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Setores esportivo e de lazer anseiam pela vacina

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Atividades já são retomadas com novas regras, porém, apenas imunização garante a volta de competições


Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

02/11/2020 | 07:00


Aferição de temperatura, uso de máscara e higienização constante das mãos se tornaram rotina em razão da pandemia do novo coronavírus. No esporte, não é diferente. Ainda que algumas competições, como os campeonatos de futebol da várzea e as corridas de rua, estejam aguardando a chegada da vacina à população, outras modalidades estão se adaptando. Esta é a segunda reportagem da série Desafios Pós-Covid, publicada semanalmente pelo Diário.

No Instituto Seci, em Santo André, o futebol e as práticas esportivas de várzea ficaram suspensas nos meses de quarentena mais rígida e foram retomadas gradualmente. Antes do retorno das partidas, a entidade promoveu palestra visando reforçar os protocolos sanitários, além de criar cartilha com regras para a comunidade do Parque Capuava. “Algumas atividades voltaram seguindo rigorosamente as regras preventivas. Para acessar a área, todas as pessoas passam pela aferição de temperatura e devem limpar as mãos no totem de álcool gel e usar a máscara”, detalha Guilherme Ferreira, presidente do Instituo Seci.

Na avaliação de Ferreira, o principal desafio neste momento é a manutenção do campo, localizado no Parque Capuava, e das práticas esportivas, culturais, de educação e de lazer oferecidas às 450 crianças e adolescentes atendidos pela entidade. “Em seguida, o desafio é o aprofundamento da relação com a comunidade local e o estímulo à prática de jogos esportivos e de lazer como recurso de cuidado à saúde física, psíquica e mental”, assinala.

Também voltaram às atividades equipes de futsal da região com a retomada da 5ª Copa Diário de Futsal, realizada em parceria com a Liga de Futebol de Salão de Santo André. O torneio, que estava suspenso desde março em razão da pandemia, reiniciou no último domingo. Para evitar a infecção pelo novo coronavírus, as partidas estão ocorrendo sem público, com os ginásios abrigando apenas jogadores, treinadores e mais três pessoas de apoio, além da equipe de arbitragem. 

Seguindo as diretrizes da Federação Paulista de Futsal, atletas, integrantes das comissões técnicas e colaboradores fazem testes para detecção da Covid-19 periodicamente, e aqueles que apresentam quaisquer sintomas ficam afastados por 15 dias. Os protocolos também incluem a higienização de objetos com álcool 70% e aferição da temperatura.

Já a Liga Santoandreense de Futebol orienta que jogos amistosos entre times amadores não sejam realizados sem autorização dos órgãos de vigilância sanitária e da secretaria municipal de esportes. “Os clubes estão na expectativa da aprovação de uma vacina o quanto antes, pois, só assim, poderão colocar em campo os atletas com segurança e tranquilidade para jogar o seu melhor futebol”, afirma Sivaldo Pereira, presidente da liga. Em relação aos campeonatos, não há previsão de retomada – conforme publicado pelo Diário em julho, o Grande ABC corre o risco de não ter campeões da várzea neste ano.

Segundo Pereira, a expectativa pelo retorno se estende a toda comunidade, já que prejudicou agentes envolvidos direta e indiretamente na prática. “As malharias que vendem uniformes para os times, a empresa que produz e vende troféus e medalhas, donos de bares que vendem salgadinhos e bebidas no campo e nas proximidades e o vendedor de espetinhos. Existe toda uma gama importante de comerciantes que dependem da várzea para girar a economia da região”, exemplifica. Outro malefício é o aspecto cultural, já que as partidas integram a rotina dos fins de semana das comunidades.

CORRIDAS DE RUA
Wilson Parreiras, que participa da organização de corridas de rua no Grande ABC, afirma que as empresas aguardam autorização para retomar o calendário de provas, que costumam reunir milhares de pessoas a cada edição. Entretanto, ele avalia que a liberação deve ocorrer apenas quando a população estiver vacinada. “(Atualmente)Há possibilidade de fazer as corridas em blocos, mas não está agradando os atletas, e as corridas virtuais (em que o corredor se inscreve, comprova que correu a quilometragem determinada e recebe medalha em casa) também não fizeram sucesso”, relata.

