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Bolsas da Europa têm perdas com preocupação com covid tirando brilho de balanços



27/10/2020 | 07:26


As bolsas da Europa engrenam mais um dia de perdas em meio às preocupações crescentes do reflexo da segunda onda de covid-19 na economia mundial. Enquanto monitoram a disseminação do vírus nos países do Velho Continente e nos Estados Unidos - fora o imbróglio fiscal -, digerem mais uma leva de resultados, com o setor de energia em queda enquanto o bancário sobe após gigantes como o HSBC, com sede em Londres, e o espanhol Santander revelarem os números do terceiro trimestre.

Às 7h09 (de Brasília), o Stoxx-600, que representa 90% das ações europeias, apresentava retração de 0,51%, a 354,14 pontos. Com mais um pregão de perdas, o índice renovou a baixa em um mês, quando atingiu 355,51 pontos, e ainda chegou ao menor nível desde meados de junho.

O aumento de infecções segue tirando o sono dos investidores. No mundo, já são mais de 43 milhões de casos de coronavírus, marca quebrada nesta segunda-feira, segundo a universidade americana Johns Hopkins. Na Alemanha, a chanceler Angela Merkel resumiu a situação como "ameaçadora" e falou ainda em "meses muito difíceis" para o país enquanto na Itália os cidadãos começaram a ser orientados a não viajarem pelo continente europeu por conta da doença.

Para o americano Morgan Stanley, as coisas vão piorar antes de melhorar com o inverno batendo à porta na Europa. Depois de revisar sua projeção para a economia da zona do euro no quarto trimestre, de alta para leve queda, o banco vê agora a possibilidade de o Banco Central Europeu (BCE) tomar medidas adicionais em meio ao impacto da segunda onda da covid-19. Para quinta-feira, é esperada a decisão de política monetária da autoridade.

Na novela que virou o novo pacote fiscal nos Estados Unidos, os investidores acompanham os desdobramentos, embora, a cada dia que passa, seja mais difícil um acordo antes das eleições, daqui uma semana. A presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, segue otimista, mas, de concreto, ainda nada.

Enquanto isso, no setor corporativo, a safra de balanços dá o tom desta terça-feira, com um verdadeiro cabo de guerra na cabeça dos investidores. De um lado, o setor de energia é um dos destaques de perdas. Do outro, os bancos europeus garantem um pregão azul ao segmento. Pouco depois das 7h, as ações do HSBC tinham alta de cerca de 6% enquanto as do espanhol Santander subiam perto de 3%.

Nas bolsas do Velho Continente, também às 7h09 (de Brasília), o índice FTSE-100, de Londres, tinha queda de 0,11%, e em Frankfurt, o DAX recuava 0,58%. Em Paris, o CAC-40 tinha baixa de 1,21%, o FTSE-MIB, de Milão, apontava declínio de 0,69% e o IBEX-35, de Madri, de 0,32%. Na bolsa de Lisboa, o PSI-20 registrava perdas de 1,06%.



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Bolsas da Europa têm perdas com preocupação com covid tirando brilho de balanços


27/10/2020 | 07:26


As bolsas da Europa engrenam mais um dia de perdas em meio às preocupações crescentes do reflexo da segunda onda de covid-19 na economia mundial. Enquanto monitoram a disseminação do vírus nos países do Velho Continente e nos Estados Unidos - fora o imbróglio fiscal -, digerem mais uma leva de resultados, com o setor de energia em queda enquanto o bancário sobe após gigantes como o HSBC, com sede em Londres, e o espanhol Santander revelarem os números do terceiro trimestre.

Às 7h09 (de Brasília), o Stoxx-600, que representa 90% das ações europeias, apresentava retração de 0,51%, a 354,14 pontos. Com mais um pregão de perdas, o índice renovou a baixa em um mês, quando atingiu 355,51 pontos, e ainda chegou ao menor nível desde meados de junho.

O aumento de infecções segue tirando o sono dos investidores. No mundo, já são mais de 43 milhões de casos de coronavírus, marca quebrada nesta segunda-feira, segundo a universidade americana Johns Hopkins. Na Alemanha, a chanceler Angela Merkel resumiu a situação como "ameaçadora" e falou ainda em "meses muito difíceis" para o país enquanto na Itália os cidadãos começaram a ser orientados a não viajarem pelo continente europeu por conta da doença.

Para o americano Morgan Stanley, as coisas vão piorar antes de melhorar com o inverno batendo à porta na Europa. Depois de revisar sua projeção para a economia da zona do euro no quarto trimestre, de alta para leve queda, o banco vê agora a possibilidade de o Banco Central Europeu (BCE) tomar medidas adicionais em meio ao impacto da segunda onda da covid-19. Para quinta-feira, é esperada a decisão de política monetária da autoridade.

Na novela que virou o novo pacote fiscal nos Estados Unidos, os investidores acompanham os desdobramentos, embora, a cada dia que passa, seja mais difícil um acordo antes das eleições, daqui uma semana. A presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, segue otimista, mas, de concreto, ainda nada.

Enquanto isso, no setor corporativo, a safra de balanços dá o tom desta terça-feira, com um verdadeiro cabo de guerra na cabeça dos investidores. De um lado, o setor de energia é um dos destaques de perdas. Do outro, os bancos europeus garantem um pregão azul ao segmento. Pouco depois das 7h, as ações do HSBC tinham alta de cerca de 6% enquanto as do espanhol Santander subiam perto de 3%.

Nas bolsas do Velho Continente, também às 7h09 (de Brasília), o índice FTSE-100, de Londres, tinha queda de 0,11%, e em Frankfurt, o DAX recuava 0,58%. Em Paris, o CAC-40 tinha baixa de 1,21%, o FTSE-MIB, de Milão, apontava declínio de 0,69% e o IBEX-35, de Madri, de 0,32%. Na bolsa de Lisboa, o PSI-20 registrava perdas de 1,06%.

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