Dilma Rousseff. Ganhou sobrevida pelo desempenho de Diadema, que concentra um terço do geral, vindo de três para cinco vereadores. Recuperou terreno também em Mauá, de uma para duas, e Ribeirão Pires, onde estava sem espaço. Em solo andreense, a sigla, com a frustrada tentativa de o ex-prefeito Carlos Grana ser puxador de votos, teve revés de cinco para duas vagas. A representatividade em São Bernardo caiu de cinco para quatro.

Presidente licenciado do PT de Mauá e vereador eleito, Júnior Getúlio considerou que a sigla se encontra em processo de reabilitação, tendo em vista que entre 2012 e 2016 caiu de 29 para 16. “Acredito que estamos em recuperação. Perda de 2016 foi muito maior. Agora, duas. Algumas diminuímos, em outras subimos. Pode ter regredido no Legislativo, mas podemos registrar aumento de prefeitos. Em 2016 não fizemos nenhum. Temos possibilidades reais com Marcelo Oliveira (em Mauá) e (José de) Filippi (Júnior, em Diadema), cidades importantes. É sinal de avanço em relação há quatro anos.”

Sem candidato a prefeito na região, o Cidadania baixou de 14 para dez se analisado plano com o último pleito municipal (veja mais detalhes ao lado). O PSB, que está na etapa final em Mauá, mas computou saldos aquém do aguardado em Santo André e Diadema, perdeu três cadeiras. Com o prefeito Lauro Michels fora do páreo, o PV murchou de oito para três. O PSD, de Gilberto Kassab, por outro lado, ampliou a bancada de quatro para 13, ficando na terceira posição do rol. O Podemos, de Claudinho da Geladeira, empatou com o Cidadania no quesito. O PL pulou de seis para nove. O Avante saltou de três para sete. Novo e PRTB saíram de zero para uma, enquanto o Psol fez duas inéditas.

Sem prefeituráveis, Cidadania, de Alex, apresenta queda de 28%

Diante do panorama sem candidaturas ao Paço no pleito, o Cidadania, liderado pelo deputado federal Alex Manente, apontou queda de 28% em representatividade de vereadores no Grande ABC. O resultado faz a sigla, ex-PPS, voltar ao patamar registrado há oito anos, com dez cadeiras, figurando atrás do PSDB, PT, PSD e no mesmo degrau que o Podemos, que elegeu prefeito na região.

Em São Bernardo, simbólica por ser domicílio eleitoral de Alex, o partido perdeu força, despencando de três para uma cadeira. Embora tenha sustentado três em Diadema e ampliado uma em São Caetano, caiu em Mauá, ficando sem espaço, cidade onde lançou o vice Luizão da Comunidade na chapa encabeçada por João Veríssimo (PSD).

Alex ponderou que o resultado é combinação do fato de a sigla não ter formalizado candidaturas à Prefeitura com a proibição de coligação proporcional. Para ele, no entanto, o saldo é positivo. “Fizemos dez cadeiras sem candidato a prefeito. Esse contexto tem que ser levado em consideração, e nos mantemos entre os primeiros da região (com mais parlamentares). É difícil partido fazer essa representação. Acredito que o próprio mandato (no Congresso) acaba criando vínculo com os prefeitos, que colaboraram com a minha reeleição. Naturalmente, há relação e inviabiliza fazer disputa.” 



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PSDB amplia margem sobre o PT no número de vereadores na região

Em 20 anos, petismo perdeu 22 vagas nas câmaras do Grande ABC e registra 14 cadeiras para a próxima legislatura; tucanato cresceu 160%

Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

21/11/2020 | 00:13


Com o resultado das urnas no domingo, o PSDB consolidou reversão do cenário de bancada partidária com o PT no Grande ABC, ampliando vantagem no ranking. O tucanato elevou de 22 para 26 o número de cadeiras na região na comparação com a disputa de 2016 – em 20 anos, o crescimento de vereadores se deu em 160%, quando eram dez representantes. A eleição de 2000 foi justamente o auge do PT. Na ocasião, o petismo conquistou 36 das 135 vagas nas câmaras. Desta vez, registrou 14 (confira quadro acima) entre as atuais 142 possíveis, uma perda de 22 assentos no período.