Mesmo com a imunização, Parreiras acredita que as corridas não serão como antes, uma vez que protocolos, como álcool gel espalhados pelo percurso, higienização dos kits e o distanciamento físico, deverão ser mantidos. “Cumprir todos estes procedimentos será um desafio, pois dependerá de todos os envolvidos”, prevê.

Ensaiando a retomada do segmento, corrida para testar protocolos foi realizada no último fim de semana no Sambódromo do Anhembi, na Capital, organizada pela Associação Brasileira de Corrida de Rua. Os 150 participantes tiveram a temperatura aferida e a largada, organizada com cones, foi divida em pelotões de 30 corredores com intervalo de 30 segundos. Previsão da entidade é que o retorno oficial seja ainda neste ano.

Academias se adaptam à nova realidade

Liberadas para as atividades presenciais desde julho, as academias precisaram adaptar não apenas protocolos, mas também modelo de negócios e metodologia de ensino. Na Krav Maga ABC, da Federação Sul Americana de Krav Maga, em Santo André, o retorno foi gradual e, atualmente, cerca de 140 dos 200 alunos já voltaram às aulas presenciais. “Estamos focando na parte técnica e física. A parte que envolve a prática corpo a corpo é um desafio, teremos que dosar até onde esta nova realidade nos permite ir para desenvolver nova metodologia”, explica o instrutor Mario Francco.

Antes da pandemia, a aula era dividida em cinco etapas: aquecimento e alongamento, revisão da aula anterior, demonstração da técnica do dia, treinamento na frente do espelho e, depois, treino com oponente. No chamado “novo normal”, as quatro primeiras etapas são feitas com distanciamento e uso de máscara, além da adaptação dos aparelhos. A última, que exigia contato físico, não está sendo feita. Segundo Francco, os protocolos de higiene foram reforçados, porém, antes, os itens já eram higienizados frequentemente e era exigido que os alunos mantivessem roupas e pés limpos.

Aluna de krav maga há três anos, a dentista Luciane Bandeira da Silva Izidoro, 48 anos, moradora de Santo André, afirma que se sentiu segura para voltar aos treinos presenciais em razão do protocolo rígido de biossegurança adotado. “Cada aluno recebeu por escrito procedimento de operação padronizado antes de voltar aos treinos, ou seja, orientações de como devemos nos portar ao chegar nas aulas. Temos os monitores para orientar e fiscalizar os procedimentos, além de verificarem a distancia segura”, conta.

Para Luciane, ficar sem o contato físico comum das aulas e o uso de máscara é o mais difícil neste momento. Porém, ela avalia que todas as medidas são indispensáveis para continuar o treinamento. “Conseguimos treinar no ambiente onde sempre treinamos, com toda biossegurança que o momento requer, e continuamos aprimorando as partes técnica, física e emocional, que são os três pilares do krav maga”, celebra.

Na Academia Movimento e Ação, de São Bernardo, o desafio do “novo normal” é manter o negócio funcionando após meses de fechamento e congelamento das mensalidades. “Muitas academias fecharam e, mesmo sendo concorrente, acaba te deixando triste. Estamos devendo oito meses de aluguel e com uma disputa com relação à conta de luz pelo valor cobrado enquanto estávamos fechados”, relata o proprietário Rubens Pereira Lima.

No período, foram pelo menos quatro demissões entre recepcionistas, funcionários da faxina e professores. “(Hoje) Estou fazendo de tudo um pouco, sou o recepcionista e o faxineiro, faço as manutenções e as reformas, a única coisa que não consigo é estar em dois lugares ao mesmo tempo.”

Em comum, ambos estebelecimentos notaram a chegada de novos alunos. “Ponto favorável é que a pandemia despertou a importância de cuidar da saúde e de ter qualidade de vida melhor. As academias que souberam usar isso a seu favor conquistaram novos clientes. Tanto que aqui (na Movimento e Ação), 80% dos clientes que voltaram eram pessoas que estavam paradas há muito tempo e voltaram depois de anos”, observa Lima. 

Atividades em parques municipais estão liberadas

Os parques da região reabriram ao público em julho. Assim como os demais setores, a retomada foi gradativa e, atualmente, funcionam nos horários normais, mas com capacidade reduzida. Entre os protocolos adotados estão a aferição de temperatura na entrada, disponibilização de álcool gel e a exigência do uso de máscara. A realização de eventos está proibida.

