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Delta deixa obra da a Ferrovia Oeste-Leste, na BA



17/05/2012 | 07:00


A construtora Delta, alvo das investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira, deixou as obras da Ferrovia Oeste-Leste, uma das prioridades do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo informação divulgada pela Valec, responsável pela obra, a Delta construiria o trecho da Oeste-Leste que vai do terminal portuário de Ilhéus até o rio da Preguiça. O contrato, assinado em novembro de 2010, era de R$ 574,5 milhões, dos quais R$ 31,9 milhões já foram pagos.

 

No total, a ferrovia tem 1.022 quilômetros e ligará o porto de Ilhéus à cidade de Barreiras, ambas na Bahia. Futuramente, ela será estendida até o município de Figueirópolis (TO), onde se interligará com a Ferrovia norte-sul.

 

O Ministério dos Transportes informou nesta quarta que, até o momento, não foi informado sobre a saída da Delta de outras obras sob sua responsabilidade. A empreiteira é, disparado, a que mais tem contratos de construção do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), tendo recebido R$ 830 milhões no ano passado, referentes a obras executadas com recursos do Orçamento federal. A maior parte dos contratos é na área de transportes.

 

Desde que vieram à tona as relações da empresa com o contraventor, ela já saiu de várias obras importantes, como a reforma do Maracanã, orçada em R$ 859 milhões. Também não está mais na construção da Transcarioca, um corredor de ônibus ligando o aeroporto à Barra da Tijuca, estimado em R$ 1,5 bilhão. Na terça, a prefeitura de Fortaleza anunciou que rescindiu, a pedido da empresa, o contrato para realização de obras da Copa, um contrato de R$ 145 milhões. Saiu também do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), com contratos de R$ 843,5 milhões.

 

A J&F, que assumiu a construtora Delta no último dia 9, confirma que os contratos do Maracanã e da Transcarioca estão em revisão. Informa, ainda, que a Delta de fato deixou as obras do Comperj, o que levou à demissão de 800 funcionários.

 

Flagrada em uma série de irregularidades pela Controladoria-Geral da União (CGU), a Delta é alvo de um processo administrativo que poderá culminar com uma declaração de inidoneidade. Nesse caso, ela ficará proibida de firmar novos contratos com o governo. Os que estão em andamento, porém, poderão ser preservados, a depender de uma avaliação caso a caso. A empresa informa que pretende honrar os contratos com o governo federal. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



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