À época, dois anos antes da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência, o PT concretizou liderança folgada em relação às demais legendas, inclusive elegendo cinco dos sete prefeitos – apesar do declínio, tem chance de assegurar o poder de dois Paços no segundo turno deste ano (Diadema e Mauá). A queda de parlamentares foi de 61% neste intervalo. Mesmo com a ascensão e no topo da lista regional, o PSDB, contudo, não chegou perto desta marca obtida pelo rival na oportunidade, com dez cadeiras a menos. No campo majoritário, venceu em três dos seis municípios em que lançou empreitada, um a menos do que em 2016.

Vereador mais bem votado do PSDB em Santo André com 5.713 adesões, Pedrinho Botaro avaliou que o saldo do tucanato aparece sob percepção que o eleitorado está “olhando mais para as pessoas do que partidos”. “Não dou mérito para o partido. Quem foi candidato trouxe mais resultado que a própria sigla. O prefeito Paulo Serra vejo hoje maior que o partido na cidade. É pela liderança, e isso ajuda a chapa. Votação histórica não ocorreu porque ele está no PSDB, assim como falavam no passado que o Celso (Daniel) transcendia o PT.”

Em Santo André, a bancada do PSDB subiu de quatro para seis cadeiras. Na vizinha São Bernardo, subiu de sete para dez. Em Ribeirão Pires, saiu de uma para três. Já o PT sofre desgaste desde o surgimento da Lava Jato e impeachment de Dilma Rousseff. Ganhou sobrevida pelo desempenho de Diadema, que concentra um terço do geral, vindo de três para cinco vereadores. Recuperou terreno também em Mauá, de uma para duas, e Ribeirão Pires, onde estava sem espaço. Em solo andreense, a sigla, com a frustrada tentativa de o ex-prefeito Carlos Grana ser puxador de votos, teve revés de cinco para duas vagas. A representatividade em São Bernardo caiu de cinco para quatro.

Presidente licenciado do PT de Mauá e vereador eleito, Júnior Getúlio considerou que a sigla se encontra em processo de reabilitação, tendo em vista que entre 2012 e 2016 caiu de 29 para 16. “Acredito que estamos em recuperação. Perda de 2016 foi muito maior. Agora, duas. Algumas diminuímos, em outras subimos. Pode ter regredido no Legislativo, mas podemos registrar aumento de prefeitos. Em 2016 não fizemos nenhum. Temos possibilidades reais com Marcelo Oliveira (em Mauá) e (José de) Filippi (Júnior, em Diadema), cidades importantes. É sinal de avanço em relação há quatro anos.”

Sem candidato a prefeito na região, o Cidadania baixou de 14 para dez se analisado plano com o último pleito municipal (veja mais detalhes ao lado). O PSB, que está na etapa final em Mauá, mas computou saldos aquém do aguardado em Santo André e Diadema, perdeu três cadeiras. Com o prefeito Lauro Michels fora do páreo, o PV murchou de oito para três. O PSD, de Gilberto Kassab, por outro lado, ampliou a bancada de quatro para 13, ficando na terceira posição do rol. O Podemos, de Claudinho da Geladeira, empatou com o Cidadania no quesito. O PL pulou de seis para nove. O Avante saltou de três para sete. Novo e PRTB saíram de zero para uma, enquanto o Psol fez duas inéditas.

Sem prefeituráveis, Cidadania, de Alex, apresenta queda de 28%

Diante do panorama sem candidaturas ao Paço no pleito, o Cidadania, liderado pelo deputado federal Alex Manente, apontou queda de 28% em representatividade de vereadores no Grande ABC. O resultado faz a sigla, ex-PPS, voltar ao patamar registrado há oito anos, com dez cadeiras, figurando atrás do PSDB, PT, PSD e no mesmo degrau que o Podemos, que elegeu prefeito na região.

Em São Bernardo, simbólica por ser domicílio eleitoral de Alex, o partido perdeu força, despencando de três para uma cadeira. Embora tenha sustentado três em Diadema e ampliado uma em São Caetano, caiu em Mauá, ficando sem espaço, cidade onde lançou o vice Luizão da Comunidade na chapa encabeçada por João Veríssimo (PSD).

Alex ponderou que o resultado é combinação do fato de a sigla não ter formalizado candidaturas à Prefeitura com a proibição de coligação proporcional. Para ele, no entanto, o saldo é positivo. “Fizemos dez cadeiras sem candidato a prefeito. Esse contexto tem que ser levado em consideração, e nos mantemos entre os primeiros da região (com mais parlamentares). É difícil partido fazer essa representação. Acredito que o próprio mandato (no Congresso) acaba criando vínculo com os prefeitos, que colaboraram com a minha reeleição. Naturalmente, há relação e inviabiliza fazer disputa.” 

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