Moradora de Santo André, Maria Izabel Rufino, 23 anos, começou a caminhar com a mãe no Parque Regional durante a pandemia. “Começamos a frequentar quando fechamos com um personal trainer e, dentro do cronograma, tinha corrida. Eu estava com um pouco de medo porque eu estava totalmente fechada em casa, mas o fato de o parque ser aberto dá mais segurança”, avalia.

Em Santo André, nos parques Central, Celso Daniel e Regional foram feitas demarcações em formato circular no gramado para que as famílias permaneçam nos espaços delimitados, evitando aglomerações. Está autorizada a utilização de áreas abertas ou amplamente arejadas, como pistas de caminhada, academias, quadras de tênis e pistas de skate, desde que observado o distanciamento mínimo de um metro e meio obrigatório. Os parquinhos infantis recebem desinfecção regularmente.

Os parques municipais Salvador Arena, Raphael Lazzuri, Chácara Silvestre, Parque dos Ipês e Parque das Bicicletas, além da Praça Lauro Gomes e da Chácara Silvestre, em São Bernardo, estão funcionam normalmente. As praças-parques também estão liberadas, contudo, as quadras e os playgrounds estão isolados. Neste mês, os parques Cidade da Criança, Estoril e Parque da Juventude foram reabertos e funcionam com 60% da capacidade.

Em Diadema, os parques também recebem público equivalente a 60% da capacidade. Cada parque tem coordenador e uma equipe de colaboradores responsáveis pela orientação dos frequentadores no que se refere aos protocolos de segurança.

Os parques ecológicos no Guapituba, Gruta Santa Luzia e da Juventude, em Mauá, e os parques Pérola da Serra e Parque Oriental (Milton Marinho de Moraes), em Ribeirão Pires, também estão funcionando normalmente.

Em São Caetano, os parques abrem de segunda a sexta-feira, à exceção do Chico Mendes, em reforma, e o Cidade das Crianças por questões sanitárias.
 



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Setores esportivo e de lazer anseiam pela vacina

Atividades já são retomadas com novas regras, porém, apenas imunização garante a volta de competições

Flavia Kurotori
Do Diário do Grande ABC

02/11/2020 | 07:00


Aferição de temperatura, uso de máscara e higienização constante das mãos se tornaram rotina em razão da pandemia do novo coronavírus. No esporte, não é diferente. Ainda que algumas competições, como os campeonatos de futebol da várzea e as corridas de rua, estejam aguardando a chegada da vacina à população, outras modalidades estão se adaptando. Esta é a segunda reportagem da série Desafios Pós-Covid, publicada semanalmente pelo Diário.

No Instituto Seci, em Santo André, o futebol e as práticas esportivas de várzea ficaram suspensas nos meses de quarentena mais rígida e foram retomadas gradualmente. Antes do retorno das partidas, a entidade promoveu palestra visando reforçar os protocolos sanitários, além de criar cartilha com regras para a comunidade do Parque Capuava. “Algumas atividades voltaram seguindo rigorosamente as regras preventivas. Para acessar a área, todas as pessoas passam pela aferição de temperatura e devem limpar as mãos no totem de álcool gel e usar a máscara”, detalha Guilherme Ferreira, presidente do Instituo Seci.

Na avaliação de Ferreira, o principal desafio neste momento é a manutenção do campo, localizado no Parque Capuava, e das práticas esportivas, culturais, de educação e de lazer oferecidas às 450 crianças e adolescentes atendidos pela entidade. “Em seguida, o desafio é o aprofundamento da relação com a comunidade local e o estímulo à prática de jogos esportivos e de lazer como recurso de cuidado à saúde física, psíquica e mental”, assinala.

Também voltaram às atividades equipes de futsal da região com a retomada da 5ª Copa Diário de Futsal, realizada em parceria com a Liga de Futebol de Salão de Santo André. O torneio, que estava suspenso desde março em razão da pandemia, reiniciou no último domingo. Para evitar a infecção pelo novo coronavírus, as partidas estão ocorrendo sem público, com os ginásios abrigando apenas jogadores, treinadores e mais três pessoas de apoio, além da equipe de arbitragem. 

Seguindo as diretrizes da Federação Paulista de Futsal, atletas, integrantes das comissões técnicas e colaboradores fazem testes para detecção da Covid-19 periodicamente, e aqueles que apresentam quaisquer sintomas ficam afastados por 15 dias. Os protocolos também incluem a higienização de objetos com álcool 70% e aferição da temperatura.

Já a Liga Santoandreense de Futebol orienta que jogos amistosos entre times amadores não sejam realizados sem autorização dos órgãos de vigilância sanitária e da secretaria municipal de esportes. “Os clubes estão na expectativa da aprovação de uma vacina o quanto antes, pois, só assim, poderão colocar em campo os atletas com segurança e tranquilidade para jogar o seu melhor futebol”, afirma Sivaldo Pereira, presidente da liga. Em relação aos campeonatos, não há previsão de retomada – conforme publicado pelo Diário em julho, o Grande ABC corre o risco de não ter campeões da várzea neste ano.

Segundo Pereira, a expectativa pelo retorno se estende a toda comunidade, já que prejudicou agentes envolvidos direta e indiretamente na prática. “As malharias que vendem uniformes para os times, a empresa que produz e vende troféus e medalhas, donos de bares que vendem salgadinhos e bebidas no campo e nas proximidades e o vendedor de espetinhos. Existe toda uma gama importante de comerciantes que dependem da várzea para girar a economia da região”, exemplifica. Outro malefício é o aspecto cultural, já que as partidas integram a rotina dos fins de semana das comunidades.

CORRIDAS DE RUA
Wilson Parreiras, que participa da organização de corridas de rua no Grande ABC, afirma que as empresas aguardam autorização para retomar o calendário de provas, que costumam reunir milhares de pessoas a cada edição. Entretanto, ele avalia que a liberação deve ocorrer apenas quando a população estiver vacinada. “(Atualmente)Há possibilidade de fazer as corridas em blocos, mas não está agradando os atletas, e as corridas virtuais (em que o corredor se inscreve, comprova que correu a quilometragem determinada e recebe medalha em casa) também não fizeram sucesso”, relata.

Mesmo com a imunização, Parreiras acredita que as corridas não serão como antes, uma vez que protocolos, como álcool gel espalhados pelo percurso, higienização dos kits e o distanciamento físico, deverão ser mantidos. “Cumprir todos estes procedimentos será um desafio, pois dependerá de todos os envolvidos”, prevê.

Ensaiando a retomada do segmento, corrida para testar protocolos foi realizada no último fim de semana no Sambódromo do Anhembi, na Capital, organizada pela Associação Brasileira de Corrida de Rua. Os 150 participantes tiveram a temperatura aferida e a largada, organizada com cones, foi divida em pelotões de 30 corredores com intervalo de 30 segundos. Previsão da entidade é que o retorno oficial seja ainda neste ano.

Academias se adaptam à nova realidade

Liberadas para as atividades presenciais desde julho, as academias precisaram adaptar não apenas protocolos, mas também modelo de negócios e metodologia de ensino. Na Krav Maga ABC, da Federação Sul Americana de Krav Maga, em Santo André, o retorno foi gradual e, atualmente, cerca de 140 dos 200 alunos já voltaram às aulas presenciais. “Estamos focando na parte técnica e física. A parte que envolve a prática corpo a corpo é um desafio, teremos que dosar até onde esta nova realidade nos permite ir para desenvolver nova metodologia”, explica o instrutor Mario Francco.

Antes da pandemia, a aula era dividida em cinco etapas: aquecimento e alongamento, revisão da aula anterior, demonstração da técnica do dia, treinamento na frente do espelho e, depois, treino com oponente. No chamado “novo normal”, as quatro primeiras etapas são feitas com distanciamento e uso de máscara, além da adaptação dos aparelhos. A última, que exigia contato físico, não está sendo feita. Segundo Francco, os protocolos de higiene foram reforçados, porém, antes, os itens já eram higienizados frequentemente e era exigido que os alunos mantivessem roupas e pés limpos.

Aluna de krav maga há três anos, a dentista Luciane Bandeira da Silva Izidoro, 48 anos, moradora de Santo André, afirma que se sentiu segura para voltar aos treinos presenciais em razão do protocolo rígido de biossegurança adotado. “Cada aluno recebeu por escrito procedimento de operação padronizado antes de voltar aos treinos, ou seja, orientações de como devemos nos portar ao chegar nas aulas. Temos os monitores para orientar e fiscalizar os procedimentos, além de verificarem a distancia segura”, conta.

Para Luciane, ficar sem o contato físico comum das aulas e o uso de máscara é o mais difícil neste momento. Porém, ela avalia que todas as medidas são indispensáveis para continuar o treinamento. “Conseguimos treinar no ambiente onde sempre treinamos, com toda biossegurança que o momento requer, e continuamos aprimorando as partes técnica, física e emocional, que são os três pilares do krav maga”, celebra.

Na Academia Movimento e Ação, de São Bernardo, o desafio do “novo normal” é manter o negócio funcionando após meses de fechamento e congelamento das mensalidades. “Muitas academias fecharam e, mesmo sendo concorrente, acaba te deixando triste. Estamos devendo oito meses de aluguel e com uma disputa com relação à conta de luz pelo valor cobrado enquanto estávamos fechados”, relata o proprietário Rubens Pereira Lima.

No período, foram pelo menos quatro demissões entre recepcionistas, funcionários da faxina e professores. “(Hoje) Estou fazendo de tudo um pouco, sou o recepcionista e o faxineiro, faço as manutenções e as reformas, a única coisa que não consigo é estar em dois lugares ao mesmo tempo.”

Em comum, ambos estebelecimentos notaram a chegada de novos alunos. “Ponto favorável é que a pandemia despertou a importância de cuidar da saúde e de ter qualidade de vida melhor. As academias que souberam usar isso a seu favor conquistaram novos clientes. Tanto que aqui (na Movimento e Ação), 80% dos clientes que voltaram eram pessoas que estavam paradas há muito tempo e voltaram depois de anos”, observa Lima. 

Atividades em parques municipais estão liberadas

Os parques da região reabriram ao público em julho. Assim como os demais setores, a retomada foi gradativa e, atualmente, funcionam nos horários normais, mas com capacidade reduzida. Entre os protocolos adotados estão a aferição de temperatura na entrada, disponibilização de álcool gel e a exigência do uso de máscara. A realização de eventos está proibida.

Moradora de Santo André, Maria Izabel Rufino, 23 anos, começou a caminhar com a mãe no Parque Regional durante a pandemia. “Começamos a frequentar quando fechamos com um personal trainer e, dentro do cronograma, tinha corrida. Eu estava com um pouco de medo porque eu estava totalmente fechada em casa, mas o fato de o parque ser aberto dá mais segurança”, avalia.

Em Santo André, nos parques Central, Celso Daniel e Regional foram feitas demarcações em formato circular no gramado para que as famílias permaneçam nos espaços delimitados, evitando aglomerações. Está autorizada a utilização de áreas abertas ou amplamente arejadas, como pistas de caminhada, academias, quadras de tênis e pistas de skate, desde que observado o distanciamento mínimo de um metro e meio obrigatório. Os parquinhos infantis recebem desinfecção regularmente.

Os parques municipais Salvador Arena, Raphael Lazzuri, Chácara Silvestre, Parque dos Ipês e Parque das Bicicletas, além da Praça Lauro Gomes e da Chácara Silvestre, em São Bernardo, estão funcionam normalmente. As praças-parques também estão liberadas, contudo, as quadras e os playgrounds estão isolados. Neste mês, os parques Cidade da Criança, Estoril e Parque da Juventude foram reabertos e funcionam com 60% da capacidade.

Em Diadema, os parques também recebem público equivalente a 60% da capacidade. Cada parque tem coordenador e uma equipe de colaboradores responsáveis pela orientação dos frequentadores no que se refere aos protocolos de segurança.

Os parques ecológicos no Guapituba, Gruta Santa Luzia e da Juventude, em Mauá, e os parques Pérola da Serra e Parque Oriental (Milton Marinho de Moraes), em Ribeirão Pires, também estão funcionando normalmente.

Em São Caetano, os parques abrem de segunda a sexta-feira, à exceção do Chico Mendes, em reforma, e o Cidade das Crianças por questões sanitárias.
 

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